quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Quem deseja buscar Saúde não deve procurar Doenças

Médico alerta para Excesso de Diagnósticos e Riscos de "Epidemia" de Exames Preventivos

Doenças devem ser detectadas o quanto antes, para que haja sucesso no tratamento, certo?

Não, segundo o médico americano H. Gilbert Welch. O especialista em clínica médica é autor de "Overdiagnosed", recém-lançado nos Estados Unidos.

No livro, Welch, pesquisador da Universidade Dartmouth, afirma que a epidemia de exames preventivos, ou "screening", como são chamados nos EUA, coloca a população em perigo mais do que salva vidas.

Citando pesquisas, ele mostra evidências de que muita gente está recebendo "sobrediagnóstico": são tratadas por doenças que nunca chegariam a incomodá-las, mas que são detectadas nos testes preventivos.

"O jeito mais rápido de ter câncer? Fazendo exame para detectar câncer", disse ele à Folha, por telefone.

Folha - Como exames preventivos podem fazer mal? 
H. Gilbert Welch - A prevenção tem dois lados. Um é a promoção da saúde. É o que sua avó dizia: "Vá brincar lá fora, coma frutas, não fume". Mas a prevenção entrou no modelo médico, virou procurar coisas erradas em gente saudável, virou detecção precoce de doenças. Isso faz mal. Não estou dizendo que as pessoas nunca devem ir ao médico quando estão bem. Mas a detecção precoce também pode causar danos.

De que maneira isso ocorre?

Quando procuramos muito algo de errado, vamos acabar achando, porque quase todos temos algo errado. Os médicos não sabem quais anormalidades vão ter consequências sérias, então tratam todas. E todo tratamento tem efeitos colaterais.
Há um conjunto de males que podem decorrer de um diagnóstico: ansiedade por ouvir que há algo errado, chateação de ter que ir de novo ao médico, fazer mais exames, lidar com convênio, efeitos colaterais de remédios, complicações cirúrgicas e até a morte.

Para quem está doente, esses problemas não são nada perto dos benefícios do tratamento. Mas é muito difícil para um médico fazer uma pessoa sadia se sentir melhor. No entanto, não é difícil fazê-la se sentir pior.

Os médicos dizem que a detecção precoce é essencial no caso do câncer. Mas você diz que é perigoso. Não se deve tratar qualquer tumor inicial?

Não. Se formos tratar todos os cânceres quando estão começando, vamos tratar todo o mundo. Todos nós, conforme envelhecemos, abrigamos formas iniciais de câncer. Se investigarmos exaustivamente vamos achar câncer de tireoide, mama e próstata em quase todos. A resposta não pode ser tratar todos e nem tratar todo mundo. Ninguém mais ia ter tireoide, mamas ou próstata. Câncer de próstata é o símbolo dessa questão.

Por quê?

Há 20 anos, um teste de sangue foi introduzido para detectar câncer de próstata. Vinte anos depois, 1 milhão de americanos foram tratados por causa de um tumor que nunca chegaria a incomodá-los. Esse teste é o PSA [antígeno prostático específico]. Muitos homens têm números anormais de PSA. Eles fazem biópsias e muitos têm cânceres microscópicos e fazem tratamento, o que não é mero detalhe. Pode ser retirada da próstata ou radioterapia. Isso leva, em um terço dos homens, a problemas sexuais, urinários ou intestinais. Alguns até morrem na operação. Não podemos continuar supondo que buscar a saúde é procurar doenças.

Qual é o impacto desses testes de próstata na população?

Um estudo europeu mostrou que é necessário fazer exames preventivos de PSA em mil homens entre os 50 e 70 anos, por dez anos, para evitar a morte por câncer de uma pessoa. É bom ajudar uma pessoa. Mas precisamos prestar atenção às outras 999. Por causa desses exames, de 30 a 100 homens são tratados sem necessidade.
As pessoas precisam refletir. Cada mulher pode decidir se quer fazer mamografia todo ano. Mas temo que estejamos coagindo, assustando e incutindo culpa nelas, para que façam mamografias.

Mas a detecção precoce não é o fator que mais reduz a mortalidade de câncer de mama?

Na verdade, não. Os esforços mais relevantes no câncer de mama vêm de tratamentos melhores, como quimioterapia e hormônios. Os avanços no tratamento nos últimos 20 anos reduziram a mortalidade em 50%.

O problema é se adiantar aos sintomas. Não há dúvida de que uma mulher que percebe um caroço deva fazer uma mamografia. Isso não é teste preventivo, é exame diagnóstico. Claro que os médicos preferem ver uma mulher com um pequeno nódulo no seio do que esperar até que ela desenvolva uma grande massa. A questão não é entre atendimento cedo ou tarde, mas entre buscar atendimento logo que você fica doente e procurar doenças em quem não tem nada.

Critérios usados em exames como de pressão e diabetes estão mais rígidos. Estão deixando todo mundo 'doente'?

