quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Medicina integral

Medicina natural integral e a moderna ciência que sintetiza e harmoniza as várias escolas e tendências da medicina natural comum e que reúne vários tipos de recursos terapêuticos naturais simultaneamente, num tratamento, visando a recuperação mais ampla possível da saúde. É a área médica alternativa atual que, aliada à verdadeira medicina de vanguarda, tem contribuído para uma medicina global mais coerente e para a filosofia da Nova Medicina.
A Nova Medicina, também conhecida como medicina holística, ou integral, é resultante da evolução do pensamento e da filosofia médica que, superando as limitações e o condicionamento da medicina analítica comum acadêmica e compreendendo as bases dialéticas da teoria e da prática da medicina natural, definiu-se como uma fusão ou síntese que reuniu elementos antagônicos.
Com o crescimento da consciência planetária, que se manifesta através dos movimentos ambientalistas, das atividades pacifistas, do retorno ao respeito à natureza e as suas leis, dos movimentos sociais em busca da integração da humanidade etc., a medicina do mundo inteiro vem sofrendo enorme influência desse novo campo dimensional. Como resultado disso, diversos movimentos e atividades médicas de cunho " holístico" ocorrem hoje em muitas partes do mundo. Percebem-se fenômenos que apontam as profundas transformações na filosofia e na prática da ciência médica como bases que inevitavelmente estão determinando o surgimento de uma nova medicina; entre estes fenômenos temos a valorização da medicina natural e alternativa, o renascimento da medicina ayurvedica na Índia, a difusão em larga escala da homeopatia em todos os países, com a grande difusão da Acupuntura e de outros ramos da medicina chinesa no mundo ocidental. A América do Sul, principalmente o Brasil, contribui também para esse processo graças a identificação do povo com a medicina indígena, a medicina popular e com o surgimento no meio médico oficial da medicina integral.
A Nova Medicina, também conhecida como medicina holística, ou integral, e resultante da evolução do pensamento e da filosofia médica que, superando as limitações e o condicionamento da medicina analítica comum acadêmica e compreendendo as bases dialéticas da teoria e da prática da medicina natural, definiu-se como uma fusão ou síntese que reuniu elementos antagônicos.
O grande questionamento que a opinião publica mundial faz quanto as limitações da medicina oficial, quanto ao problema da imperícia e do erro médico, quanto ao mercantilismo da medicina, quanto aos efeitos colaterais e à ação limitada dos remédios alopáticos, contribui muito para que se anseie por uma medicina oficial mais humana e respeitosa.
Curiosamente, as novas descobertas da ciência tem também contribuído para a formação de uma nova mentalidade médica. Estas descobertas, ao contrário do que se imaginaria, ajudam a diminuir as distâncias resultantes da polarização ocorrida na medicina (de um lado a medicina oficial e do outro a medicina alternativa, ou oficiosa), como característica da situação de algumas décadas atrás. Dentre estas descobertas destacam-se as transmutações físico-biológicas à baixa energia, do cientista francês Louis Kevran; a neo-hematologia do médico japonês Kikuo Shishima e do russo Lepenshiskaya; o efeito Kirlian etc.
Estas descobertas, aliadas a fenômenos interessantes como a ampla difusão mundial dos Florais de Bach, da aromaterapia, da terapia pelos cristais, da geoterapia (tratamento pela argila), da talassoterapia (tratamento pelos recursos do mar), da musicoterapia, das dietas naturistas, da macrobiótica, da iridologia, do shiatsu etc., são prenúncios do surgimento de uma nova medicina no planeta.
Há alguns anos surgiu nos Estados Unidos um movimento médico que criou o termo medicina ecológica para caracterizar a nova consciência medica que valoriza a necessidade de se restaurar o equilíbrio profundo do organismo para evitar o crescimento das doenças crônicas e interferir dinamicamente contra o processo de degeneração biológica e energética da raça e da biosfera em geral. Entendendo a importância da interação entre meio-ambiente, o ambiente interno do corpo humano e a genética racial, os novos clínicos procuram aplicar recursos também naturais, tais como ervas medicinais, remédios homeopáticos, dietas naturais, integrais e orgânicas, terapias alternativas, hidroterapia etc., com o objetivo de incrementar uma prática médica que ajude a evitar o colapso que a degradação bioenergética pode provocar.
