quarta-feira, 19 de maio de 2010

OBESIDADE MENTAL


OBESIDADE MENTAL

O prof. Andrew Oitke, catedrático de Antropologia em Harvard, publicou em 2001 o seu polêmico livro “Mental Obesity” (Obesidade Mental), que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral. Nessa obra introduziu o conceito de "obesidade mental" para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna. Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física decorrente de uma alimentação desregrada. Porém, não se deu conta das razões que a levam a buscar uma alimentação desregrada.


Segundo o autor, "a nossa sociedade está mais sobrecarregada de preconceitos do que de proteínas; e mais intoxicada de lugares-comuns do que de hidratos de carbono. As pessoas estão viciadas em modelos e estereótipos criados pela mídia sem o menor senso de análise crítica. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. "Os 'cozinheiros' desta magna “fast food” intelectual são os jornalistas, os articulistas, os editorialistas, os romancistas, os falsos filósofos, os autores de telenovelas e mais uma infinidade de outros chamados 'profissionais da informação'". "Os telejornais e telenovelas estão se transformando nos hamburgers do espírito. As revistas de variedades e os livros de venda fácil são os “donuts” da imaginação. Os filmes se transformaram na pizza da insensatez." "O problema central está na família e na escola. " "Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se abusarem dos doces e chocolates. Não se entende, então, como aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, e videojogos que se aperfeiçoam em estimular a violência e por telenovelas que exploram, desmesuradamente, a sexualidade, estimulando, cada vez com maior ênfase, a desagregação familiar, o homossexualismo, a permissividade e, não raro, a promiscuidade. Com uma 'alimentação intelectual' tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é possível supor que esses jovens jamais conseguirão viver uma vida saudável e regular". Um dos capítulos mais polêmicos e contundentes da obra, intitulado "Os abutres", afirma: "O jornalista alimenta-se, hoje, quase que exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, e de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular." O texto descreve como os "jornalistas e comunicadores em geral se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polêmico e chocante". "Só a parte morta e apodrecida ou distorcida da realidade é que chega aos jornais." "O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades. Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy. Todos dizem que a Capela Sistina tem teto, mas ninguém suspeita para quê ela serve. Todos acham mais cômodo acreditar que Saddam é o mau e Mandella é o bom, mas ninguém se preocupa em questionar o que lhes é empurrado goela abaixo como "informação". Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um “cateto.” Prossegue o autor: "Não admira que, no meio da prosperidade e da abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a cultura banalizou-se e o folclore virou "mico". A arte é fútil, paradoxal ou doentia. Floresce, entretanto, a pornografia, o cabotinismo (aquele que se elogia), a imitação, a sensaboria (sem sabor) e o egoísmo. Não se trata nem de uma era em decadência, nem de uma 'idade das trevas' e nem do fim da civilização, como tantos apregoam. " "Trata- se, na realidade, de uma questão de obesidade que vem sendo induzida, sutilmente, no espírito e na mente humana. O homem moderno está adiposo no raciocínio, nos gostos e nos sentimentos. O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa sobretudo de dieta mental."


Incluí este texto do prof. Andrew pois, acredito também que o maior problema por que passa a humanidade atual é a enchurrada de informação podre a que está sujeita, e isto, forma conceitos e condicionamentos nocivos ao bom desenvolvimento do indivíduo.

É preciso aprender a pensar. Costumo dizer que: o pensamento é como uma arma perigosa na mão de uma criança", se não soubermos como usa-lo, ele se voltará contra nós mesmos.

Não se trata de nenhuma técnica de pensamento positivo - aliás, se isso funcionasse todo mundo seria rico, saudável e feliz. Repito: é preciso aprender a pensar corretamente.
Por Gustavo Meyer fonte

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Concordo plenamente com o amigo Gustavo, sim: “Não se trata de nenhuma técnica de pensamento positivo - aliás, se isso funcionasse todo mundo seria rico, saudável e feliz. Repito: é preciso aprender a pensar corretamente.”
Temos que assumir a responsabilidade por nós e também pelo que pensamos, pelo que vemos no mundo, não há mudança senão à partir de nós mesmos, a paz começa em mim!

Lena Rodriguez
www.cuidebemdevoce.com

sábado, 15 de maio de 2010

203- Governo quer estimular uso de fitoterápicos no SUS




Governo quer estimular uso de fitoterápicos no SUS
Portaria instituiu as Farmácias Vivas, responsáveis pelo cultivo plantas e manipulação de medicamentos

A união entre conhecimento científico e sabedoria popular é realidade para profissionais e pacientes em muitos municípios brasileiros.

As fórmulas feitas à base de plantas medicinais – aquelas receitadas pelas avós – são recomendadas por médicos em postos de saúde de todo o País. A experiência tem dado certo e pode crescer.

O Ministério da Saúde (MS) publicou, na última semana, uma portaria que instituiu as Farmácias Vivas, responsáveis pelo cultivo de plantas e manipulação de medicamentos fitoterápicos, dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).

Na prática, esses centros já existiam e produziam para o SUS. O que muda a partir de agora é o horizonte futuro. A expectativa dos especialistas e do próprio ministério é que a formalização permita a liberação de recursos para ampliar o programa nos estados.

Hoje, segundo o órgão, existe demanda para a criação de novas Farmácias Vivas em 500 municípios brasileiros. "Em 2011, esperamos poder destinar recursos financeiros para apoiar esses projetos", afirma o diretor de Assistência Farmacêutica do MS, José Miguel do Nascimento.

Mary Anne Medeiros Bandeira, supervisora do Núcleo de Fitoterápicos da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará, conta que a maior dificuldade para expandir o projeto é justamente a falta de recursos. "Os municípios têm de arcar com os custos da compra de equipamentos para os laboratórios, montar a horta. Não temos verba para isso", lamenta. O Ceará transformou as Farmácias Vivas em projeto de governo em 1997.

No Distrito Federal, os fitoterápicos entraram nos postos de saúde há 20 anos. Apesar do longo caminho percorrido pelo projeto das Farmácias Vivas, ele não expandiu. Apenas um centro, que tem 15 funcionários além dos dois farmacêuticos responsáveis, produz medicamentos utilizados por 13 centros de saúde. A justificativa para a estagnação não muda: faltam recursos.

"A portaria é importante, mas o governo federal precisa intensificar as ações de promoção do serviço, criando linhas orçamentárias específicas para melhorar a capacitação de profissionais, as instalações físicas e controle de qualidade", afirma Nilton Luz Netto, coordenador da Farmácia Viva do DF. Segundo ele, a demanda pelos serviços da unidade é enorme.

As farmácias são resultado da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, traçada em 2006. As novas regras do ministério determinam que essas farmácias têm de realizar todas as etapas que envolvem a produção dos fitoterápicos: cultivo, coleta, processamento, armazenamento de plantas medicinais, manipulação e distribuição dos medicamentos. Nada produzido por elas pode ser comercializado.