Sim. Somos muito tirânicos sobre saúde. O que é saúde? Se formos medicalizar a definição de saúde, seria: "Não conseguimos achar nada errado". A pressão está abaixo de 12 por 8, o colesterol está abaixo de tal valor, fizemos uma tomografia e não há nada de errado. Se essa virar a definição de saúde, pouquíssimas pessoas serão saudáveis. É certo tachar a maioria como doente? Saúde é muito mais do que a ausência de anormalidades físicas.

Por que essa conduta está se tornando dominante?

Os médicos recebem mais para fazer mais, o que ajuda a alimentar o círculo vicioso da detecção precoce. É um bom jeito de recrutar mais pacientes, de vender mais remédios ou exames. Nos EUA, há os problemas de ordem legal. Os advogados processam os médicos por falta de diagnóstico, mas não há punições para sobrediagnóstico.

E tem quem creia realmente na detecção precoce. Nunca se diz que há perigo nisso. Pacientes diagnosticados com câncer de próstata e mama por detecção precoce têm muito mais risco de serem sobrediagnosticados do que ajudados pelo teste. Quando você ouve histórias de sobreviventes de câncer, na maioria das vezes o paciente acha que sua vida foi salva porque ele fez um exame preventivo.

E isso não é verdade?

Ele tem mais chance de ter sido tratado sem necessidade. Histórias de sobreviventes geram mais entusiasmo por testes e levam mais pessoas a procurar doenças, gerando sobrediagnóstico.

O que fazer para evitar isso?

Um paciente nunca vai saber se recebeu um sobrediagnóstico. Nem o médico sabe. Não é preciso decidir para sempre se você vai ou não fazer exames. Mas todos os dias novos testes são criados. É preciso ter um ceticismo saudável sobre isso.

Fonte: Débora Mismetti - Editora Assistente de Saúde - http://www1.folha.uol.com.br

"Não existem doenças, existem doentes" (Dr. Bach)

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O “corpo de dor”


Por Eckhart Tolle  


No caso da maioria das pessoas, quase todos os pensamentos costumam ser involuntários, automáticos e repetitivos. Não são mais do que uma espécie de estática mental e não satisfazem nenhum propósito verdadeiro. Num sentido estrito, não pensamos o pensamento acontece em nós.

“Eu penso” é uma afirmação simplesmente tão falsa quanto “eu faço a digestão” ou “eu faço meu sangue circular”. A digestão acontece, a circulação acontece, o pensamento acontece.

A voz na nossa cabeça tem vida própria. A maioria de nós está à mercê dela; as pessoas vivem possuídas pelo pensamento, pela mente. E, uma vez que a mente é condicionada pelo passado, então somos forçados a reinterpretá-lo sem parar. O termo oriental para isso é carma.

O ego não é apenas a mente não observada, a voz na cabeça que finge ser nós, mas também as emoções não observadas que constituem as reações do corpo ao que essa voz diz.

A voz na cabeça conta ao corpo uma história em que ele acredita e à qual reage. Essas reações são as emoções.

A voz do ego perturba continuamente o estado natural de bem estar do ser. Quase todo corpo humano se encontra sob grande tensão e estresse, mas não porque esteja sendo ameaçado por algum fator externo  a ameaça vem da mente.

O que é uma emoção negativa? É aquela que é tóxica para o corpo e interfere no seu equilíbrio e funcionamento harmonioso.

Medo, ansiedade, raiva, ressentimento, tristeza, rancor ou desgosto intenso, ciúme, inveja  tudo isso perturba o fluxo da energia pelo corpo, afeta o coração, o sistema imunológico, a digestão, a produção de hormônios, e assim por diante. Até mesmo a medicina tradicional, que ainda sabe muito pouco sobre como o ego funciona, está começando a reconhecer a ligação entre os estados emocionais negativos e as doenças físicas. Uma emoção que prejudica nosso corpo também contamina as pessoas com quem temos contato e, indiretamente, por um processo de reação em cadeia, um incontável número de indivíduos com quem nunca nos encontramos. Existe um termo genérico para todas as emoções negativas: infelicidade.

Por causa da tendência humana de perpetuar emoções antigas, quase todo mundo carrega no seu campo energético um acúmulo de antigas dores emocionais, que chamamos de “corpo de dor”.

O “corpo de dor” não consegue digerir um pensamento feliz. Ele só tem capacidade para consumir os pensamentos negativos porque apenas esses são compatíveis com seu próprio campo de energia.
Não é que sejamos incapazes de deter o turbilhão de pensamentos negativos o mais provável é que nos falte vontade de interromper seu curso. Isso acontece porque, nesse ponto, o “corpo de dor” está vivendo por nosso intermédio, fingindo ser nós. E, para ele, a dor é prazer. Ele devora ansiosamente todos os pensamentos negativos.

Nos relacionamentos íntimos, os “corpos de dor” costumam ser espertos o bastante para permanecer discretos até que as duas pessoas comecem a viver juntas e, de preferência, assinem um contrato comprometendo-se a ficar unidas pelo resto da vida. Nós não nos casamos apenas com uma mulher ou com um homem, também nos casamos com o “corpo de dor” dessa pessoa.