A grande difusão das terapias alternativas no mundo inteiro é um sinal de que a consciência coletiva tem buscado soluções para a questão da saúde precária dos habitantes do planeta. A princípio essas terapias foram combatidas (e ainda o são nos países menos desenvolvidos), mas com a crescente adoção dessas técnicas não ortodoxas pelos médicos oficiais (veja o caso da homeopatia, da acupuntura, da fitoterapia etc.) a própria medicina oficial tem se transformado. Não há como manter uma oposição ao que é inexorável. Essas terapias, embora antigas, pertencem historicamente ao patrimônio cultural ancestral e ao inconsciente coletivo da humanidade e a sua maior difusão atual deve-se a ampliação do discernimento humano, que ajusta o conhecimento do passado com o que há de melhor na ciência moderna. Estende-se cada vez mais - mesmo no meio médico oficial - a idéia de que é somente restabelecendo a harmonia e ó equilíbrio com as leis naturais que se pode alcançar uma cura verdadeira pois é exatamente esse distanciamento, essa desarmonia, que permite a instalação de uma doença qualquer. O uso de fármacos, como os antibióticos, os analgésicos, os antiinflamatórios, os antitussígenos, os antitérmicos, os antialérgicos e principalmente os corticóides, embora sejam recursos importantes em dado momento terapêutico, constituem uma ação "anti" alguma coisa; a Nova Medicina procura remover o elemento mórbido essencial ou central e reequilibrar o organismo, harmonizando-o com a natureza, mesmo que para isso tenha de, a princípio, lançar mão de remédios alopáticos ou cirurgias para combater casos agudos ou emergenciais. Um bom exemplo é o caso do câncer: a medicina comum baseia-se na cirurgia, na radioterapia e na aplicação de drogas antineoplásicas potentes para combater o tumor; esses métodos não removem o processo mórbido causador do tumor e destroem as células saudáveis, agredindo mais ainda o organismo; podemos dizer que é possível, circunstancialmente, eliminar o tumor, mas não o câncer. Ataca-se o tumor como efeito do problema, mas negligencia-se a pessoa e o seu desequilíbrio bioenergético central, que é a causa.
A Nova Medicina sabe que tanto o câncer quanto várias outras doenças semelhantes resultam da tentativa do organismo de eliminar toxinas e entidades mórbidas ou anômalas presentes em seu âmago. Com base apenas no entendimento médico comum, ou analítico, não há e nunca haverá uma cura para o câncer porque o seu significado verdadeiro não é compreendido: ele não é uma doença, mas uma reação complexa do próprio organismo; a medicina oficial trabalha apenas o resultado dessa reação, ao mesmo tempo em que procura inibi-la. Só se poderá eliminar esse problema se entendida a sua essência e a sua verdadeira natureza. Assim como o câncer, todas as doenças podem ser classificadas sob esse prisma, seja o reumatismo, a aids, a artrite reumatóide, a hipertensão arterial, o diabetes etc.
Hoje o uso de sanguessugas em medicina é ridicularizado e tornou-se um símbolo de medicina arcaica. Mas se estudarmos um pouco mais, e sem preconceitos, a filosofia que preconizava a aplicação das sanguessugas, veremos que existem dados importantes a serem considerados. Por exemplo, entendia-se que uma doença seria provocada por "entidades mórbidas" desconhecidas que supostamente habitariam o sangue do doente, gerando os distúrbios característicos. Era necessário então remover esses "agentes". Para isso, a aplicação das sanguessugas era vital, uma vez que esses animais eram tidos como capazes de absorver apenas os venenos do sangue; segundo os alquimistas, sanguessugas são capazes de absorver elementos negativos e malignos, principalmente energias de baixa densidade. Tudo isso aponta para um sentido ligado a uma lógica diferente. Hoje a medicina natural integral não usa sanguessugas, mas não abandonou o princípio que explicava a sua aplicação; atualmente a desintoxicação e a depuração do organismo - uma das mais importantes bases práticas da medicina natural - é realizada através de dietas especiais, ervas, homeopatia, hidroterapia, geoterapia, produtos naturais e remédios não agressivos. Mas no uso das sanguessugas há um sentido mais lógico do que somente injetar drogas alopáticas que removem apenas sinais e sintomas distantes, que são aplicadas sem um conhecimento pormenorizado de cada doente, sem nenhum conhecimento exato das causas e sem se conhecer todos os efeitos possíveis do medicamento aplicado, conforme faz hoje a medicina oficial. É importante considerar que as sanguessugas não produziam efeitos danosos ou colaterais.