Experiências de Sucesso

O Ceará é um dos estados pioneiros no desenvolvimento de farmácias de fitoterapia. O primeiro projeto começou na Universidade Federal do Ceará (UFC) em 1983. Naquele ano, o professor Francisco José de Abreu Matos montou um horto matriz de plantas medicinais para garantir eficácia e segurança na produção dos remédios.

O objetivo do idealizador do projeto da universidade era fazer com que as comunidades carentes da região de Fortaleza, capital cearense, utilizassem as receitas caseiras passadas de geração em geração de modo correto. Não é raro que a população confunda as espécies de plantas e desconheça a dose ideal para ingestão desses remédios.

Mary Anne Bandeira conta que o projeto se disseminou porque, além do valor medicinal das plantas, os municípios perceberam que, com o projeto, poderiam economizar recursos gastos com medicamentos convencionais. A rede pública de saúde cearense conta com 54 farmácias (em municípios, comunidades carentes e organizações não-governamentais).

A horta da universidade tem 102 plantas com certificação botânica. Do total, 40 são usadas na produção de 15 medicamentos fitoterápicos receitados à população. Os remédios naturais das Farmácias Vivas tratam apenas doenças simples, como infecções respiratórias, dores de estômago, problemas de pele e insônia, por exemplo.

No DF, Nilton conta que os médicos e demais profissionais de saúde que trabalham na rede pública são treinados antes de o medicamento chegar aos postos de atendimento à população. "A adesão deles ao tratamento fitoterápico é cada vez maior", conta. "Acho que uma das coisas mais importantes do projeto é a valorização do conhecimento popular e a integração dele com o conhecimento científico", destaca Nilton.
Nove plantas são utilizadas para produzir os remédios no DF: alecrim pimenta, babosa, boldo nacional, camomila, confrei, espinheira santa, guaco, erva baleeira. Em 2009, 21 mil medicamentos foram distribuídos nos centros de saúde do DF.

Fonte: Priscilla Borges, iG Brasília

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Lena Rodriguez
www.cuidebemdevoce.com


202- 20 TROCAS QUE VALEM A PENA


1 Pão francês por integral Eis uma forma de começar o dia protegendo as artérias. A massa integral presenteia o organismo com boas doses de fibras. Esse ingrediente serve de alimento a bactérias aliadas que moram no intestino. Bem nutridas, algumas delas fabricam mais propionato, uma substância que tem tudo a ver com os níveis de gordura na circulação. “Ao chegar ao fígado, ela diminui a produção de colesterol”, explica a gastroenterologista Jacqueline Alvarez-Leite, da Universidade Federal de Minas Gerais. Com isso, cai também a quantidade dessa partícula no sangue.


2 Leite integral por desnatado Esse esquema garante a entrada do cálcio, tão caro aos ossos, sem um bando de penetras gordurosos. A bebida desnatada tem o mesmo teor do mineral, com a vantagem de ostentar menos ácidos graxos saturados. O excesso desse tipo de gordura eleva os níveis de LDL, a fração ruim do colesterol. “Isso porque reduz o número de receptores que captam LDL nas células”, ensina a nutricionista Ana Maria Pita Lottenberg, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Se esse mecanismo não funciona direito, o colesterol vaga no sangue, pronto para se depositar na parede das artérias.


3 Óleo de soja e outros por azeite O ganho dessa troca vem da combinação entre gorduras benéficas e antioxidantes que povoam o óleo de oliva. Uma de suas vantagens é fornecer doses generosas de ácidos graxos monoinsaturados. “Eles não aumentam os níveis de LDL e ainda ajudam a erguer um pouco as taxas de HDL, o colesterol bom”, afirma o cardiologista Raul Dias dos Santos, do Instituto do Coração de São Paulo. “Além disso, os compostos fenólicos do azeite evitam a oxidação do colesterol, fenômeno que propicia a formação das placas”, completa Jorge Mancini, diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo.


4 Pizza de mussarela pelas de vegetais A ideia pode não agradar aos fãs mais puristas das pizzarias, mas presta um enorme serviço aos vasos sanguíneos. Deixar camadas e mais camadas de queijo de lado de vez em quando significa podar gordura saturada do cardápio. Como você viu, ela protagoniza o disparo do LDL, o tipo perigoso do colesterol. Substituir a mussarela ou a quatro queijos pelas redondas cobertas de vegetais é uma saída para degustar pizzas sem receio. Opções não faltam — vale pizza de escarola, de rúcula, de brócolis e até de abobrinha. E elas oferecem um bônus: pitadas de fibras e antioxidantes.


5 Salgadinhos por castanhas Essa troca é destinada àquele momento em que pinta a fome no meio do dia. Solução fácil, mas nada saudável, seria recorrer aos salgadinhos ou biscoitos recheados, petiscos que costumam contar com gordura trans em sua receita. “Ela não só faz aumentar o LDL como ainda contribui para derrubar o HDL”, alerta Ana Maria Lottenberg. Para escapar da malfeitora, aposte nas castanhas e nas nozes — legítimos depósitos da gordura monoinsaturada, que faz exatamente o trabalho oposto. “As oleaginosas ainda são fontes de antioxidantes”, lembra Jorge Mancini.


6 Cereais açucarados por aveia A aveia tem fama de ser um dos cereais mais nutritivos do planeta. Por isso merece um espaço logo no café da manhã — seja na forma de flocos, seja no mingau. Um estudo da Universidade Federal de Santa Catarina comprova, mais uma vez, sua capacidade de cortar a gordura que sobra no sangue. “A aveia é rica em betaglucanas, fibras fermentadas no intestino e capazes de regular a síntese de colesterol”, explica a autora, Alicia de Francisco, que também é coordenadora para a América Latina da Associação Americana de Químicos de Cereais. “Observamos que elas ainda aumentam o HDL.”


7 Bauru por peito de peru e queijo branco Calma, não pretendemos condenar ao ostracismo um lanche tão tradicional como o bauru. O problema é que ele deixa a desejar se as taxas de colesterol já rumam aos céus. Basta averiguar seus ingredientes: queijo prato e presunto, redutos de gordura saturada e colesterol. Que tal substituí-lo por um sanduba de peito de peru e queijo branco, que é mais esbelto do que seu congênere? Experimente. Só é preciso ficar atento ao tamanho do lanche. Ora, uma gigantesca baguete recheada pode fornecer mais calorias e gorduras do que um bauru de porte modesto.