Pode ser um verdadeiro choque quando  talvez não muito tempo depois de começarmos a viver sob o mesmo teto ou após a lua-de-mel – vemos que nosso parceiro ou nossa parceira está exibindo uma personalidade totalmente diferente. Sua voz se torna mais áspera ou aguda quando nos acusa, nos culpa ou grita conosco, em geral por uma questão de menor importância.

A essa altura, podemos nos perguntar se essa é a verdadeira face daquela pessoa – a que nunca tínhamos visto antes  e se cometemos um grande erro quando a escolhemos como companheira. Na realidade, essa não é sua face genuína, apenas o “corpo de dor” que assumiu temporariamente o controle.

É nossa presença consciente que rompe a identificação com o “corpo de dor”. Quando não nos identificamos mais com ele, o “corpo de dor” torna-se incapaz de controlar nossos pensamentos e, assim, não consegue se renovar, pois deixa de se alimentar deles. Na maioria dos casos, ele não se dissipa imediatamente. No entanto, assim que desfazemos sua ligação com nosso pensamento, ele começa a perder energia.

A energia que estava presa no “corpo de dor” muda sua freqüência vibracional e é convertida em “presença”.
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domingo, 19 de fevereiro de 2012

Os atos "falhos"


"Em todo adulto espreita uma criança - uma criança eterna, algo que está sempre vindo a ser, que nunca está completo, e que solicita, atenção e educação incessantes. Essa é a parte da personalidade humana que quer desenvolver-se e tornar-se completa" Carl Gustav Jung

Em medicina oriental, a doença é testemunha de um obstáculo para a realização em nosso trajeto na vida... Assim, a mente subconsciente exprime, por meio de problemas ligados à energia que geram doenças, os entraves ao nosso desenvolvimento pleno, sendo importante compreender e tratar os mecanismos psicoenergéticos que estão por trás da doença a fim de recobrar a saúde(...)

Junto com o que havia chamado de ato "falho", Freud nos forneceu um elemento extraordinariamente rico da psicologia individual e das interações corpo-espírito. Ele dizia que exprimíamos, liberávamos tensões interiores que não havíamos podido ou sabido liberar de alguma forma através dos nossos lapsos, dos nossos gestos desastrados e acidentais.

Assim, quando cometemos um lapso considera-se, na verdade, que este exprime o que realmente pensamos.

O que sempre me surpreendeu é que ele tenha chamado esses atos de "falhos". Eles são, em razão disso, automaticamente percebidos, sentidos como um erro, algo que não está adaptado e que deve ser evitado (ao menos pela maioria dos indivíduos). Isso é uma pena, pois, na medida do possível, iremos procurar impedir que eles aconteçam, particularmente quando instalamos uma censura interior mais eficaz. Prefiro chamá-lo de um ato "bem-sucedido", mesmo se o resultado tangível não for aquele esperado pelo Consciente da pessoa, pois esse ato é a manifestação real de uma tentativa de comunicação com o nosso Consciente por parte do nosso Não-Consciente. Trata-se de uma mensagem, às vezes codificada, através da qual o nosso Não-Consciente exprime uma tensão interior; para o nosso Consciente isso significa que as coisas não estão coerentes, não se encaixam. É o Mestre ou Guia Interior que vem puxar as rédeas que o Cocheiro adormecido segura, esperando que as sacudidelas causadas pelos buracos e lombadas do caminho venham acordar este último.

Assim como as mensagens das quais falava anteriormente e das quais ele faz parte, o ato "bem-sucedido" pode tomar três formas. Pode se tratar de um lapsus linguo, e, ou seja, de um "erro" de expressão verbal (empregar uma palavra no lugar da outra), de um gesto "desastrado" (derrubar uma taça em alguém ou quebrar um objeto), gesto esse que não apresenta o resultado esperado, e, enfim, de um ato mais traumatizante como um corte, uma entorse ou um acidente de carro. Vimos este último tipo no capítulo sobre os traumatismos.

O que acaba de ser colocado nos permite compreender por que Freud falou em ato "falho", uma vez que este sempre toma uma forma de aparência negativa. A razão é muito simples. O nosso Não-Consciente se comporta como uma criança. Quando uma criança acha que seus pais não lhe dão atenção suficiente, não a escutam o bastante, ela faz o que for necessário para que isso mude. No berço, ela chora, urra e isso funciona, então o sistema é bom. Mais tarde, estará fazendo a mesma coisa ao quebrar um prato, tirar notas ruins na escola ou bater na irmã ou no irmão menor. E nós agimos como os pais. Estamos ocupados demais para nos dar conta das necessidades da nossa criança interior. Então só reagimos quando o apelo se torna incômodo, ou seja, negativo. Não soubemos captar nada anteriormente. Acontece o mesmo entre o nosso Consciente e o nosso Não-Consciente. Este último nos envia muitas mensagens "positivas", como as que eu menciono no capítulo sobre o efeito espelho ou como os sonhos, mas, na maioria das vezes, não somos capazes ou não estamos prontos para ouvi-las.