Hipócrates, o Pai da Medicina, valorizava o poder curativo da Natureza, o seu vis natura medicatrix, que se refere a capacidade espontânea do organismo de recuperar-se de uma doença. Certamente os médicos da Antiguidade compreenderam isso através da observação de vários processos biológicos, como a cicatrização, a expectoração, as descargas orgânicas de todos os tipos, as diarréias, a recuperação natural de muitos tipos de febres e enfermidades conhecidas e também algumas estranhas. Com maestria e sutileza, Hipócrates ensinou aquilo que a medicina natural sempre busca, que é a estimulação das forças renovadoras e de cura do próprio organismo, como um reflexo da força de cura da Natureza. A medicina hipocrática era toda baseada nessa força de cura e objetivava a relação mais harmônica do homem com as forças sutis da Natureza. Foi assim que surgiram os princípios de uma ciência fundamentada na simplicidade, sendo que o mais conhecido está representado na famosa máxima hipocrática: primum nom nocere, ou "primeiro, não mutilar", hoje obedecido fielmente pela Nova Medicina, mas tão desrespeitado por muitos médicos pouco conscientes.
Outro aspecto importante da escola de Hipócrates era a famosa concepção vitalista do homem, segundo a qual o ser humano não é composto apenas por um corpo físico onde tudo funciona como uma rede de "engrenagens" ou sistemas, mas por diversos corpos, entre os quais um mais sutil, invisível, denominado "corpo vital". Este corpo existe simultaneamente com o corpo físico e está ligado a ele por sutilíssimos canais; este é o mesmo "duplo etérico" dos ocultistas, ou o pranamayakosha dos hindus, que tem a função de distribuição de energia vital sutil (o mesmo prang, Ki, ou Ch'I da Índia e do Extremo Oriente), mantenedora e responsável por todas as funções físicas, psíquicas e mentais, sem a qual a animação da vida é impossível. A doença, seja ela física ou psíquica, resulta de um distúrbio na qualidade, na quantidade, na distribuição e no fluxo dessa energia pelo organismo. Uma disfunção dessa energia pode, por exemplo, permitir a penetração e a proliferação de germes; isto seria impossível num corpo saudável, onde a energia vital se encontrasse bem distribuída e em quantidade suficiente. Era sobre o corpo vital prejudicado, seja pelos hábitos errados, pela ação do ambiente ou por outras causas, que os adeptos da escola hipocrática agiam, aplicando dietas, ervas, minerais, hidroterapia, massagens medicinais e práticas médicas especiais, hoje perdidas. Hipócrates cita em suas obras mais uma das suas famosas máximas, hoje tão aplicada em Homeopatia: similia similibus curantur, segundo a qual, uma doença deve ser tratada adequadamente através de um medicamento “semelhante" a ela. Com isso, Hipócrates não foi o grande precursor da medicina natural, como também da homeopatia.
Como bem pouco dos ensinamentos do mestre grego e hoje aplicado pela medicina oficial, o mais coerente seria que os médicos formandos evitassem o juramento tradicional de Hipócrates e adotassem o juramento de Galeno, até que a medicina oficial esteja devidamente evoluída.
Numa avaliação histórica, pode-se concluir que a filosofia da atual medicina oficial surgiu com Galeno - o médico do imperador romano Cláudio -, precursor da medicina analítica organicista. Ele desenvolveu uma filosofia e uma técnica médica voltadas para a obtenção de efeitos imediatos, ideal para prontos resultados, antagonizando-se assim aos ensinamentos de Hipócrates. Ele julgava que o médico deveria apenas conhecer compostos, poções e métodos cirúrgicos capazes de eliminar os sintomas do paciente o mais rapidamente possível, independentemente das causas sutis dos mesmos. Como médico imperial e tendo pessoas importantes como clientes, ele foi obrigado a criar um sistema médico que atendesse as exigências de uma clientela para a qual não era possível pedir dietas sacrificantes, corrigir hábitos antinaturais ou reduzir os excessos. Tampouco seria tolerado um tratamento longo que objetivasse um reequilíbrio profundo... Foi assim que a medicina começou a esquecer os ensinamentos passados, a não se ocupar das causas verdadeiras das doenças, a não exigir coerência dos seus praticantes (boa saúde do médico) e iniciou a sua lamentável subserviência ao mecanismo do poder.
A medicina convencional, materialista ou organicista, altamente técnica e tecnológica, alcançou o seu auge com a escola norte-americana de medicina. Nos Estados Unidos o entendimento analítico/cartesiano teve um grande desenvolvimento, influenciando praticamente todas as áreas da ciência e a medicina do mundo inteiro. Durante um período secular, profissionais "produzidos em série", que não conhecem o seu próprio organismo, que estão sujeitos a ter uma doença qualquer e a qualquer momento, que são obrigados a adotar uma filosofia médica fragmentária (que conduz a necessidade de se adotar uma especialidade) e que estão sob a influência direta dos interesses de um gigantesco complexo industrial farmacêutico, tiveram a incumbência de cuidar da saúde dos seus semelhantes. Esses profissionais aprenderam a discriminar e a evitar qualquer método que não fosse aceito pelo establishment médico; apreenderam a idéia falsa de que quanto mais detalhada uma especialidade, mais ela se aproxima da compreensão da causa das doenças. O tempo tem passado, a medicina analítica tem progredido, mas esta compreensão não tem ocorrido. Enquanto isso, a qualidade global da saúde da população tem diminuído, principalmente com o aumento da incidência das doenças crônicas e degenerativas (segundo dados oficiais da Organização Mundial de Saúde), tais como o câncer, o diabetes, a arteriosclerose, as doenças cardio­vasculares etc. Isso trouxe e tem trazido grande frustração, principalmente dentro das novas gerações médicas, que estão cada vez mais conscientes das suas limitações.