8 Camarão por peixe Convenhamos: frutos do mar não são tão frequentes no prato do brasileiro. Mas vale ficar atento durante aquela viagem à praia para não se abarrotar de camarões. Eles encabeçam o ranking marinho de colesterol — são 152 miligramas da gordura em uma porção de 100 gramas. Ou seja, quase o triplo do que é oferecido pela mesma quantidade de um peixe gordo como o salmão. Esse pescado se sai melhor também por outro motivo: ele é carregado de ômega-3. E uma nova pesquisa da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, revela: o ômega diminui a captação de LDL pela parede das artérias, prevenindo as placas.


9 Picanha por lombo O porco não é mais gordo que o boi nem o boi é mais gordo que o porco. Tudo é uma questão de corte. Há peças bovinas com menos gordura saturada, caso da alcatra e do filé mignon, e há aquelas parrudas, como a picanha e o cupim. O mesmo raciocínio se aplica à carne suína: o lombo é mais magro que o pernil. Mas saiba que há medidas para retalhar o possível malefício de qualquer corte rechonchudo. “Limpe a peça antes de cozinhá-la, retirando toda gordura aparente”, ensina Ana Maria. Até porque, apesar de a gente não ver, altas doses do nutriente já estão emaranhadas na carne.

10 Margarina por manteiga Elas mantêm uma rivalidade histórica e ainda suscitam debates entre os experts. No duelo em prol de artérias saudáveis, porém, a margarina leva certa vantagem, porque não conta com a famigerada gordura de origem animal e o colesterol. Nos últimos anos, a indústria tem acrescentado componentes à sua fórmula para torná-la mais benéfica. Entre eles, destaque para os fitosteróis, que facilitam a expulsão do colesterol pelas fezes. “Os produtos enriquecidos com essa substância são indicados a quem já tem colesterol alto”, avisa Ana Maria. Entretanto, muito bom lembrar que o excesso de qualquer delas é gravíssimo atentado à saúde, até dos mais fortes!

11 Quindim por compota de frutas Os doces costumam ser condenados por carregarem açúcar demais. Quando a discussão envolve colesterol, porém, o açúcar pesa menos do que outro ingrediente comum em quindins, brigadeiros e bolos: a gordura. A manteiga, o creme de leite e outros ingredientes gordurosos que dão consistência aos quitutes levam consigo ácidos graxos saturados, que alavancam as taxas de LDL. Não à toa, os especialistas aconselham trocar esse tipo de sobremesa por opções que, sem perder o sabor adocicado, são desengorduradas. O melhor exemplo são as compotas de frutas. Só não vale, é claro, abusar.

12 Suco de laranja pelo de uva Essa é para matar a sede e resguardar o peito. É na casca da uva que está um parceiro do coração, o resveratrol. “Ele atua na redução do colesterol e tem efeito antioxidante”, diz a bioquímica Tânia Toledo de Oliveira, da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais. Ao impedir que as partículas de LDL se oxidem, a substância evita indiretamente que elas grudem na parede do vaso. Ao contrário do que muita gente pensa, o resveratrol não é exclusivo do vinho. O suco de uva natural e feito na hora (com casca, por favor!) também o disponibiliza ao organismo.

13 Chá de ervas por chá-mate Não é campanha contra a receita da avó, mas as infusões à base de camomila e afins perdem feio para o mate se o assunto é colesterol. Que o digam cientistas da Universidade Federal de Santa Catarina, que avaliaram as propriedades dessa erva típica do sul do país. “Notamos uma queda de 8,5% nos níveis de LDL em voluntários com taxas normais e uma redução extra de 13,5% em pessoas que tomavam remédios para abaixar o colesterol”, conta o farmacêutico Edson Luiz da Silva, que liderou a pesquisa. A proeza vem das saponinas, moléculas presentes no mate. “Elas diminuem a absorção do colesterol no intestino, favorecendo sua excreção pelas fezes”, explica.

14 Cebola branca por cebola roxa Essa troca pode ser estendida à alface e ao repolho: prefira sempre o roxo. As hortaliças com essa cor abrigam um pigmento que aplaca o colesterol, a antocianina. “Experimentos feitos em animais no nosso laboratório mostraram que ela reduz consideravelmente a concentração da gordura no sangue”, conta a professora Tânia Toledo de Oliveira, da Universidade Federal de Viçosa. “A substância inibe uma enzima que participa da síntese de colesterol no fígado, além de aumentar sua eliminação do organismo.” Morangos e cerejas, saiba, também são reservas de antocianinas.

15 Molho branco pelo de tomate O macarrão é o mais inocente por aqui. Quem incentiva ou não a escalada do colesterol é o molho — sempre. O branco é bem gordo. Em 2 colheres de sopa encontramos 4,5 gramas de gordura. Como o preparo exige creme de leite e queijo, o prato fica cheio de ácidos graxos saturados. Uma bela macarronada ao sugo não guarda esse perigo. Nas mesmas 2 colheres de sopa, há somente 0,1 grama de gordura. “Apenas procure usar o molho de tomate feito em casa e evitar a manteiga no momento de refogá-lo”, orienta a nutricionista Ana Maria Lottenberg. E, se possível, opte pela massa integral.

16 Chocolate ao leite pelo amargo O doce de cacau se notabilizou como um amigo do sistema circulatório. Mas não é todo chocolate que, de fato, prova sua amizade às nossas artérias. O tipo que merece respeito é o amargo. “Ele possui menos gorduras saturadas que o branco e a versão ao leite”, afirma a nutricionista Vanderlí Marchiori, colaboradora da Associação Paulista de Nutrição. “Sem falar que fornece catequinas, substâncias que ajudam a sequestrar o LDL e impedir sua oxidação”, diz. Mas fique atento ao rótulo: amargo de verdade tem mais de 60% de cacau em sua composição.


17 Sal por ervas e alho Está em suas mãos uma maneira de preservar os vasos sem deixar a comida ficar insossa: em vez de exagerar no sal, ingrediente que patrocina a hipertensão, use a imaginação e as ervas aromáticas, além de alho. “Ele tem compostos capazes de controlar o colesterol”, exemplifica Vanderlí. E ervas como o orégano e o alecrim merecem ser convidadas à cozinha por causa do seu poder de fogo contra a oxidação, um fenômeno que, você já sabe, não poupa o LDL, tornando-o ainda mais danoso para as artérias. Mas essa ação pode minguar quando os ingredientes são expostos a temperaturas elevadas. Procure acrescentá-los nos minutos finais do cozimento.


