segunda-feira, 14 de maio de 2012

O Açafrão e a Pimenta contra o Cancer, Parkinson, Alzheimer, Diabetes, hiv, artrite, psoríase etc...........



Na culinária indiana, o tempero vem se revelando uma excelente arma para proteger o cérebro

Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, resolveram checar se as já conhecidas propriedades da curcumina, um dos ingredientes do curry, seriam capazes de defender o sistema nervoso dos males causados pelo Parkinson. Eles observaram que a substância age diretamente sobre uma proteína que, quando está alterada, favorece a morte dos neurônios. Ao entrar em ação, ela diminuiu de 50% para 19% a proporção de células danificadas. “Esse pigmento é antioxidante e anti-inflamatório”, confirma o nutricionista Erick Prado de Oliveira, da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu, no interior de São Paulo. “Então, poderia prevenir doenças neurodegenerativas”, conclui.

Outros poderes do curry
Diversos trabalhos atribuem ao pó dourado a capacidade de defender as células do corpo. Nos últimos anos, descobriu-se que ele...

›› Reduz mutações celulares que provocam câncer
›› Evita inflamações no intestino
›› É inimigo das doenças que atacam a gengiva
›› Afasta a artrite


Voce encontra em qualquer mercado o açafrão da terra moído, (que deve ser usado no lugar do sal) juntar a pimenta do reino moída (uso a preta) ficará muito mais gostoso sem o incoveniente sal.

Para todas as enfermidades, o ideal é o uso de muita agua e sucos naturais, a dor de cabeça e pressão alta, na maioria das vezes é um indicativo que o sangue está espesso e precisa ser diluído e a agua é a principal matéria prima, muitos idosos ou quase todos morrem por desidratação, segundo matéria médica em um jornal, ingerindo pouca agua, podem causar bloqueamento do sangue, nas áreas periféricas do corpo, chegando até a infartos.

O Açafrão da Índia ou “Turmeric” ou “Cúrcuma” (Curcuma longa Linn.) é uma planta da família do gengibre (Zingiberaceae) sendo a raiz a parte mais utilizada na culinária e na medicina.
No Brasil, principalmente em Minas Gerais e Goiás, é conhecida como Açafrão da Terra, Açafroa ou Gengibre Amarelo.
De acordo com o Eng. Agrônomo Ademar Menezes Junior não podemos confundir o Açafrão da Índia com o “Açafrão Verdadeiro” utilizado nas “paellas” espanholas, que é dispendioso e corresponde aos estigmas dessecados da bela flor amarela ou vermelha da planta Crocus sativus.
É no rizoma da Curcuma longa que está o componente mais ativo da planta, a curcumina presente em 2 a 5% deste delicioso tempero.
A curcumina, isolada pela primeira vez por Vogel em 1842, é um pó insolúvel na água e no éter, mas solúvel no etanol e no DMSO. A sua estrutura foi descrita por Lampe e Milobedeska em 1910 e quimicamente é um diferoilmetano com a fórmula : C21H20O6 e peso molecular:368,4 .
A curcumina comercial encontrada nos mercados a preços bem acessíveis, contém três cucurminoides que lhe confere a cor amarelo alaranjada: curcumina (77%), demetoxicurcumina (17%) e bisdemetoxicurcumina (3%).
Ela é muito consumida na Índia, cerca de 100 mg/dia por habitante, como tempero. Estudos recentes mostram que podemos ingerir até 8 g/dia sem efeitos colaterais, entretanto a biodisponibilidade celular da curcumina é muito baixa , devido à rápida glucoronidação hepática e intestinal. O folclore nos ensinou que a adição de pimenta do reino (Piper nigra) aumenta em 2000% a biodisponibilidade do princípio ativo. Na Índia o povo adora açafrão e pimenta .
Nos Estados Unidos são muito comuns o câncer de mama, de colon, de próstata e de pulmão, o que não acontece na Índia, onde é alta a ingestão de cúrcuma.