O Não-Consciente, o Mestre ou Guia Interior, passa então para o segundo estágio, que é o das mensagens de caráter "negativo", ou seja, que oferecem dissabor, a fim de que escutemos e prestemos atenção. Se a comunicação ainda existir, uma vez que não foi cortada por uma hipertrofia do Consciente, a mensagem passará através de tensões físicas ou psicológicas, de pesadelos ou de atos "falhos" leves (lapsos, quebra de objetos significativos etc.). Se a comunicação for de má qualidade, mesmo quase inexistente, a força da mensagem vai aumentar (quando a linha está ruim no telefone, às vezes devemos urrar para que o nosso correspondente nos ouça). Vamos entrar na fase acidental ou conflitante para provocar e obter os traumatismos dos quais falei no capítulo anterior. Podemos também fazer com que fiquemos... doentes (pegar frio, beber ou comer em excesso ou em quantidade insuficiente etc.). Se, enfim, a comunicação for totalmente cortada, temos então a doença  profunda, estrutural (doenças auto-imunes, cânceres etc.).
(trecho do livro: Diga-me onde dói que te direi porque-Michael Odoul)


Segundo a tradição espiritual do Havaí, nossa Criança Interior por analogia é nossa Mente Subconsciente...  

SUA PRINCIPAL FUNÇÃO É A MEMÓRIA

É na criança que se encontra o nosso reservatório de memórias, todos os registros, programações e suas percepções... 

São nossas crianças que riem, que choram, que sentem medo, raiva, amor, ódio, alegria, enfim, todas as emoções e que nos fazem pensar que somos nós (mente consciente)... Elas têm características próprias, podendo ser brincalhonas, mal humoradas, primitivas... 

Todos esses sentimentos e emoções que provêm das memórias da criança podem ser tão fortes a ponto de superar a nossa vontade (mente consciente)... E não termos o menor controle!!! (portanto, daí advém o ato falho percebido por Freud).

Armazena também ideias não percebidas pela mente consciente no momento de sua formulação. E nós, (mente consciente) não sabendo que estão lá, não solicitamos. Assim, pode a Criança, em determinadas ocasiões, fazer com que nós não possamos controlar a sua manifestação. 

É a Criança em nós que aprende, que se lembra e se recorda, é ela que desenvolve as nossas habilidades e hábitos, a que mantém a integridade do corpo físico, guardando um sentido de identidade durante o dia a dia. 

Também é ela que registra todas as impressões, tanto dos fatos bons quanto dos ruins. É a ‘responsável’ pelo ‘nosso’ raciocínio dedutivo partindo das imagens que são fornecidas durante a infância. 

Ela faz também faz associações das recordações para a concepção de um raciocínio que, “pensamos”, partir de nós (mente consciente). 

Quando nossa mente consciente solicita qualquer tipo de comando, é a criança interna que responde rapidamente, dando forma às lembranças e as enviando, dando-nos a impressão de que o que falamos ou escrevemos está registrado em nossa mente consciente. 

É em nossa criança interna que estão impressas nossas crenças, nossa memória genética e a aprendida, ficando guardadas no corpo, memórias celulares, como um modelo de vibração ou movimento. E quando há um estímulo, interno ou externo, mental ou físico, o movimento ocorre e a memória é liberada, dando origem a um comportamento mental, emocional ou físico.

Ela é responsável por toda parte instintiva em nós, as funções involuntárias do corpo, pela fisiologia do corpo, crescimento, desenvolvimento, manutenção (metabolismo), recepção e transmissão sensorial. 

Quanto aos nossos hábitos, os registros captados pelos cinco sentidos que passam a se incorporar na repetição de procedimentos que acabam transformando-se em costumes. Assim como qualquer coisa que você ouve, vê, toca, cheira ou diz, de igual modo, é armazenado. E isso acontece pela participação da mente consciente, de forma direta ou indireta. 

Todas as manifestações que nós adultos temos, através de sentimentos, emoções, toda e qualquer reação que tenhamos, são sempre a maneira de nossa criança interna reagir.
A comunicação, a reconciliação com a nossa criança têm a ver com o perdão que pedimos a ela pelos julgamentos que fizemos dela. Julgamos nossa criança interna sempre que julgamos alguém, não importa quem e que tipo de julgamento, afinal somos UM!

Lena Rodriguez

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

TEMPESTADES SOLARES PODEM SALVAR A HUMANIDADE

Dieter Broers


TEMPESTADES SOLARES PODEM SALVAR A HUMANIDADE
Tradução: Caminho Alternativo

Cientista e Biosifico alemão Dieter Broers, investigando há mais de 30 anos os efeitos dos campos eletromagnéticos no cérebro humano, afirma que as Tempestades Solares podem salvar a Humanidade...

A evolução permitir-nos-á, pela 1ª vez, usar o enorme potencial de nossos cérebros.
Cientista alemão Dieter Broers afirma que as tempestades solares podem salvar a humanidade

O cientista e biofísico alemão Dieter Broers possui mais de 30 anos investigando os efeitos dos campos eletromagnéticos nos seres humanos, e é um dos poucos que tocaram no tema de 2012 com uma visão realista, científica, e com uma boa dose de esperança.

Broers descobriu que as perturbações significativas nos campos eletromagnéticos que rodeiam os seres humanos podem criar estados mentais similares aos provocados pelas drogas alucinógenas ou experiências místicas.