18 Frango com pele pelo frango sem pele Muita gente pensa que basta despir uma coxa de frango assada no prato para se livrar de um boom de colesterol. Ledo engano. “Retirar a pele é, sim, fundamental, mas isso deve ser feito antes de levar a carne ao fogo”, esclarece a nutricionista Cláudia Marcílio, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo. “Quando submetidos ao calor, a gordura saturada e o colesterol da pele conseguem se dissolver e penetrar na carne”, justifica Ana Maria. Aí, será tarde…


19 Queijo pelo tofu A intenção não é jogar mais pedras sobre o parmesão, o provolone e até o minas, mas abrir espaço ao tofu, que é feito de soja. Ele é uma preciosidade porque concentra o que o grão tem de melhor: proteínas e isoflavonas. “A proteína da soja aumenta a atividade de receptores que colocam o LDL para dentro das células e inibe a principal enzima responsável pela produção de colesterol”, explica a nutricionista Nágila Damasceno, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. E as isoflavonas não só potencializam a queda do LDL como evitam sua oxidação.


20 Pipoca de micro-ondas pela de panela Faz toda a diferença investir um tempo a mais para estourar o milho no fogão. “É uma forma de controlar a quantidade de gordura no preparo, porque no produto de micro-ondas ela já é fixa”, argumenta a doutora em ciência dos alimentos Maria Cristina Dias Paes, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, em Sete Lagoas, no interior de Minas Gerais. A versão que ganha na praticidade perde pontos porque carrega ácidos graxos saturados e trans. “Na panela, dá para usar um óleo mais saudável, como o de canola”, diz Cristina. Daí, você aproveita as fibras do milho, deixando seu colesterol em paz.

Fonte
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domingo, 9 de maio de 2010

201- A melhor maneira de limpar os RINS



A melhor maneira de limpar os seus RINS

Ano após ano, nossos rins filtram o sangue, eliminando o sal e toxinas do nosso corpo.
Com o tempo, o sal acumula e nossos rins precisam ser limpos.

Como vamos fazer isso?

Pegue um ramo de salsa, lave-a, corte-o em pedaços pequenos e ferva-o em cerca de um litro de água por dez minutos.
Deixe esfriar, filtrar e guardar garrafas na geleira.

Beber um copo por dia. O sal e toxinas irá quebrar e serão expelidos naturalmente. Sentirá uma
notável diferença logo após o tratamento.

A Salsa é conhecida como o melhor tratamento de limpeza para os rins.

Favor compartilhar. A informação não é apenas para mulheres, que eu saiba(?) os homens também têm rins.

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Lembrando que todo e qualquer problema nos RINS envolve também nossas emoções, precisamente o MEDO, portanto é importante tratarmos o orgão físico = efeito, mas muito importante tratar conjuntamente o que está por trás de qualquer disfunção = causa.

200- AS SALPAS ESTÃO LIMPANDO OS OCEANOS !!

AS SALPAS ESTÃO LIMPANDO OS OCEANOS !!

As incríveis formações de SALPAS, um exército contra o aquecimento global.

As salpas (Salpidae) são umas pequenas medusas do tamanho de uma polegada humana que parecem uma bola de gelatina, e habitam em grandes quantidades nos oceanos do mundo, especialmente nas águas gélidas da região antártica e nos mares do norte.

Recentemente, as colônias de salpas começaram a avançar em zonas mais quentes: são uma espécie de manto que segundo as investigações, poderia ser um dos maiores contribuintes em um processo natural para reverter o aquecimento global.

As Salpas consomem cada dia uma impressionante quantidade de fitoplancton (plantas microscópicas fotosintéticas, contedoras do carbono na superfície do oceano) para descartá-lo e sepultá-lo em forma de bolinhas fecais no fundo do mar.

As salpas, vivem em colônias que parecem dançar na água flutuando como se fossem um exército com formações incríveis.

Em zonas do Atlântico norte, foram detectados cardumes de salpas que no verão cobriam superfícies de até 100.000 kilômetros quadrados. Segundo as estimativas dos estudos realizados, as salpas seriam capazes de consumir em um só dia 74 % do fitoplancton contedor do carbono na superfície, e assim umas 4.000 toneladas de carbono seriam sepultadas com as fezes em águas profundas, os dejetos afundando até 1000 metros cada dia.

Segundo estimativas, os cardumes de salpas são maiores quando aumenta a temperatura nos mares. Seriam um modo natural de equilibrar o aumento do gás do efeito invernadeiro e o aquecimento global.

O planeta se dá conta de que não estamos fazendo nada por cuidá-lo e decidiu contratar seu próprio sistema de limpeza. Por sorte não continuaremos atrapalhando o trabalho.

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O que mais sentir senão gratidão com tão amorosa notícia!!!

Lena Rodriguez

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quinta-feira, 6 de maio de 2010

199- Perigo dos adoçantes e do açúcar refinado

O Globo.
Publicada em 06/05/2010 às 10h20m
Maria Vianna

RIO - Os adoçantes podem parecer amigos da dieta, mas novas pesquisas comprovam que o consumo regular da substância artificial pode causar alguns danos à saúde. Além de abrir o apetite por doces e causar uma compulsão por carboidratos, alguns adoçantes podem alterar a pressão de hipertensos, favorecer o acúmulo de toxinas no fígado e causar dor de cabeça e alterações de humor. A pedido do site do Globo, as nutricionistas Patrícia Davidson e Elaine Pádua responderam as principais dúvidas sobre o tema.


Qual a principal diferença entre o açúcar e o adoçante?

















O açúcar totalmente refinado é obtido principalmente da cana de açúcar, explica Patrícia Davidson. No processo de refinamento há a remoção completa de todos os nutrientes contidos na cana. Por isso, ele é rapidamente digerido e provoca o aumento dos níveis de glicose e estimula o de gordura nas células. Para o açúcar ser metabolizado, ele rouba do organismo cromo, selênio, magnésio e zinco envolvidos em múltiplas reações orgânicas, como o controle sobre a própria vontade de carboidratos, e favorece cãibras, osteoporose, cólicas menstruais e a redução da imunidade.

- O açúcar hoje é um grande depressor do sistema imunológico e não deve ser consumido por aqueles que já tem redução da imunidade: indivíduos com herpes de repetição, problemas de cândida, HIV, infecções recorrentes de garganta ou de ouvido - afirma Patrícia Davidson.
O açúcar mascavo e o mel são mais saudáveis do ponto de vista nutricional por conterem mais nutrientes, mas também provocam as oscilações desagradáveis na glicose e favorecem o ganho de peso. Já os adoçantes ou edulcorantes artificiais são, em sua maioria, produzidos quimicamente pela indústria e surgiram para atender um público específico, os diabéticos, que devem fazer restrição no consumo de açúcar. Além disso, quase todos são isentos de calorias, o que é o principal chamariz para o consumo exagerado que acontece hoje.