Observou-se aumento da incidência de câncer de colon em imigrantes da Índia vivendo nos Estados Unidos, o que mostra o valor da dieta como fator quimiopreventivo (in Aggarwal-2003).
A medicina complementar baseada em evidências científicas e na observação cuidadosa pode e deve ser utilizada conjuntamente com a medicina convencional ou quando não se obtém desta os resultados esperados. O médico não pode simplesmente dizer que não há mais nada a fazer, sem antes tentar de um modo firme, sensato e rigoroso todas as armas da medicina complementar (Felippe -2006-2007). Um dos exemplos é o uso da Cúrcuma.
A cúrcuma tem sido utilizada na medicina Ayuverdica, medicina tradicional da Índia, por mais de 6000 anos nas seguintes situações: desordens biliares, anorexia, tosse, feridas em diabéticos, males hepáticos, reumatismo, sinusite, etc. .
Encontramos de 1966 a 2007, 1492 referências no Medline sobre a atividade biológica da curcumina. Recentemente a literatura médica mostrou que a Cúrcuma possui os seguintes efeitos:

Anticâncer
Aumenta o efeito da quimioterapia nas situações de resistência a múltiplas drogas
Antiaterosclerótico
Antinflamatório
Reduz o colesterol
Diminui a oxidação da LDL
Inibe a agregação das plaquetas
Diminui o tamanho da trombose no infarto do miocárdio
Diabetes tipo II: hipoglicemiante, diminui os níveis de hemoglobina glicosilada e diminui a microalbuminúria
Esclerose Múltipla: diminui as crises de exacerbação
Alzheimer: retarda o processo degenerativo
Fibrose cística: corrige alguns defeitos
Doenças inflamatórias dos olhos: uveíte anterior crônica, pseudotumor orbital idiopático
Diminui as dores na artrite reumatoide
Efeito nas doenças de pele: psoríase e dermatites
Efeito na esclerodermia
Estimula regeneração muscular
Melhora a regeneração das feridas
Cicatriza escaras
Protege o fígado e rins de lesões tóxicas
Aumenta a secreção biliar
Diminui a formação de cálculo biliar
Efeito nas doenças inflamatórias de intestino
Protege contra a formação de catarata
Protege o pulmão da fibrose
Inibe a replicação do HIV
Inibe a reprodução das leishmanias

 
Nas palavras de Bharat Aggarwal e Shishir Shishodia: “Vamos fazer uma viagem para nossas “RAIZES” antigas para explorar as “RAIZES” da Curcuma longa”

Efeitos da Curcumina no Câncer

A curcumina possui uma série de efeitos na prevenção e no tratamento do câncer. É o fitoquímico que inibe o maior número de vias de sinalização, transdução e transcrição que conhecemos e por esse motivo possui potente efeito no câncer como antiproliferativo, apoptótico , antiangiogênico e antimetastático.

Efeitos da Curcumina no Câncer “in vitro”

A curcumina suprime a proliferação de vários tipos de células tumorais in vitro: carcinoma de mama, carcinoma de colon, carcinoma de próstata, carcinoma basocelular, melanoma, leucemia mielógena aguda, leucemia de células T e linfoma de células B.
A curcumina interfere na proliferação celular maligna de várias maneiras: inibe os efeitos dos fatores de crescimento tumoral, inibe proteínas envolvidas no ciclo celular e inibe a ornitina decarboxilase (ODC).
A apoptose é um modo discreto das células morrerem sem fazer alarde, digo inflamação. Provocar apoptose em paciente com câncer grau IV não faz piorar o seu estado geral já tão comprometido.
A curcumina é capaz de induzir apoptose nas células malignas por mecanismos dependentes ou não dependentes da mitocôndria.
No mecanismo mitocondrial, o que acontece em grande número de células, a curcumina ativa seqüencialmente a caspase 8 , a diminuição do potencial transmembrana mitocondrial, a abertura dos poros de transição, a liberação de citocromo-c, a ativação da caspase -9, a ativação da caspase-3, a clivagem do PARP e finalmente a fragmentação do DNA e apoptose.
Nos mecanismos não mitocondriais a apoptose acontece por:
diminuir a produção de proteínas antiapoptóticas bcl-2 e bcl-x
induzir a proteína bax através da p53 provocando apoptose no câncer de mama, induzir a proteína p53 mediadora da apoptose no câncer de colon, aumentar a oxidação intracelular por aumento da geração de radicais livres com a diminuição do GSH intracelular. inibir PTK e PKC
Bharat Aggarwal, grande estudioso dos efeitos da curcumina no câncer, afirma que a curcumina inibe o crescimento tumoral e induz a apoptose de vários tipos de células malignas com mecanismos semelhantes à maioria dos agentes quimioterápicos (Aggarwal-2003), porém sem efeito prejudiciais sobre as células normais.
A seguir vamos enumerar os efeitos da curcumina nas diversas vias de sinalização que culminam na indução de apoptose, na diminuição da proliferação celular, na inibição da neoangiogênese e no efeito antimetastático.

