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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O “corpo de dor”


Por Eckhart Tolle  


No caso da maioria das pessoas, quase todos os pensamentos costumam ser involuntários, automáticos e repetitivos. Não são mais do que uma espécie de estática mental e não satisfazem nenhum propósito verdadeiro. Num sentido estrito, não pensamos o pensamento acontece em nós.

“Eu penso” é uma afirmação simplesmente tão falsa quanto “eu faço a digestão” ou “eu faço meu sangue circular”. A digestão acontece, a circulação acontece, o pensamento acontece.

A voz na nossa cabeça tem vida própria. A maioria de nós está à mercê dela; as pessoas vivem possuídas pelo pensamento, pela mente. E, uma vez que a mente é condicionada pelo passado, então somos forçados a reinterpretá-lo sem parar. O termo oriental para isso é carma.

O ego não é apenas a mente não observada, a voz na cabeça que finge ser nós, mas também as emoções não observadas que constituem as reações do corpo ao que essa voz diz.

A voz na cabeça conta ao corpo uma história em que ele acredita e à qual reage. Essas reações são as emoções.

A voz do ego perturba continuamente o estado natural de bem estar do ser. Quase todo corpo humano se encontra sob grande tensão e estresse, mas não porque esteja sendo ameaçado por algum fator externo  a ameaça vem da mente.

O que é uma emoção negativa? É aquela que é tóxica para o corpo e interfere no seu equilíbrio e funcionamento harmonioso.

Medo, ansiedade, raiva, ressentimento, tristeza, rancor ou desgosto intenso, ciúme, inveja  tudo isso perturba o fluxo da energia pelo corpo, afeta o coração, o sistema imunológico, a digestão, a produção de hormônios, e assim por diante. Até mesmo a medicina tradicional, que ainda sabe muito pouco sobre como o ego funciona, está começando a reconhecer a ligação entre os estados emocionais negativos e as doenças físicas. Uma emoção que prejudica nosso corpo também contamina as pessoas com quem temos contato e, indiretamente, por um processo de reação em cadeia, um incontável número de indivíduos com quem nunca nos encontramos. Existe um termo genérico para todas as emoções negativas: infelicidade.

Por causa da tendência humana de perpetuar emoções antigas, quase todo mundo carrega no seu campo energético um acúmulo de antigas dores emocionais, que chamamos de “corpo de dor”.

O “corpo de dor” não consegue digerir um pensamento feliz. Ele só tem capacidade para consumir os pensamentos negativos porque apenas esses são compatíveis com seu próprio campo de energia.
Não é que sejamos incapazes de deter o turbilhão de pensamentos negativos o mais provável é que nos falte vontade de interromper seu curso. Isso acontece porque, nesse ponto, o “corpo de dor” está vivendo por nosso intermédio, fingindo ser nós. E, para ele, a dor é prazer. Ele devora ansiosamente todos os pensamentos negativos.

Nos relacionamentos íntimos, os “corpos de dor” costumam ser espertos o bastante para permanecer discretos até que as duas pessoas comecem a viver juntas e, de preferência, assinem um contrato comprometendo-se a ficar unidas pelo resto da vida. Nós não nos casamos apenas com uma mulher ou com um homem, também nos casamos com o “corpo de dor” dessa pessoa.

Pode ser um verdadeiro choque quando  talvez não muito tempo depois de começarmos a viver sob o mesmo teto ou após a lua-de-mel – vemos que nosso parceiro ou nossa parceira está exibindo uma personalidade totalmente diferente. Sua voz se torna mais áspera ou aguda quando nos acusa, nos culpa ou grita conosco, em geral por uma questão de menor importância.

A essa altura, podemos nos perguntar se essa é a verdadeira face daquela pessoa – a que nunca tínhamos visto antes  e se cometemos um grande erro quando a escolhemos como companheira. Na realidade, essa não é sua face genuína, apenas o “corpo de dor” que assumiu temporariamente o controle.

É nossa presença consciente que rompe a identificação com o “corpo de dor”. Quando não nos identificamos mais com ele, o “corpo de dor” torna-se incapaz de controlar nossos pensamentos e, assim, não consegue se renovar, pois deixa de se alimentar deles. Na maioria dos casos, ele não se dissipa imediatamente. No entanto, assim que desfazemos sua ligação com nosso pensamento, ele começa a perder energia.

A energia que estava presa no “corpo de dor” muda sua freqüência vibracional e é convertida em “presença”.
Cuide bem de você...
www.cuidebemdevoce.com


domingo, 28 de agosto de 2011

A CULTURA DO MEDO: ONDAS de transformação



Veiculação do terror faz parte da cultura do medo, um mecanismo de controle social que propaga os falsos profetas e catastrofistas.

Terremotos, furacões, erupções vulcânicas, vendavais, tsunamis. Com toda a aparente placidez e beleza, a natureza parece que não se acanha em revelar também sua face destrutiva e dominadora, a qual sempre atemorizou o homem que, por seu lado, se esforça a todo custo a se adaptar aos seus processos de mudança.
A visão racional e separatista, apesar de estar sendo superada com todos os avanços do pensamento científico - sobretudo após as descobertas da Física Quântica, em seus estudos das partículas subatômicas - ainda hoje tem um peso nas mentes individuais e coletiva. Desde princípios do século XX, os físicos comprovaram que a mente do observador influencia diretamente seus experimentos, ou seja, não existe separação entre o ser e o que ele vivencia.