Ele pode estimular a vontade de comer doces?
Estão surgindo algumas teorias que indicam que o adoçante pode ter o efeito contrário ao prometido, isto é, engordar ao invés de emagrecer, explica Patrícia. A nutricionista afirma que muita gente toma um refrigerante light e se permite comer um brigadeiro, porque economizaram calorias no refrigerante. E isso leva a pessoa a ganhar peso tanto pelas concessões que vão sendo feitas como pelo acúmulo de toxinas no tecido gorduroso. Além disso, o organismo não tem mecanismos satisfatórios para distinguir o que é açúcar do que é adoçante e pode estimular a produção de insulina ao se deparar com qualquer sabor doce. Quanto mais insulina for produzida pelo pâncreas, maiores são as chances de deposito de gordura corporal, sobretudo no abdômen.

Quais os efeitos colaterais dos adoçantes?
















Patrícia Davidson afirma que o adoçante que mais causa efeitos colaterais é o aspartame, que tem como produto final de sua metabolização o metanol, que é altamente tóxico para o fígado. Ele tem vários efeitos colaterais, como dor de cabeça e as alterações de humor. Além disso, ele é classificado como uma toxina cerebral, isto é, é um potente destruidor de neurônios. Já o ciclamato e a sacarina tem sódio na composição, o que não é indicado para quem tem pressão alta e nem para pessoas com tendência a retenção de líquidos.

- Antes de colocar o adoçante no café ou no suco de frutas , prove antes. O paladar vai se acostumando ao verdadeiro sabor dos alimentos e o uso de qualquer produto adoçante passa a ser dispensável. Mas se for necessário, utilize o Stévia ou pelo menos faça um rodízio entre os vários tipos de adoçante.

O organismo acumula resíduos de adoçantes?
Sim, afirma Patrícia Davidson. O nosso organismo não foi preparado geneticamente para receber estas substâncias. A nutricionista explica que o local preferido para o acúmulo de toxinas é o tecido de gordura e quanto maior é este deposito maior é a dificuldade de gastar a gordura ali estocada, tornando o emagrecimento mais difícil. O principal órgão responsável por eliminar estes resíduos tóxicos é o fígado e o mesmo precisa de mais de 20 tipos diferentes de nutrientes para funcionar.

- Hoje as pessoas estão consumindo muitos alimentos diet/light, ou seja, alimentos industrializados cheios de componentes químicos, e com baixo valor nutricional. Assim elas se intoxicam mais e têm menos nutrientes para se desintoxicar e continuando cada vez mais ganhando peso - diz Patrícia.

Ela alerta que essas toxinas podem interferir no funcionamento da tireóide, interferem com o nosso apetite, desregulando o mecanismo de fome e saciedade, podem interferir com a maneira com que "queimamos" os alimentos e obtemos mais energia a partir deles e pode nos deixar mais cansados e menos dispostos para a atividade física.

Quem realmente deve ingerir este alimento e quem deve evitá-lo?
Os adoçantes devem ser consumidos apenas com indicação de nutricionistas e médicos, alerta Regina Pádua. Indivíduos saudáveis devem evitá-los. Para ela, os adoçantes só devem ser encorajados a pacientes que tem diabetes ou obesidade. Crianças também não devem ingeri-los, a menos que estejam realmente acima do peso ou tenham diabetes. Os adoçantes são contraindicados para grávidas.

Os adoçantes naturais são boas opções?
Patrícia lembra que o Stévia é uma opção mais natural e segura. Mas é preciso ficar de olho, já que alguns fabricantes misturam a substância com outros tipos de adoçante como o ciclamato de sódio para baratear seu preço.

O mais novo adoçante natural no mercado é o agave, um xarope retirado de um cacto e originário do México.

- O agave é super gostoso, tem ótimo poder adoçante, além de um pouco de potássio, magnésio e cálcio. E por apresentar um baixo índice glicêmico, isto é, não aumenta tanto a glicose como um mel, pode ser utilizado como opção saudável no lugar do açúcar para adoçar cafés, sucos, chás e na confecção de bolos e pães.

Regina explica que o agave tem 3,34 calorias por grama e é três vezes mais doce que o açúcar comum.

- Apesar de não existirem pesquisas científicas da utilização do agave, por ser natural e se utilizado com cautela pode ser uma boa opção - completa.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

198- Farmácia natural

Farmácia natural

Diversas doenças podem ser solucionadas com a ajuda das plantas. Usadas desde a antiguidade e propagadas pela sabedoria popular, as ervas medicinais tiveram suas propriedades reconhecidas pela ciência e são cada vez mais utilizadas para a cura de diversos males. A novidade é que você pode substituir a tradicional caixinha de remédios por uma farmacinha natural
por Paula Bueno

Quem nunca reclamou de uma dor de cabeça, na barriga ou daquele resfriado que suga as energias, e ouviu aquele velho conselho da época da vovó: "toma um chazinho que passa"? A recomendação pode parecer antiga ou apenas um artifício para confortar quem está sofrendo com alguma enfermidade cotidiana, já que a temperatura morna, que geralmente os chás são servidos, provoca essa sensação. Mas se engana quem pensa desta forma. Algumas plantas são extremamente poderosas e seus benefícios já foram reconhecidos pela ciência, por meio da Fitoterapia, que é o estudo das propriedades medicinais das plantas e suas aplicações na cura de doenças.
Acredita-se que a utilização de plantas como medicamentos tenha começado com os povos primitivos, já que era preciso aliviar dores e outros problemas, e a única forma de fazer isso era usando os artifícios que a natureza oferecia. A China é considerada o berço do herbalismo, a medicina terapêutica praticada com o uso de ervas, e tem aproximadamente 5 mil anos de tradições e conhecimentos acumulados.

O fato é que o que começou com um conhecimento empírico, foi comprovado por estudos científicos ao longo dos anos e hoje essas plantas podem ser usadas para tratar diversos males de forma eficaz e segura, desde que sejam utilizadas de maneira adequada. Uma ótima opção para quem não quer ou não pode gastar muito, ou então prefere tratar as enfermidades mais simples sem utilizar medicamentos industrializados, é montar uma farmacinha natural em casa. O princípio é o mesmo da montagem de uma caixinha de primeiros socorros, só que neste caso as ervas são os medicamentos utilizados.

As ervas devem ficar em vidros escuros e com tampa que proteja da luz

MÃOS À OBRA
Para que a farmácia natural caseira dê certo é necessário que alguns cuidados básicos de armazenamento das ervas sejam feitos, a fim de evitar contaminação ou perda do efeito terapêutico. "É mais adequado montar uma caixa com vidros escuros e com tampa que proteja da luz, pois as plantas secas preservam-se muito melhor desta maneira e, desta forma, estarão adequadas para a confecção de chás até seis meses após a aquisição", explica a nutricionista e fitoterapeuta Vanderlí Marchiori, de São Paulo.