Mecanismos de Ação da Curcumina nas Vias de Sinalização das Células Malignas

Inibe a Via Fator de Crescimento
inibe a atividade da proteína tirosina kinase (PTK) do receptor EGF
inibe a fosforilação da tirosina provocada pelo receptor EGF
inibe a atividade kinase intrínsica do receptor EGF
Inibe a Via MAPK – “mitogen –activated protein kinases”
inibe a via de sinalização c-Jun Nterminal kinase (JNK)
inibe a ativação da IL-1 sobre a MAP kinase
diminui a expressão do gene MMP
Suprime a transcrição do fator de transcrição “early growth response”-1 (Egr-1)
Diminui a expressão de receptores andrógenos e a sua transativação
Inibe a Via da Proteína Kinase – serina/treonina proteína kinases
inibe a proteína kinase C (PKC)
inibe a proteína kinase A (PKA)
inibe a fosforilase kinase (PhK)
inibe a autofosforilação-ativada pela proteína kinase (AK)
inibe a proteína kinase dependente do AMP-cíclico
Inibe a Via AP-1 (Ativador da Proteína-1)
inibe a expressão dos proto oncogenes c-fos , c-jun e c-myc induzidas por TPA (agente promotor de tumor)
inibe a expressão das proteínas c-Jun e c-Fos induzidas por raio ultravioleta e TPA
inibe a IL-1 e o TNF induzido pelo AP-1
inibe a ativação do AP-1 induzida por TPA
inibe a liberação do AP-1
inibe a IL-1 estimulada pelo AP-1
diminui a expressão do gene MMP


Inibe a Via NF-kappa B
suprime a ativação da transcrição do NF-kappa B no núcleo
inibe a IL-1, a IL-1alfa e o TNF induzido pelo NF-kappa B
inibe a ativação do NF-kappa B induzida pelo TPA (agente indutor de tumor)
inibe a ativação do NF-kappa B induzida por quimioterápicos
inibe a produção e a liberação de TNF
inibe a produção de citocinas inflamatórias pelos monócitos do sangue e macrófagos alveolares
regula a expressão de citocinas pró-inflamatórias
inibe a atividade da Ikappa B kinase , que é ativador do NF-kappa B
inibe a resposta angiogênica induzida pelo MMP-9 (matrix metaloprotease) e FGF-2 (fibroblast growth factor)
diminui a expressão do gene MMP
reduz a expressão do gene fator tissular endotelial
inibe a transcrição e a expressão da COX2
inibe a expressão da enzima oxido nítrico sintetase induzida (iNOS) e diminui a produção de ácido nítrico
induz a expressão do gene p21
Suprime a ciclin dependente de kinase (CDK), a ciclin D1, inibindo ciclo celular

Outros
inibe a atividade da fosfolipase D em mamíferos
inibe a Ca-ATPase do retículo sarcoplásmico
aumenta a velocidade de acúmulo intracelular de cálcio iônico
inibe a atividade e a expressão da LOX e COX
induz aumento da atividade da glutationa S-transferase (GST)
modula a atividade do citocromo P450
modula a P-glicoproteína e induz sensibilidade aos quimioterápicos
estimula a expressão das proteínas de estresse
inibe a proteína farnesil transferase (FPTase)
suprime moléculas de adesão, suprimindo metástases
suprime a formação de citocinas inflamatórias: TNF, IL-1,IL-12 e quimocinas
inibe a atividade da telomerase
Inibição da Inflamação pela Curcumina

