sábado, 25 de fevereiro de 2012

Seu Corpo Sabe



É um erro deixar seu médico rotulá-lo

Anos atrás, se você fosse ao médico dizendo que se sentia péssimo, na maior fossa, ele provavelmente teria receitado um tônico inócuo, conversado com você durante uns 20 minutos e aconselhado a sair e se divertir um pouco.

Hoje, se você vai ao médico queixando-se do mesmo desânimo, ele provavelmente vai diagnosticá-lo como depressivo. Provavelmente, ele vai receitar um dos poderosos medicamentos atualmente disponíveis na praça.

Até recentemente, a depressão era uma doença relativamente rara, mas as coisas mudaram. Hoje, a depressão é uma das moléstias que mais aumenta no mundo. Milhões de pessoas sofrem de depressão. E o boom ocorrido no diagnóstico de depressão coincidiu com o desenvolvimento de anti-depressivos químicos especiais, novos e caros. Temo que muitas vezes a pessoa é diagnosticada como “depressiva” quando simplesmente está angustiada, infeliz ou cansada da vida que leva.

Por que os médicos fazem o diagnóstico “depressão” com tanta freqüência? Bem, creio que existe apenas uma explicação: os médicos fazem o diagnóstico “depressão” com mais freqüência porque a indústria farmacêutica (que atualmente controla a educação médica e, conseqüentemente, o modo de receitar dos médicos) quer vender mais anti-depressivos.

Em minha opinião, em vez de tratar os pacientes “infelizes” com produtos químicos fortes e potencialmente prejudiciais, os médicos deveriam encorajar as pessoas tristes, desesperadas e infelizes a tentar encarar, elas mesmas, as causas específicas de sua infelicidade. Isso pode ser feito.

Outras áreas de supermedicação

Depressão não é o único mal atacado com comprimidos e poções. Asma e artrite são outros problemas que hoje, dizem, afeta mais gente do que no passado. É só chegar no médico com um leve chiado e ele logo dirá que se trata de asma e que a pessoa terá de usar um inalador pelo resto da vida. Se for se queixar de articulações doloridas, será rotulado de “artrítico” e receberá um monte de pílulas.

No meu entender, a força por trás dessa compulsão de receitar medicamentos é a onipresente indústria farmacêutica. Os laboratórios farmacêuticos querem que os médicos receitem mais remédios (pelo simples motivo de que o aumento no consumo de medicamentos aumenta os lucros) e é, creio eu, a sua sutil, global e sempre  presente influência que faz com que os médicos determinem que cada sibilo seja tratado como “asma”, cada dor seja diagnosticada e medicada como “artrite” e cada leve crise de infelicidade seja tratada como “depressão”.

Doenças como asma, artrite e depressão são perfeitas para aumentar os lucros porque o paciente que, supostamente, sofre dessas mazelas, é muitas vezes aconselhado a tomar remédios durante anos ou até décadas a fio.

Essa estranha e implacável, porém lucrativa, filosofia funciona  porque os médicos estão dispostos demais a ouvir os vendedores dos laboratórios farmacêuticos. (Hoje em dia, a maioria dos médicos toma conhecimento de novos medicamentos através de vendedores pagos e não através de especialistas independentes!).

Mas, o conselho é simples: se o médico disser que você está sofrendo de um problema de longo prazo, para cujo tratamento você terá que tomar medicamentos durante muito tempo — peça uma segunda opinião! Nunca esqueça que, de dez pacientes sob medicação, quatro sofrem efeitos colaterais. Se você está tomando medicamentos porque realmente precisa deles, os riscos talvez sejam aceitáveis. Mas, se você está tomando medicamentos sem necessidade, os riscos também são desnecessários.

Como a maioria dos médicos receita demais medicamentos diferentes, eles não têm idéia dos efeitos colaterais produzidos  
por aqueles que estão receitando. Portanto, lembre-se da Primeira Lei da Medicina Moderna de Coleman: “Se você desenvolver novos sintomas enquanto estiver sob tratamento para qualquer problema, provavelmente esses novos sintomas são causados pelo tratamento.”  Um entre cada seis pacientes está no hospital porque os médicos o tornaram doente. O motivo é simples. São poucos os médicos e os doentes que conhecem a Primeira Lei da Medicina Moderna de Coleman. Você não deve esquecer nunca. (...)

(trechos do livro/pdf Seu Corpo Sabe de Vernon Coleman) - site

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Vernon Coleman é o autor médico da Grã-Bretanha, mundialmente conhecido pela defesa dos animais e pela sua franqueza na denúncia dos males da medicina atual. Durante muitos anos, publicou um jornal, o European Medical Journal , que depois incorporou ao seu informativo, Vernon Coleman´s Newsletter, divulgando estratégias físicas, mentais e espirituais para uma vida mais feliz, saudável e harmoniosa.

Cuide bem de você...
www.cuidebemdevoce.com

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