Diz-se que a medicina farmacológica, em sua posição organicista exclusiva, e excelente no combate as doenças agudas, mas infelizmente tem contribuído para a manutenção das doenças crônicas (câncer, arteriosclerose, infarto, reumatismo etc.), contra as quais consegue resultados superficiais. Quando se combatem apenas os sintomas periféricos das doenças, sem se trabalhar ou conhecer o processo mórbido central ou profundo que e a verdadeira causa do mal, abafa-se a reação normal e natural do organismo, suprime-se a sua capacidade de descarregar toxinas e elementos anômalos (processo traduzido sob a forma de cefaIéias, tosses, corrimentos, espasmos, fluxos, diarréias, inflamações, cistos, acúmulos e, em casos mais adiantados, de tumores, câncer etc.). Sabe-se estatisticamente que as doenças crônicas tem aumentado a sua incidência, pois elas estão relacionadas com o processo de degeneração que a humanidade vem sofrendo. Apesar de todo o avanço tecnológico, das cirurgias sofisticadas e dos novos fármacos, a qualidade de vida do ser humano tem piorado. A afirmação de que hoje vive-se mais é parcialmente verdadeira, pois esse acréscimo de vida e é somente quantitativo: significa dizer que podemos viver mais, mesmo com uma úlcera ou um câncer, ou manter uma doença por mais tempo. Portanto, a extensão da vida do homem moderno deve-se muito mais a ação sintomática, paliativa e provisória da medicina oficial do que a sua capacidade em melhorar a qualidade da vida biológica como um todo.
Uma das missões mais importantes da medicina holística é restituir a qualidade da vida e a saúde dos habitantes do planeta, interferindo no processo de degeneração biológica e na transmissão hereditária dos desequilíbrios e mensagens cromossômicas patológicas, que têm provocado o enfraquecimento e a tendência à inviabilidade da raça humana, fato que a medicina oficial ne­gligencia.

Toda doença é multifatorial. A filosofia analítica acostumou-se a centrar a atenção e a buscar uma única causa para as moléstias. Um tratamento integral, composto por vários recursos aplicados simultaneamente, conforme apontado neste manual, é fundamen­tal para se trabalhar a maior quantidade possível de dimensões, causas, veículos e agentes determinantes possíveis. A verdadeira cura é, em síntese, o restabelecimento das múltiplas funções dos vários campos energéticos, desde os mais densos aos mais sutis, interligados e interdependentes, que compõem a delicada, complexa e maravilhosa rede da vida de um ser.

A medicina natural integral é, antes de um sistema naturista para eliminar ou prevenir as doenças, uma ciência que ensina a viver; a medicina comum luta para manter a vida, mas, quando muito, ela só consegue fazer com que as pessoas apenas "existam", ou seja, nada se faz no sentido de saber porque adoecem. O homem atual vive distante e em desarmonia com a natureza, desentende as suas leis e as desrespeita sistematicamente; como resultado disso ele está doente, tornou a sua vida complexa, com­petitiva e cansativa, não sabe mais se alimentar, não sabe respirar, não reconhece a linguagem da natureza e não sabe ser feliz. A lição mais importante da Nova Medicina é que o modo mais acertado e eficaz para curar ou evitar as doenças não é por meio de ervas ou remédios naturais, mas pela correção de hábitos er­rados e pelo entendimento das leis intrínsecas que mantêm a vida. Para essa filosofia, saúde, felicidade e sabedoria, não são coisas isoladas, mas uma só e mesma coisa. Hoje, com o avanço da medicina holístíca, está ressurgindo a questão da importância da maior sensibilidade e intuição do médico ou do terapeuta, de modo a se restaurar a credibilidade e o respeito àquele que sempre foi considerado, antes de um profissional, um sacerdote, com a missão de minorar os sofrimentos alheios.

Parte do texto do Manual de Medicina Integral do Dr. Marcio Bontempo.

Lena Rodriguez

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