A inflamação está implicada na carcinogênese e a curcumina é um potente agente antinflamatório.
Joe em 1997 mostrou que 10 micromoles de curcumina inibe em 82% a incorporação de ácido araquidonico na membrana citoplasmática de macrófagos do peritoneo do rato. Também inibe em 45% a incorporação de prostaglandina E2 e 61% de leucotriene B4 ao lado de aumentar em 40% a secreção de 6-ceto PGF1a.
A curcumina inibe a secreção de colagenase, elastase e hialuronidade, ao lado de inibir vários tipos de fosfolipases: fosfolipase D, fosfolipase A2 e fosfolipase C.
A curcumina inibe vários fatores inflamatórios como o NF-kappa B e AP-1 e também reduz a produção de citocinas pró inflamatórias como o TNF, IL1beta e IL-8.

A Curcumina Inibe a “farnesil protein transferase” – FPTase

As proteínas Ras devem ser isopreniladas para apresentarem atividade biológica: proliferação celular maligna.
O farnesil pirofosfato é um intermediário da via mevalonato e doa seu radical isoprenil ativando o oncogene ras. Chen em 1997 mostrou que a curcumina inibe a FPTase o que impede a farnelização da proteína Ras p21 e conseqüentemente impede o seu efeito proliferativo.

A Curcumina Inibe a Atividade da Telomerase

A ativação da telomerase é uma etapa crucial da proliferação celular e a curcumina é um potente inibidor da ativação da telomerase. A melatonina e a epigalatocatequina-3-galato também inibem a telomerase.
A atividade da telomerase nas células MCF-7 do câncer de mama humano é 7 vezes maior do que nas células mamárias correspondentes não malignas. A curcumina na concentração de somente 100 micromoles inibe em 93,5% a atividade da telomerase nestas células malignas (Ramachandran-2002). Esta inibição é devido à diminuição da expressão do hTERT (“human telomerase reverse transcriptase”), sem interferência do c-myc. É possível que a diminuição da expressão do hTERT seja mediada pela supressão do NF-kappaB provocada pela curcumina.

Efeitos da Curcumina no Câncer “in vivo”

I- Animais

A- Farmacocinética
Quando a curcumina é administrada na dose de 1 g/Kg em ratos , por via oral, cerca de 75% aparece nas fezes e praticamente nada é excretado pela urina (Wahlstrom-1978). Dosagens no sangue e bile mostram que a curcumina é rapidamente metabolizada. De fato, em suspensão de hepatócitos 90% da curcumina é metabolizada em apenas 30 minutos. Doses de 5 g/Kg não provocaram efeitos colaterais em ratos
Foi administrado em ratos por via oral, 400 mg de curcumina e verificou-se que cerca de 60% da droga era absorvida pelo intestino. Em 24 horas, 38% da dose administrada estava presente no ceco e intestino grosso.  A forma encontrada na urina foi conjugada com glucoronídeos ou sulfatos. Encontrou-se somente traços de curcumina na veia porta, fígado e rins e nada no sangue do coração em 15 minutos a 24 horas após a administração (Ravindranath-1980).
Outros autores mostraram que a absorção da curcumina variou de 60 a 66% independentemente da quantidade ingerida.
Todos estes estudos mostram que a curcumina é razoavelmente absorvida e rapidamente metabolizada e excretada.