A procedência das ervas também é fundamental para que o tratamento seja seguro e proporcione o resultado desejado. Há algum tempo a procura pela medicina natural tem crescido, já que muitos profissionais da área da saúde concordam que a terapia com algumas substâncias naturais são melhores e menos agressivas para combater alguns problemas de saúde. Sendo assim, é normal que também cresça a oferta destes produtos, entretanto, a atenção em relação à procedência das ervas deve ser redobrada, para que o tratamento seja seguro e proporcione o resultado desejado. "As ervas devem ser compradas em uma farmácia de confiança, proveniente de laboratórios que possuem registro no Ministério da Saúde. Comprar naquela barraquinha na esquina da sua casa não serve, nem colher no quintal daquela tia que mora no centro da cidade", alerta a naturopata Angela Freitas, do Espaço Girassol (SP).

Outros lugares seguros para a compra das plantas medicinais são as lojas de produtos naturais e os herbanários, pois também comercializam as ervas com rotulação industrializada, que seguem as normas de cultivo, colheita, embalagem, processamento, transporte e conservação das matérias-primas, além de contar com profissionais especializados que poderão orientar o consumidor sobre o uso correto de cada erva, a interação entre plantas e esclarecer eventuais dúvidas. "Fora dos locais especializados, é possível encontrar ervas com vendedores de rua, porém, parte dos produtos vendidos não possui certificado de qualidade, foi armazenado de maneira incorreta e o principal, pode ter sido embalado com matéria-prima de baixa qualidade, pois não teve padronização de cultivo e houve falta de cuidados básicos no processamento e embalagem", completa Kali Nardino, consultor farmacêutico da Divine Shen (SP). É importante também que a embalagem traga o nome científico da planta, pois assegura que o consumidor esteja comprando a erva correta, já que a mesma espécie pode ser conhecida por mais de um nome popular.

Monte a sua caixinha de remédios

As ervas medicinais secas devem ser armazenadas em vidros escuros, de preferência âmbar, que filtra bem a luminosidade, já que a luz pode desencadear a destruição dos princípios ativos.

O vidro deve ser bem vedado, pois a umidade pode ameaçar a qualidade da erva medicinal.

Coloque uma etiqueta no vidro com nome, a data em que foi embalada e a data de validade.

Não guarde o vidro em local quente, pois aos poucos os princípios ativos da planta vão sendo destruídos.

Lembre-se: a cozinha e o banheiro são os locais que mais estragam os remédios naturais, devido à exposição constante ao calor, frio e umidade. É preciso também guardá-los longe da luz solar e de produtos químicos, como os de limpeza.

Antes de comprar algo, observe atentamente a data de validade e se há informações ou algum contato do fabricante ou importador.

Mantenha com os produtos da farmácia natural caseira uma lista de telefones para emergências, como os de prontosocorros próximos da sua casa, hospital e médicos.

Se você tiver dúvida quanto a algum produto natural ou medicamento fitoterápico de venda livre, converse com o seu médico ou com o farmacêutico, pois eles poderão ajudar a identificar suas características e orientar sobre o uso correto.

Fonte: Kali Nardino, consultor farmacêutico da Divine Shen (SP)

QUAIS ERVAS USAR?
É difícil criar uma regra de quais as ervas mais indicadas para compor a farmácia natural, já que cada organismo possui um tipo de necessidade diferente, mas de forma geral, o uso caseiro dessas plantas é indicado para pequenos problemas cotidianos. "Geralmente utilizamos ervas que atendem às doenças mais comuns, como gripes, resfriados, dor de cabeça, cólicas intestinais e menstruais, problemas de fígado e estômago, lembrando sempre que devemos ser orientados por um fitoterapeuta ou médico", afirma Angela Freitas.

Algumas plantas medicinais também são consideradas especiarias e alimentos. Esses ingredientes, além de garantir sabores diferenciados na gastronomia, ainda conferem funções importantes na fito terapia graças à presença dos incontestáveis fitoquímicos, vitaminas e sais minerais presentes. Neste grupo estão a canela (Cinnamomum zeylanicum), o coentro (Coriandrum sativum), o gengibre (Zingiber officinale), o orégano (Origanum vulgare), a cúrcuma (Curcuma longa), o manjericão (Ocimum basilicum L.) o aipo (Apium graveolens L.), entre outros.

Cada uma dessas plantas ou especiarias tem um princípio ativo que garante a ação farmacológica. E o que é princípio ativo? "É a substância que caracteriza quimicamente a planta, cuja ação farmacológica é conhecida e responsável total ou parcialmente pelos efeitos terapêuticos, a utilidade das plantas medicinais é regida em função da concentração de princípios ativos presentes na droga vegetal", explica a nutricionista e farmacêutica LucyannaKalluf, de São Paulo. Muitas ervas possuem mecanismos de ação complementares, isto é, a mesma planta medicinal pode possuir propriedades farmacológicas diferentes e ser eficaz para diversos problemas.

Como preparar
Para obter todos os benefícios das plantas medicinais é necessário saber qual a forma de preparo de cada parte da planta

Método Parte da planta Preparo

Infusão
Flores, folhas ou frutos Coloque água fervente na planta e deixe em repouso de 5 a 10 minutos
Decocção
Cascas, caules, frutos secos, raízes e sementes Ferva em fogo baixo de 10 a 20 minutos. Depois, deixe em repouso de 10 a 15 minutos
Maceração
Qualquer parte da planta Preparação a frio. Deixe a planta amassada com água fria por um período de 7 a 24 horas
ALIVIANDO A DOR DE CABEÇA
A dor de cabeça é um dos problemas cotidianos mais comuns e sua manifestação está associada a inúmeros fatores, como ansiedade, estresse, tensão, contração muscular dos ombros ou pescoço, má postura e cansaço ocular. Geralmente, essas causas desencadeiam dores leves ou moderadas, o que possibilita a utilização de recursos naturais como a camomila (Matricaria chamomilla), o gengibre (Zingiber officinale), a lavanda (Lavandula officinalis) e a manjerona (Origanum majorana). A camomila é um relaxante suave que ajuda a aliviar a tensão emocional e física, e de acordo com um estudo do Instituto de Biologia da Universidade Odense, na Dinamarca, o gengibre diminui a produção de substâncias químicas que produzem a dor e alivia os sintomas associados às dores de cabeça. "Quando associamos as duas substâncias, podemos fazer uma infusão agradável e que vai aliviar esse tipo de probleminha tão comum nos dias de hoje", indica Nardino.

MÁ DIGESTÃO E DORES NO ESTÔMAGO
Quem sofre com problemas estomacais pode apostar no poder da macela (Achyrocline satureoides) e da espinheirasanta (Maytenus ilicifolia). A macela é muito utilizada para tratar problemas gástricos, digestivos, enjoos, náuseas e vômitos, além de também possuir ação complementar como erva sedativa e analgésica. A espinheira-santa é famosa no combate à úlcera, gastrite crônica, males dos rins e fígado e problemas mais leves como azia e má digestão.