A alteração de nossos campos eletromagnéticos produzida pelas "explosões solares" ou "tempestades solares" previstas para 2012, afetaria a consciência e percepção da realidade. Poderíamos experimentar, em dias de alta atividade solar, alucinações e estados mentais extremamente desconcertantes ou prazerosos.

Para Broers, o importante destes estados mentais, que poderíamos chamar alterados, é que nos permitiriam entender a crise global que vive o planeta como o sintoma de uma doença que pode ser curada.

Imagine isto:

Você vai á rua para buscar trabalho e para em frente a uma banca de jornal. Subitamente, as fotos cobram vida e começam a falar com você.

Primeiro você se assusta e pensa que está ficando louco, mas logo o aceita e estabelece um diálogo. A conversa te leva por caminhos desconhecidos e pontos de vista que nunca antes havia percebido. De pronto, você percebe que a humanidade está mal, que está doente, e entende porquê e como se pode solucionar.

Graças às reflexões coletivas que teria a humanidade neste estado, produto da perturbação de nossos campos eletromagnéticos provocada pelas tempestades solares, chegaríamos a encontrar a cura para a crise global que enfrenta nossa sociedade.

Em seu livro "Revolução 2012",  Dieter Broers nos alerta sobre as tempestades solares:  "Os eventos que o Cosmos guarda para nós em 2012 poderiam comparar-se a receber um copo de suco onde alguém despejou um pouco de LSD ou ácido lisérgico sem o nosso conhecimento".

As tempestades solares de 2012 têm um lado positivo e, de alguma forma, de esperança.

Broers sustenta que as alterações no campo magnético da Terra, provocadas pelas tempestades solares, alterarão nossa percepção do tempo e da realidade e, dependendo de nossa preparação, produzirão em nós experiências do tipo místico, mudanças de consciência, alucinações e talvez, poderes mentais.

O súbito incremento da atividade solar nas últimas semanas, evoca uma análise mais detalhada dos trabalhos do cientista alemão. Em que se baseia Dieter Broers para suas teorias sobre as tempestades solares?

Alguns experimentos realizados por Broers levaram-no a descobrir que o estado de consciência de uma pessoa pode ser alterado expondo o cérebro a campos eletromagnéticos de certa intensidade. De acordo com as suas investigações, um campo magnético normal permite-nos manter um estado de consciência normal e uma percepção do tempo normal. Por outro lado, um campo magnético severamente anormal ou a ausência dele, provoca estados mentais alterados e uma distorsão na nossa percepção do tempo.

Para Broers, que tem trinta anos investigando este campo da ciência, o efeito das perturbações geomagnéticas criadas pelas tempestades solares é similar aos efeitos das drogas alucinógenas. Quando somos expostos a este tipo de campos magnéticos, nosso cérebro produz uma série de substâncias que são as mesmas que geram essas alucinações ou distorsões da realidade e do tempo.

"Os estados mentais alterados são provocados pelos processos neuroquímicos e pela produção de substâncias psicoativas ou alucinógenas. Sob certas condições, o cérebro é capaz de produzir o que poderíamos chamar substâncias ilegais."

As tempestades solares dos próximos anos poderiam fazer com que nossos cérebros gerem substâncias capazes de criar fortes alucinações. Estas alucinações serão totalmente reais para a pessoa que as experimente e afetarão nossos sentidos de diferentes formas: o tempo parecerá mover-se mais lentamente, veremos presenças estranhas, ouviremos vozes, perceberemos forças invisíveis e sentiremos uma poderosa união com o universo que nos rodeia.

Ilustração da capa do livro e o documentário “Revolução 2012″ de Dieter Broers. 

Dieter Broers diz que as tempestades solares de 2012 e de 2013 provocarão não só estados alterados desconcertantes senão estados extremamente prazerosos que alguns poderiam denominar de "iluminação", como o que experimentaram Moisés, Joana D'Arc e Pablo de Tarso.

Nem todos sentiremos o mesmo, ou reagiremos da mesma forma. Algumas pessoas experimentarão paz e euforia enquanto que outras passarão por momentos de agressividade e depressão. O fator determinante para ter uma experiência negativa ou positiva será o medo. Enquanto que uma pessoa poderia escapar aterrorizada ante uma presença estranha, outra poderia entender que essa presença é parte de sua consciência, e outra poderia estabelecer um diálogo com a misteriosa presença sobre as origens da vida. Por isto, Broers aconselha que preparemos nossas mentes meditando.

"Inclusive se você têm dúvidas sobre que tipo de "iluminação" poderia experimentar, deveria, não obstante, começar a meditar o mais breve possível, para que possa experimentar estes estados alterados de consciência num estado receptivo"

Se estamos predispostos não haverá medo, e se estivermos num estado receptivo poderemos aproveitar a experiência. Dependerá de nós que essas alucinações se convertam em momentos de "iluminação espiritual".

Para que servem todas estas alucinações?
O que têm de positivo tudo isto?

