segunda-feira, 22 de setembro de 2008

63- Desmineralização e Climatério


















O Ser humano é essencialmente uma dualidade anímico-espiritual que tem um ciclo evolutivo na matéria. Para cada nova encarnação é preparado um corpo físico apto a exercer as suas funções e assumir o seu destino/aprendizados na terra. Encarnado, passa por fases bem definidas de desenvolvimento. Concluído o seu tempo, deixa o corpo físico e retorna ao plano espiritual de onde pertence.

Em certo momento volta a encarnar, e assim continua de acordo com o ciclo evolutivo de cada essência espiritual. Enquanto encarnado, o corpo físico está sob a regência das leis da natureza: nasce, cresce e morre. A essência, pelo contrário, é imortal e tem um infinito caminho a percorrer. A essência anímico-espiritual e o corpo físico que esta utiliza têm portanto, manifestações e destinos diferentes. Enquanto acoplados, sua relação vai se transformado a cada ciclo ou fase.

A primeira fase é a formação. Ao encarnar no plano material, a essência encontra-se ainda em grande parte fora (pouco acoplada) do corpo físico. Somente aos poucos vai permeando-o e modelando-se de acordo aos seus fins. Quando permeia toda a matéria (o corpo), dá-se início um novo ciclo de intensa interação com a vida real: experimenta, aprende, serve e evolui.

Num determinado momento o corpo físico sofre um declínio biológico natural. A essência então começa a se libertar dele. Devido ao fato da essência não estar mais tão acoplada à matéria, ela não fica tão à mercê das circunstâncias materiais e pode receber mais influências dos níveis superiores e sutis (metafísicos). Já no caminho de volta, recolhe e distribui algumas das frutas cultivadas durante sua existência. Depois cruza o portal da morte e deixa o corpo.

Um dos fatores determinantes que acopla a essência ao corpo é a maturação sexual. A atividade biológica dos hormônios sexuais atrai internamente a essência para um grande jogo de forças que caracteriza o estágio reprodutivo. Atração que vai exercer maior ou menor influência, dependendo do grau de evolução do Ser. Quando a atividade glandular enfraquece e o corpo entra no seu período normal de repouso biológico, existe um grande alívio para a essência, que então pode viver sem tantas algemas materiais.

O climatério é um período de transição na vida humana, dentro do qual a menopausa faz parte: é o tempo de detenção da atividade reprodutiva glandular da mulher. O Climatério refere-se ao período que vai da pré-menopausa cerca de 6 anos antes da menopausa, que ocorre aproximadamente aos 49 anos, até a pós-menopausa, cerca de 6 anos após a menopausa: dos 43 aos 55 anos.

Do ponto de vista da essência, é uma fase de libertação e de entrada em ciclos mais evolutivos. Do ponto de vista biológico, trata-se de uma adaptação do organismo a sua nova condição, com significativos ajustes fisiológicos e hormonais acontecendo ao longo destes 12 anos. Do ponto de vista psicológico, o que deveria ser natural torna-se geralmente uma crise, porque a existência humana é quase sempre baseada em valores materiais, porém ilusórios.

O materialismo deixa as pessoas sem perspectivas “reais” para o futuro e provoca, consciente ou inconscientemente, uma negação do novo ciclo para poder perpetuar a fase anterior. Este estado de frustração acrescenta medos, conflitos, traumas, perdas e desilusões no afetivo-emocional, o que debilita a estrutura dos ossos pela acentuação da osteoporose, ou seja, deixa os ossos desmineralizados, portanto porosos e frágeis.
Normalmente é aceitável que mulheres após os 30 anos perdem 0,75 a 1% da massa óssea/ano, taxa que 5 anos após a menopausa pode aumentar para 2 a 3% de perda óssea/ano. É sabido que vários fatores podem acelerar este processo: o estado endócrino, a história gestacional, a constituição física, as características genéticas (raça, hereditariedade), atividade física, dieta, tabagismo, alcoolismo, uso de certos medicamentos, entre outros.

No entanto, apesar da influência destes fatores, a principal causa dessa doença é uma deficiência na força de coesão/assimilação que sustenta os sais minerais e o cálcio nos ossos e tecidos em geral.  Acredita-se que essa deficiência é em grande parte devido à falta de hormônios.

Na verdade, a causa final da desmineralização não é essa, mas os estados psicológicos de negação. Portanto, é a vida psíquica, a que deve ser tratada. A consciência que deve ser transformada para respeitar e assumir a regência de vida orgânica e espiritual.
É igualmente necessário ter em mente que a quantidade de hormônios necessários para a nova fase de vida é menor que a ditada pela terapia de reposição hormonal (TRH). Esta terapia provoca a reativação de fogos biológicos, prendendo a essência de novo no corpo físico e impedindo a sua libertação. Lembrando que não desaconselhamos as indicações clínicas para uma reposição hormonal, apenas fornecemos informações para que cada pessoa tome suas decisões mais conscientemente.

O Medo – freqüência que polariza o Amor - é outro fenômeno que impregna a psique da maioria das pessoas. Ele se infiltra nos nervos, músculos, sangue, membros, principalmente nos ossos e órgãos abdominais. Incorporado no decorrer dos séculos na constituição física do homem, o medo invadiu a coesão material. Porém, quando extrapola essa função biológica, o medo permeia o campo da consciência e ali se expressa. Logo a seguir, o corpo e os ossos tornam-se fracos e desmineralizados perdendo parte da força de encarnação. Dali que, as pessoas cuja condição mental está impregnada pelo medo também têm ossos frágeis e vulneráveis.

Por: Dr. José Maria Campos - Clemente (Figueira/MG)

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