B- Carcinogênese experimental

Vários estudos indicam que a curcumina é um potente agente quimiopreventivo, agindo tanto na iniciação , como na promoção de vários tipos de tumores: mama, cavidade oral, estômago, esôfago, intestino, colon, pulmão e figado (Lu-1993-1994 , Susan-1992 , Shalini-1990 , Li-2002 , Inano-1999-2000 - 2002 , Liao-2001 , Sindhwani-2001 , Ikezaki-2001 , Chuang- e Kuo-2000 , Chuang e Cheng – 2000 , Churchill-2000 , Chun-1999 , Kawamori-1999 , Huang-1994-1998 , Kim-1998 , Krishnaswamy-1998 , Limtrakul-1997 , Rao-1995 , Azuine-1994 , Tanaka – 1994 , Kuttan-1985 , Sharma-2001).
Busquets em 2001 mostrou que a administração de curcumina por 6 dias consecutivos em ratos com caquexia devido ao hepatoma de Yoshida apresentaram redução de 31% do tamanho do tumor hepático.
No câncer de próstata humano refratário à hormonioterapia e implantado no camundongo a curcumina reduziu marcantemente a proliferação celular e aumentou drasticamente a apoptose. Juntamente promoveu significante diminuição da neoangiogênese (Dorai-2001). Este trabalho mostra que a curcumina pode ser útil no tratamento do câncer de próstata humano no estado hormônio-refratário.
Nas metástases de pulmão de melanoma de camundongo a curcumina reduz significantemente o volume tumoral pulmonar, cerca de 90% de redução, e com aumento de 144% na sobrevida (Menon-1995). A explicação é que a curcumina inibe as metaloproteinases responsáveis pela degradação da substância amorfa intersticial o que dificulta a invasão tumoral.

II- Seres Humanos

A- Farmacocinética

Estudos em animais mostraram que a curcumina é rapidamente metabolizada no fígado e na parede intestinal o que provoca a baixa biodisponibilidade celular da substância.
Shoba em 1998, conhecedor do fato que os indianos apreciam no seu cardápio diário o uso como tempero da cúrcuma com muita pimenta resolveu estudar o efeito da piperine extraída da pimenta negra (Piper nigra L) ou da pimenta longa (Piper longum L) sobre a biodisponibilidade da curcumina. A piperina é a amida do ácido piperínico com o azinane (piperidina).
A piperina presente em 5% da Piper nigra e 6% da Piper longum aumenta a biodisponibilidade de várias drogas por inibição da glucoronidação no fígado e intestino delgado.
O grande pesquisador, Guido Shoba, revelou ao mundo algo de interesse prático e de suma importância.
Quando a curcumina é administrada sozinha a ratos, na dose de 2 g/kg a concentração sérica aumenta moderadamente em 4 horas de observação. A administração concomitante de 20 mg/Kg de piperine aumenta a concentração sérica e diminui a excreção renal no curto período de 1 a 2 horas o que faz aumentar a biodisponibilidade celular da curcumina em 154%.
Em humanos após a ingestão de 2g de curcumina sozinha (4 cápsulas de 500mg), os níveis séricos foram muito baixos ou até indetectáveis. A administração concomitante de 20 mg de piperine provocou grande aumento da concentração sérica da curcumina em 45 minutos a 1 hora após ingestão o que representa aumento de 2000% na biodisponibilidade celular da curcumina. Não houve efeitos colaterais.
A piperina na dose empregada em voluntários normais inibe a glucoronidação hepática e intestinal o que provoca o aumento da biodisponibilidade da curcumina nas células do organismo.
Devemos nos lembrar que as drogas metabolizadas por glucoronidação também vão experimentar aumento da biodisponibilidade, como o propranolol e a teofilina (Bano-1991).
Pelo fato da biodisponibilidade da curcumina ser baixa estudou-se os efeitos dos seus principais metabólitos , o hexahidrocurcumina ,o hexahidrocurcuminol e o sulfato de curcumina e constatou-se que eles também possuem efeitos semelhantes à cucurmina , embora menos pronunciados.

Estudos Clínicos

B1- Fase Clínica I
Sharma em 2001, investigou a farmacocinética da curcumina na dose escalonada entre 440 e 2200 mg/Kg de extratos de Cúrcuma correspondendo a 36 a 180 mg de curcumina em 15 pacientes com câncer colo-retal avançado e refratário ao tratamento convencional. Em 4 meses de tratamento o uso oral da Cúrcuma foi bem tolerado e não houve toxicidade na dosagem máxima. O número de leucócitos permaneceu estável. A curcumina ou seus metabólitos não foram detectados no sangue ou na urina. As imagens revelaram estabilização da doença em 5 pacientes no período de 2 a 4 meses de tratamento.
O trabalho foi feito em 2001, e o autor perdeu a oportunidade de mostrar o real valor da curcumina, pois não aumentou a sua biodisponibilidade com a Piper nigra . Paciência , estamos na Fase I.