Segundo Broers, muitos pacientes foram tratados exitosamente usando os efeitos dos campos eletromagnéticos no cérebro. A terapia, também chamada "terapia de mega-ondas", consiste em administrar campos eletromagnéticos, idênticos aos que encontramos na natureza, através de dispositivos colocados na cabeça dos pacientes. Esta terapia teve uma altíssima percentagem de cura exitosas graças ao fato de que pela primeira vez, os pacientes são capazes de entender a causa de seu problema.

A mesma terapia aplicada a pacientes sãos ou sem problemas, fez com que experimentassem um estado de consciência alterado que lhes permitiu ver a realidade e as coisas deste mundo, num contexto muito maior.

Segundo Broers, uma tempestade solar de elevada magnitude afetaria coletivamente nossos cérebros e poderia ajudar a que tomemos consciência do dano que estamos fazendo ao planeta, e que tomemos ações para reverter a situação.

"Estas descobertas também podem aplicar-se à situação atual do mundo. Se vemos a crise global como o sintoma de uma doença e olhamos profundamente dentro de nós, seremos capazes de identificar a causa atual desta doença. Enquanto os esforços para nos salvar se centrarem nos sintomas de nossa condição, não encontraremos uma cura verdadeira. Só poderemos salvar o planeta se reconhecermos, primeiro, a verdadeira causa da doença. Este tipo de reconhecimento pode ser obtido através da influência de campos eletromagnéticos. Se, por exemplo, cada ser humano na Terra fosse exposto a estes campos eletromagnéticos, uma consciência coletiva nasceria nos seres humanos."

Esta exposição coletiva da humanidade a campos eletromagnéticos de que fala Broers, poderia ser provocada por uma forte tempestade solar nos próximos anos. O cientista alemão acredita que uma série de tempestades solares de alta magnitude não só provocará experiências místicas ou alucinações e mudanças de consciência sobre o dano ao planeta, senão que também poderia colocar em funcionamento partes do cérebro que nunca utilizamos.

"Estou convencido que atualmente nos encontramos no meio de um processo que compreende a reestruturação de nossas redes neuronais, e que o catalisador deste processo é a elevada atividade solar-geomagnética cujas consequências são temidas por tanta gente. Porém, todos os fatos e descobertas, apontam à inegável conclusão de que a evolução nos permitirá, pela primeira vez na história humana, usar o enorme potencial de nossos cérebros."

Para Broers, os humanos usam uma ínfima parte do cérebro. Ele sustenta que é como se usássemos a área de uma partícula de pó quando dispomos de uma mansão de quinhentos quartos.

Umas quantas tempestades solares de elevada magnitude poderiam ser suficientes para alterar a nossa realidade. As alucinações seriam o primeiro sinal de que estamos usando novas áreas de nosso cérebro. O que virá depois é terreno desconhecido. Poderes mentais? Telepatia? Propriedades quânticas? Realidades paralelas? Outras dimensões?

Dieter Broers afirma que as alterações no campo magnético da Terra produzirão não só uma mudança de consciência senão que nos ajudará a utilizar o verdadeiro potencial do cérebro humano.

"Em vista do fato que os campos eletromagnéticos podem ajudar a um paciente a identificar a causa de uma doença, é muito possível que as forças eletromagnéticas do cosmos possam fazer que a raça humana perceba a doença que ataca o nosso planeta. As condições para uma expansão de consciência estão dadas."

-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-

Tomara que não precisemos ser golpeados por uma tempestade solar gigantesca para começar a reverter a crise do planeta. Embora a esta altura, parece que só algo assim de radical nos fará mudar de rumo.

O blog espera que as tempestades solares dos próximos meses e anos ampliem nossa consciência e, de uma vez por todas, nos remeta a um período de evolução num campo diferente ao tecnológico, o espiritual, e não me refiro a religião.

Fontes: losdivulgadores (link1 e link2),

Comentário do blog Caminho Alternativo:

Agora, os recentes artigos científicos sobre tempestades solares e partículas "alienígenas" vindas do cosmos e do Sol publicados neste blog começam a fazer mais sentido ainda para nós. Estamos prestes a fazer um "upgrade" de consciência e realidade física. Do jeito que foi "profetizado" por antigas civilizações.

O interessante nisto tudo é que as teorias antes consideradas "esotéricas" ou "New Age" começam a ser comprovadas através das novas descobertas do meio académico e científico. Infelizmente, os cientistas não levam em consideração o conhecimento deixado pelos povos antigos, ou talvez saibam mas ocultam-no propositalmente, para que a humanidade não saiba.

Broers fala de preparação, diz que precisamos meditar para fazer esta transição de realidade.

Um excelente vídeo que nos mostra o que está sendo tratado neste post é "2012 – Uma Mensagem de Esperança", quem não assistiu precisa assistir.




Texto enviado por Selene 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

CICLO MENSTRUAL , mensagem importante...


Recebi por e-mail...

Por incômodo que seja o ciclo menstrual é natural.