SONO TRANQUILO
Insônia e noites de sono agitadas são problemas que contribuem para um baixo rendimento das atividades cotidianas e com a má qualidade de vida. Além disso, o excesso de atividades e algumas preocupações também podem afetar o bom sono. Quem cansou de contar carneirinhos e quer garantir uma revigorante e tranquila noite de sono, pode contar com a ajuda do maracujá (Passiflora incarnata), da camomila (Matricaria chamomilla) e da melissa (Melissa officinalis).

INTESTINO PROTEGIDO
Há mais de 5 mil anos os egípcios já se utilizavam do poder da hortelã (Mentha piperita L.) para tratar problemas gastrointestinais. Esse condimento é uma das plantas medicinais mais antigas e estudadas e tem múltiplas indicações. Seus princípios ativos são os óleos essenciais ricos em mentol e carvona, que atuam no relaxamento da musculatura lisa do trato gastrointestinal. "Esses princípios ativos aumentam a produção e secreção biliar, facilitando a digestão dos lipídeos. Por ser riquíssima em flavonoides como a luteolina, apigenina e rutina, confere uma ação anti-inflamatória, combatendo colites e outros processos inflamatórios da mucosa intestinal", explica Lucyanna Kalluf.

Outra planta que ajuda neste processo é o funcho (Foeniculum vulgare M.). Utilizada há milênios, possui um óleo essencial rico em anetol, que estimula as glândulas e a musculatura do tubo digestório, causando o aumento da salivação e das secreções pancreáticas. "Os movimentos peristálticos ficam mais rápidos e efetivos, fazendo que haja maior fluidez do bolo alimentar, formando menos gases e diminuindo o peso e a plenitude abdominal", completa a profissional.

ADEUS GRIPES E RESFRIADOS

Gripes e resfriados são doenças causadas por vírus que afetam as vias aéreas superiores como nariz, laringe e faringe e ocasionalmente as inferiores, atingindo os brônquios e os pulmões. A verdade é que essas doenças dependem da reação do próprio organismo para serem combatidas e para ajudar nesse processo é necessário muito repouso e ingestão de líquidos. Infusões de ervas como a angélica (Angelica sinensis), o alecrim (Rosmarinus officinalis), o sabugueiro (Sambucus nigra L.), o guaco (Mikania glomerata Spreng.), o gengibre (Zingiber officinale) e o alho (Allium sativum) ajudam a diminuir alguns sintomas das gripes e resfriados, pois reduzem o excesso de muco, desobstruindo as vias aéreas.

CUIDADOS GERAIS
Diversas plantas são benéficas e possuem poder de curar várias doenças, porém, o fato de serem naturais não as isenta de prejuízos graves à saúde, caso sejam administradas em excesso ou de forma incorreta. "Existe um 'hábito vigente' de que produto natural não faz mal, mas, se usado indiscriminadamente e sem orientação terapêutica ou médica, faz mal sim, a ponto de mascarar sintomas que podem denotar uma doença mais grave", alerta a naturopata Angela Freitas.
Também há casos de plantas que não devem ser consumidas por portadores de doenças cardíacas, insuficiência renal e hepática e pessoas hipertensas. De forma geral, mulheres gestantes e lactantes não devem consumir as ervas. Por isso, é fundamental o acompanhamento de profissionais da área da saúde, para orientar e alertar sobre o consumo desses produtos. "Hoje temos médicos e nutricionistas que, pela legislação, podem prescrever fitoterápicos em diferentes formas de apresentação além das formas de uso caseiro", salienta Lucyanna Kalluf. As outras formas de apresentação dos fitoterápicos que podem ser receitadas por estes profissionais são as cápsulas, tabletes, tinturas, gomas, shakes e sachês.

Benefícios das especiarias e alimentos

Ingredientes Ação
Canela (Cinnamomum zeylanicum) É considerada estimulante e antidiarreica, além de facilitar a digestão. Possui alto teor de cálcio e ação aperiente.
Coentro (Coriandrum sativum) Contém cobre, ferro, fósforo, magnésio, selênio, sódio e vitaminas A, B1, B3, e E. É considerado protetor de doenças cardiovasculares e possui ação antioxidante, desintoxicante e anti-inflamatória.
Estragão (Artemisia dracunculus) Contém cálcio, potássio, vitaminas A, B3, B6, C e E. Ajuda a melhorar o desempenho físico.
Funcho (Foeniculum vulgare M.) Rico em cobre, fósforo e vitamina B3. É coadjuvante da circulação sanguínea e da redução do colesterol.
Gengibre (Zingiber officinale) As propriedades estimulantes do gengibre devem-se às vitaminas B3, B6, que aliviam sintomas de tensão pré-menstrual; e vitamina C, capaz de imunizar o organismo contra gripes e constipações, reduzir o colesterol, cicatrizar as feridas, proteger as gengivas e defender o organismo dos radicais livres. Também contém magnésio, selênio e zinco, exercendo uma ação antioxidante no organismo.
Orégano (Origanum vulgare) Possui atividade estrogênica. Tem capacidade de se ligar à progesterona como a cúrcuma e o tomilho.
Cúrcuma (Curcuma longa) Com alto teor de betacaroteno e ação hipolipidêmica; contém curcumenol com atividade analgésica e induz a apoptose. Possui atividade imunoestimulante e anti-inflamatória; o extrato inibe a formação de prostaglandinas.
Hortelã (Mentha piperita L.) Possui alto teor de cálcio e ação antiespasmódica.
Manjericão (Ocimum basilicum L.) Tem alto teor de cobre e ação carminativa (digestiva)
Aipo (Apium graveolens L.) É rico em cobre, que protege contra doenças cardiovasculares e infecções; contém fósforo, que aumenta a resistência do organismo e ajuda a combater a fadiga; o magnésio, presente no aipo, previne cardiopatias, cálculos renais e diminui a resistência insulínica; o zinco contribui para o apuramento dos sentidos da visão, paladar e olfato.

Fonte: Lucyanna Kalluf, farmacêutica e nutricionista funcional

Use de forma segura e consciente Procure orientação de profissionais da área da saúde antes de usar qualquer composto. Adquira o vegetal de fontes seguras. Antes do preparo, lave as mãos e os utensílios a serem utilizados. A água utilizada nessas preparações deve ser filtrada ou mineral. Utilize o preparado por até 12 horas. A preparação quente que contenha ervas aromáticas deve permanecer tampada até que esfrie por completo. Utilize utensílios como o vidro, cerâmica, ágata e porcelana que não liberam resíduos tóxicos na hora do preparo. As ervas podem ser variadas para que o organismo não se "acostume", evitando a redução de sua eficácia. Evite longas terapias, já que o uso de medicação natural não significa ausência de efeitos colaterais ou tóxicos. Evite o uso associado de plantas medicinais com medicação alopata. Indivíduos mais vulneráveis como crianças, mulheres grávidas ou em lactação, devem evitar o consumo de plantas medicinais.
Em caso de efeitos adversos, deve-se interromper o uso do medicamento e buscar ajuda médica.