O terapeuta italiano Stèphano Sabetti obteve tal compreensão, há alguns anos, só que de modo peculiar, ao atravessar um tsunami interno. Em uma viagem que fez ao Nepal, passou três dias de intenso sofrimento após ter tomado um simples copo de chá com limão para matar a sede. Os germes do copo desarrumaram seu organismo com febre alta, suor, delírios e forte disenteria.

Na ocasião, estava sozinho em um quarto quente de hotel e sentiu estar à beira da morte. Mas conta que a experiência não foi em vão. A partir dessa época, teve confirmação sobre o vínculo estreito entre os estados de desequilíbrio - doenças - e a fuga de uma poderosa dinâmica que ocorre tanto no âmbito individual, quanto coletivo e natural: o processo de transformação.

Sabètti obteve uma iluminação, pois passou a desenvolver um trabalho, no âmbito energético, para ajudar a si mesmo e aos demais a romper essas tentativas de escape das mudanças, uma vez que todas as áreas atravessam o processo, da espiritual à social, da política à econômica, enfim, a mudança faz parte da existência. No ser humano, os desvios desse fluxo se evidenciam, em geral, por claros sinais físicos, como perda de energia, cansaço, desânimo, sem razão aparente.

MEDO - Movimento e vida, na realidade, são sinônimos, afirma a professora de yoga e integrante do programa Transforma, do Instituto Visão Futuro, no Ceará, Sandra Pinto de Castro. Por essa razão, a estagnação, a imobilidade - como confirmam outros estudiosos atuais e antigos - costumam ser arautos da morte.

A observação atenta da vida em movimento, ensina Sabètti na obra ‘‘Ondas de Transformação’’ (Editora Summus), traz uma compreensão ampla de que tudo ao redor está envolvido em um vasto e constante processo de transformação. Sua orientação básica é a mesma de Sandra: manter a atenção e a consciência aos movimentos pessoais, observando se permanece a favor ou contra o processo de transformação. Os problemas que vão surgindo são evidências da paralisia frente às mudanças.

Há milênios, os orientais já atentavam para a máxima do livre fluxo de energia da vida. Essa máxima está no arcabouço filosófico da Medicina Chinesa, por exemplo, e nas práticas meditativas dos próprios iogues, corroborado por Sabètti, que aponta o medo como gerador de imobilidade e, em verdade, o responsável pelas sérias crises que se observa em todas as áreas e em todo o mundo.

A intensificação do medo e desconfiança tem conduzido ao movimento de contração que a humanidade vive, salienta Sandra Castro. O ser e a natureza formam um todo integrado. A visão separatista e o medo, diz, levam as pessoas a se fecharem, se isolarem, subirem os muros de seus lares e se agarrarem, de forma equivocada, na segurança externa. Dentro de cada um se estabelece, então, uma luta entre ‘‘eu ou o outro’’, na tentativa de obter segurança, ganhar sempre e manter tudo imutável.

A falta de percepção ampla da realidade, que é transformação constante e integração com a totalidade, cria um pensar que constrói, com a ajuda de vários e difusos mecanismos de controle - dentre eles, os meios de informação -, um verdadeiro império do medo, como atesta o cientista político e professor da Universidade de Maryland (EUA) Benjamim Barber.

O estudioso expõe o arcabouço de uma doutrina estratégica, incorporada ao programa de ‘‘guerra preventiva’’, desenvolvido pelos americanos nos últimos dois séculos, em ‘‘O Império do Medo’’ (Editora Record). No livro, ele esmiúça o engendramento do 11 de setembro de 2.001. O atentado acabou sendo um marco para o desmonte do falso poderio e segurança americanos e a seleção, pelos EUA, do que se denomina ‘‘Estados párias’’ - nações usadas agora como bodes expiatórios, substitutas dos terroristas individuais, por estes serem difíceis de localizar e destruir.

PROFECIAS - O terror não parou nos atentados e guerras. O mundo continua em polvorosa com a série de acontecimentos que são veiculados pela mídia, de forma sensacionalista. Os órgãos mais estrondosos vendem a desgraça como espetáculo e sob alegação que o público gosta. Outro estudioso americano, Barry Glassner, questiona de forma contundente a razão pela qual se teme hoje cada vez mais o que deveria se temer menos, ou seja, as drogas, os crimes, as minorias, as crianças assassinas, micróbios mutantes, acidentes de avião, entre outras ocorrências que reforçam na atualidade o que ele chamou de ‘‘Cultura do Medo’’ (publicação da Editora Francis).

Glassner é provocador, quando mostra que as pessoas acabam virando reféns de medos extravagantes, ao ponto de se assustarem com a própria sombra e com a do vizinho. Para ele, a sociedade americana é um modelo tão perverso quanto idolatrado do medo contagiante, ao cúmulo de levar a se engolir rumores como se fossem fatos. É a distorção do poder que utiliza o medo como forma de controle, manipula dados e os difunde.

O Brasil não fica fora desse contexto, uma vez que a população luta para se manter na inconsciência e imaturidade; enleva videntes desequilibrados e oferece dinheiro e fama a falsos profetas, como o que recentemente se popularizou com a propagação de uma onda gigante que invadirá breve todas as cidades litorâneas, exceto a região em que ele vive e o centro do poder político do País.
Fonte - 03 de Janeiro de 2011


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Avaliação por Radiestesia na dimensão mental do distúrbio, que afeta o emocional e comportamental, interferindo na saúde física do ser humano.
Protocolos para o tratamento são passados na avaliação radiestesica, em relatórios individualizados e com acompanhamento em todo o processo terapêutico.
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