A semana passada Nicole Dishuk, de 31 anos, recém formada em medicina e a ponto de começar a trabalhar como médica, foi internada de urgência em um hospital para ser operada. Encontraram um coágulo no seu cérebro. No momento em que finalmente removeram a parte direita do seu crânio para aliviar a pressão no cérebro, o coágulo tinha se propagado pelo seu cérebro inteiro, causando danos graves. Desde quarta-feira passada, foi lutando pela sua vida.
Foi induzida a coma para interromper a irrigação do sangue, foi operada 3 vezes até que finalmente disseram que já não podiam fazer mais nada por ela. Encontraram vários coágulos no lado esquerdo do seu cérebro, a inflamação não retrocede e se manteve à vida artificialmente.

Ela morreu dia 19/01/2010 as 4:30h, deixou para trás um marido, um filho de 2 anos Brandon e um de 4 anos de idade Justin.

A causa da morte: Um método Contraceptivo Injetável que permite ter menstruação apenas 3 vezes por ano.

Perturbar o teu ciclo menstrual, embora seja aprovado pelo FDA, não deveria ser! Mulheres, peço-lhes que façam um boicote a este produto e que suportem o período menstrual de cada mês porque podem viver uma vida mais saudável!!!

Por favor, transmitam esta mensagem às mulheres e lembrem-se que vocês podem salvar uma vida. Todos os que usam qualquer tipo de contraceptivo, por favor leiam os efeitos secundários: trombose, embolia, acidente vascular cerebral, etc.


Este e-mail não é apenas para as Mulheres, é para todos aqueles que valorizam as mulheres e se sentem responsáveis em poder salvar
vidas!!


______
Há alguns anos atrás conheci uma pessoa por volta de seus 40 anos no Guarujá... Tinha sérios distúrbios menstruais deste que começou seu ciclo na puberdade... Quando a conheci, em consulta me relatou uma série de sintomas e relatou ainda que estava tomando há 2 anos, um medicamento alopata que um médico havia lhe receitado para tomar apenas por 6 meses, para suspender a menstruação, visto ter hemorragias frequentes... Obviamente eu lhe falei sobre o perigo que poderia estar correndo... Sugeri que fosse ao médico e visse seu parecer. Foi e voltou muito irritada com tudo o que ouviu, pois não queria voltar a menstruar  (o fígado está diretamente ligado ao sangue e também a emoção da raiva/irritação), eu apenas lhe disse que a médica no caso, tinha toda razão e que eu concordava com esta.

Bem, a médica falou para que ela parasse de tomar e depois voltasse lá, mas ela não queria voltar. Então, eu lhe disse que iriamos cuidar dos sintomas atuais, assim como do que ocorria antes e foi o que fizemos.

Na época, dei todo o suporte terapeutico dentro de meus conhecimentos, entrei com medicação a base de energia para os padrões de queixas e também cuidamos do campo energético "mais denso" com medicina chinesa. Foi pouco mais de um ano de tratamento, mas foi um sucesso!
Conclusão, ela quis aprender o tratamento, se muniu de kits florais, treinou radiestesia  e esta pessoa acabou por se tornar uma terapeuta floral de sua família...
Cuide bem de você... http://www.cuidebemdevoce.com/curso-de-florais.php

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Jane Fonda - O Terceiro Ato da Vida


 
Legendas em português

*Jane Fonda: o novo livro, Prime Time: Love, Health, Sex, Fitness, fala sobre o que ela chama de terceiro ato de sua vida. Jane admite no texto que ainda se preocupa com a aparência e que sua idade a obrigou a diminuir o ritmo da rotina de exercícios físicos. A atriz foi uma das pioneiras nos vídeos que ensinavam e estimulavam as mulheres a malharem, mas depois admitiu recorrer a cirurgias plásticas. 
A filha do lendário ator, Henry Fonda, Jane nasceu e cresceu na cidade de Nova Iorque. Depois de ter estudado arte no Vassar College, voltou-se para a moda e o estudo da arte de representar. Depois do primeiro êxito no filme “Até os Fortes Vacilam” (Tall Story), em 1960, a sua carreira seguiu o rumo do sucesso. 
Nome completo: Jane Seymour Fonda, atriz e escritora. Sua história tem final feliz: na terceira idade, Jane venceu a batalha contra um câncer no seio, voltou ao cristianismo, continua a escrever livros e a promovê-los na mídia. Reaproximou-se dos filhos e tornou-se avó amorosa.

Aos 75 anos de idade observou: "Ainda vivemos sob o antigo modelo, no qual a idade é vista como uma patologia, uma doença” 

Palestra do vídeo de Jane Fonda

Das muitas revoluções no último século, nenhuma tão significativa quanto à da longevidade. Estamos vivendo em média, 34 anos a mais do que nossos bisavós. Um novo período de vida que foi adicionado à nossa expectativa de vida e nossa cultura não se posicionou sobre o que isto significa.

Ainda estamos vivendo com o velho paradigma da idade como um arco: você nasce, atinge o auge na meia-idade e declina para a decrepitude.

Muitas pessoas hoje, filósofos, artistas, médicos, cientistas, estão lançando um novo olhar para o que chamo de terceiro ato: as três últimas décadas da vida. Eles perceberam que isso é na verdade, um estágio de desenvolvimento da vida com sua própria significância, tão diferente da idade madura quanto a adolescência o é da infância.

- Como usamos esse tempo?