Fontes: Kali Nardino, consultor farmacêutico da Divine Shen; Sérgio Panizza, presidente do Conselho Brasileiro de Fitoterapia.

Chás mais utilizados de acordo com as suas propriedades terapêuticas

Função Terapêutica Ervas Ação
Laxativos Cáscara Sagrada (Rhamnus purshiana), Zimbro (Juniperus communis L.), Hortelã (Mentha piperita L.), Capim-Cidreira (Kyllinga odorata) e Carqueja (Baccharis trimera) Estimulam o peristaltismo e a motilidade, aumentando a frequência evacuatória.
Digestivos e carminativos Hortelã (Mentha piperita L), Camomila (Matricaria chamomilla), Sálvia (Salvia officinalis), Alecrim (Rosmarinus officinalis), Anis-Estrelado (Illicium verum Hooker), Espinheira-Santa (Maytenus ilicifolia), Dente-de-Leão (Taraxacum officinale), Erva-Doce (Pimpinella anisum L.), Alfavaca (Ocimum basilicum), Angélica (Angelica sinensis), Coentro (Coriandrum sativum), Poejo (Mentha pulegium), Cravoda-Índia (Syzygium aromaticum), Cominho (Cuminum cyminum L), Cardomomo (Elettaria cardamomum), Menta (Mentha spicata), Gengibre (Zingiber officinale), e Alho (Allium sativum) Favorecem uma melhor digestão e diminuem gases estomacais ou intestinais.
Hepatoprotetores Boldo-do-chile (Peumus boldus), Funcho (Foeniculum vulgare M.), Genciana (Gentiana lutea L), Carqueja (Baccharis trimera), Cardo-Santo (Cnicus benedictus L.), Cardo-Mariano (Silybum marianum), Alcachofra (Cynara scolymus L.) e Hortelã (Mentha piperita L.) Ação benéfica sobre o fígado, melhora a atividade dos hepatócitos e aumenta a secreção biliar.
Diuréticos Cavalinha (Equisetum ssp.), Carqueja (Baccharis trimera), Bardana (Arctium lappa) (raiz), Chapéu-de-Couro (Echinodorus macrophyllum), Dente-de-Leão (Taraxacum officinale), Borragem (Borago officinalis L.), Alfafa (Medicago sativa) Aumentam a filtração glomerular e a excreção urinária (diurese).
Calmantes Capim-Cidreira (Kyllinga odorata), Maracujá (Passiflora incarnata), Hortelã (Mentha piperita L.), Tília (Tilia cordata Mill.), Melissa (Melissa officinalis), Angélica (Angelica sinensis), Alface (Lactuca sativa) e Camomila (Matricaria chamomilla). Exercem função calmante sobre o sistema nervoso e induzem o sono.
Expectorantes Angélica (Angelica sinensis), Alecrim (Rosmarinus officinalis), Sabugueiro (Sambucus nigra L.), Guaco (Mikania glomerata Spreng), Gengibre (Zingiber officinale), Alcaçuz (Glycyrrhiza glabra) e Alho (Allium sativum). Reduzem o excesso de muco, desobstruindo as vias aéreas e ajudando a diminuir alguns sintomas da gripe.

Fonte: Lucyanna Kalluf, farmacêutica e nutricionista funcional

Dor de cabeça
INGREDIENTES
250 a 300 ml de água
1 colher (chá) de gengibre fresco picado
1 colher (chá) de camomila (seca)
1 colher (chá) de mel (opcional)

PREPARO
Aqueça a água em um recipiente de vidro com o gengibre picado. Após alguns minutos de fervura, retire o recipiente do fogo e despeje o conteúdo em uma xícara. Acrescente a camomila e deixe repousar de 3 a 5 minutos com a xícara tampada. Se quiser, acrescente no final 1 colher (chá) de mel para adoçar de maneira suave. Fonte: Kali Nardino, consultor farmacêutico da Divine Shen

Fonte: Kali Nardino, consultor farmacêutico da Divine Shen

Chá digestivo

INGREDIENTES
1 colher (sobremesa) de espinheira-santa
1 xícara (chá) de água

PREPARO
Ferva a água, apague o fogo e acrescente a erva. Deixe descansar de 5 a 10 minutos. Beba o chá morno, após as refeições.

Fonte: Angela Freitas, naturopata do Espaço Girassol (SP)

Cólica intestinal

INGREDIENTES
4 folhas de louro
1 colher (chá) de camomila
1 colher (sopa) de erva-doce
1 copo de água

PREPARO
Ferva todos os ingredientes durante 5 minutos. Coe e tome uma xícara (café) de 2 em 2 horas.
Fonte: André Resende, fitoterapeuta e naturopata

Cólica menstrual

INGREDIENTES
1 noz-moscada
1 colher (chá) de anis-estrelado
1 colher (chá) de mentrasto
1 colher (chá) de funcho
1 litro de água

PREPARO
Ferva os ingredientes durante 5 minutos. Coe e tome uma xícara (chá) de 2 em 2 horas, em temperatura morna.

Fonte: André Resende, fitoterapeuta e naturopata

Dor de estômago

INGREDIENTES
Hortelã
Espinheira-santa
Anis-estrelado
Ipê roxo rasurada
1 litro de água

PREPARO
Use um punhado de dedo de cada erva ou 10 gramas em 1 litro de água fervente. Ferva mais 5 minutos e tome uma xícara (chá) 5 vezes ao dia.

Fonte: André Resende, fitoterapeuta e naturopata

Gases

INGREDIENTES
Manjericão
Hortelã
Anis-estrelado
Erva-doce
1 litro de água

PREPARO
Use um punhado de cada erva ou 10 gramas em 1 litro de água fervente. Ferva mais 5 minutos e tome uma xícara (chá) 5 vezes ao dia.

Fonte: André Resende, fitoterapeuta e naturopata

Má digestão

INGREDIENTES
Boldo-do-chile
Carqueja
Espinheira-santa
Funcho

PREPARO
Use um punhado de cada erva ou 10 gramas em 1 litro de água fervente. Ferva mais 3 minutos e tome uma xícara (chá) 4 vezes ao dia (de manhã, antes do almoço, antes do jantar e ao deitar).

Fonte: André Resende, fitoterapeuta e naturopata

Gripes e resfriados

INGREDIENTES
4 rodelas de gengibre
1 colher (chá) de menta
1 pau de canela

PREPARO
4 rodelas de gengibre 1 colher (chá) de menta 1 pau de canela

Fonte: André Resende, fitoterapeuta e naturopata

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