- Qual é a nova metáfora para o envelhecimento?

Passei o último ano pesquisando sobre este assunto e descobri que a metáfora mais adequada para envelhecimento é uma escadaria: a ascensão para o topo do espírito humano, trazendo-nos para sabedoria, completude e autenticidade.

A maioria das pessoas acima de 50 sente-se melhor, é menos estressada, menos hostil, menos ansiosa e dizem que até mesmo mais felizes. Não quero romantizar o envelhecimento. Não há garantia de que ele seja um tempo de fruição e crescimento. E não há muito que possamos fazer sobre isso.

Então vamos examinar o que podemos fazer para tornar esses anos adicionais bem sucedidos e fazer a diferença. Deixe-me dizer algo sobre a escadaria, uma metáfora esquisita para idosos, considerando-se o fato de que muitos idosos são desafiados por escadas. O mundo inteiro obedece uma lei universal: Entropia, a segunda lei da termodinâmica, significa que tudo no mundo, tudo, está num estado de declínio e decadência, o arco.

Há apenas uma exceção a essa lei universal e isso é o espírito humano, que pode continuar a evoluir em direção ao topo - a escadaria - trazendo-nos para a completude, autenticidade e sabedoria.

Essa ascensão pode acontecer mesmo face a desafios físicos extremos. Há cerca de três anos atrás, li no New York Times, que um homem chamado Neil Selinger (57 anos), advogado aposentado tinha se juntado ao grupo de escritores da Faculdade Sarah Lawrence. Dois anos depois, ele foi diagnosticado com uma doença fatal que devasta o corpo, mas a mente permanece intacta. Em seu artigo, Selinger descreveu o que estava acontecendo: "À medida que meus músculos enfraqueciam, minha escrita se tornava mais forte. À medida que perdia minha fala, ganhava minha voz. À medida que encolhia, eu crescia. No momento em que perdi tanto, finalmente comecei a encontrar a mim mesmo". Neil Selinger é a personificação da subida da escadaria em seu terceiro ato.

Todos nascemos com espírito, mas, às vezes, ele fica soterrado debaixo dos desafios da vida, abusos, negligências... Muitos de nossos relacionamentos não tiveram uma conclusão e assim podemos nos sentir inacabados. A incumbência do terceiro ato é terminar esta tarefa. Para mim começou no meu aniversário de 60 anos. - Como era para eu viver? - O que era para eu realizar nesse ato final? - E percebi que: a fim de saber para onde estava indo, eu tinha que saber onde estivera. Voltei e estudei meus dois primeiros atos, tentando ver quem eu realmente era e não o que meus pais ou outras pessoas quisessem que fosse. - Quem foram meus pais, não como pais, mas como pessoas? - Quem foram os meus avós? - Como eles trataram meus pais? Esse tipo de coisas.

Descobri que esse processo é chamado pelos psicólogos "análise da vida". Ele pode dar nova significância, clareza e sentido à vida. Você pode descobrir, que muitas coisas que você costumava pensar que era falha sua, ou pensar sobre você mesmo, na verdade, não tinham nada a ver com você. E você é capaz de voltar, de mudar sua relação e se libertar de seu passado e perdoar a você mesmo.

Em seu livro chamado "Em Busca de Sentido", Viktor Frankl, psiquiatra alemão que passou cinco anos em um campo de concentração nazista, escreveu: "Tudo que você tem na vida pode ser tirado de você exceto a liberdade de escolher como você responderá as situações. Isso é o que determina a sua qualidade de vida, não se é rico ou pobre, famoso ou anônimo, saudável ou sofredor. O que determina sua qualidade de vida é como se relaciona com a essas realidades e que tipo de significado atribui a elas".

Talvez o objetivo principal do terceiro ato seja voltar e tentar mudar a relação com o passado. Acontece que somos capazes de proceder assim, isso se manifesta pelos caminhos neurais do cérebro. Veja, se você ao longo do tempo reagiu negativamente a eventos passados e a pessoas, caminhos neurais que são configurados por sinais químicos e elétricos são criados no cérebro. E com o tempo, esses caminhos neurais se estabelecem e se transformam em normas que nos causam estresse e ansiedade.

Se puderem voltar e alterar seus relacionamentos e eventos do passado, os caminhos neurais podem mudar. E se puder manter sentimentos mais positivos sobre o passado, isso se tornara um novo modelo.
"Não são as experiências que nos tornam sábios, e sim refletir sobre as que tivemos”. Somos os sujeitos de nossas próprias vidas. Mas muitos, se não a maioria de nós, quando alcançam a puberdade começam a se preocupar com ajustar-se e ser popular, tornando-se o sujeito e objeto da vida de outras pessoas.

Agora, no terceiro ato, talvez seja possível para nós percorrermos de volta o círculo de onde começamos. E se pudermos fazer isso, não será apenas para nós mesmos. Os mais velhos são o maior contingente demográfico no mundo. Se pudermos voltar e redefinir a nós mesmos, nos tornando completos, isso criará uma mudança cultural no mundo e será um exemplo às gerações mais jovens para que elas possam repensar sobre suas próprias expectativas de vida. 


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