B2- Fase Clínica II
Cheng em 2001, em pacientes com câncer de alto risco observou que a curcumina na dose de 8 g/dia durante 3 meses foi bem tolerada pelos 25 pacientes incluídos no estudo. Além de 8g ao dia o volume administrado não foi tolerado pela maioria dos pacientes. A concentração sérica atingiu o pico máximo em 1 a 2 horas e gradualmente caiu nas próximas 12 horas. O pico sérico após ingerir 4g , 6g e 8g de curcumina foi respectivamente: 0.51 +/-0.11 micromol ; 0.63 +/-0.06 micromol e saltou para 1,77 +/-1.87 micromol.
Notar que o autor não usou piperina.
Paciência , estamos na Fase II. Será que vai haver Fase III ? Creio que não, pois trata-se de droga não patenteável.
A curcumina têm mostrado atividade quimiopreventiva em vários modelos carcinogênicos, nos quais ela inibe a COX2 a nível de transcrição. A COX2 está implicada em vários tipos de cânceres humanos.
Plummer em 2001, em 15 pacientes com câncer colo retal avançado observou que a ingestão do extrato de Cúrcuma provocou inibição da formação do PGE2 de uma forma dose-dependente, entretanto sem diferença significante comparado com o valor pré tratamento.
Notar que o autor não utilizou piperina.
Acabou a paciência.

Conclusão

Apesar de Guido Shoba ter mostrado que a biodisponibilidade da curcumina pode ser aumentada em até 2000% , não se encontra na literatura trabalhos que utilizam a piperine no tratamento do câncer ou de doenças inflamatórias. Existem sim, inúmeras tentativas de modificações da molécula da curcumina no intuito de se conseguir a patente do produto.
Não importa se o fitoquímico possui alta atividade nas diversas vias de sinalização das células malignas, não importa se ele possui alto potencial no tratamento do câncer humano, não importa se ele é desprovido dos efeitos colaterais dos antinflamatórios não hormonais, o que importa é que ele não pode ser patenteado e portanto não apresenta nenhum interesse.
Não importa o câncer, não importa a dor, não importa a humanidade, o que importa são os lucros. E o quê fazer com tanto dinheiro?

A maioria dos trabalhos científicos publicados no Planeta são encomendados pelas grandes indústrias farmacêuticas. Podemos realmente acreditar nos seus resultados?
JFJ
 
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FELIPPE JJ . Glicose-6-fosfatodehidrogenase (G6PD) e câncer : a inibição da enzima diminui drasticamente a proliferação celular maligna, aumenta a apoptose e suprime os efeitos de fatores de crescimento tumoral. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer . Tema do mês de Dezembro-2006.
FELIPPE JJ . Alcaçuz (Glycyrrhiza glabra) e câncer : inibição da proliferação celular maligna com aumento drástico da apoptose . Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer . Tema do mês de janeiro de 2007.
FELIPPE JJ . Tratamento nutricional e endócrino do câncer: benefícios da integração do médico clínico com o oncologista. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer . Tema do mês de fevereiro de 2007.
FELIPPE JJ . Proposta de dieta inteligente para o tratamento coadjuvante do câncer Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer . Tema do mês de março de 2007.
FELIPPE JJ . Câncer : Tratamento com Radio Freqüência e Oxidação Sistêmica. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar. www.medicinacomplementar.com.br. Tema do mês de maio de 2007.
FELIPPE JJ . Dicloroacetato e Câncer: Aumenta a Apoptose e Diminui a Proliferação Celular Maligna . Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema do mês de maio de 2007.
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Cuide bem de você...




terça-feira, 8 de maio de 2012

Erva-mate pode prevenir Parkinson, diz estudo...



Fabrício Escandiuzzi
Direto de Florianópolis
Santa Catarina

Uma boa notícia para os adeptos do chimarrão. Um estudo realizado por pesquisadores da Unesc (Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina), localizada em Criciúma, mostra que a utilização da erva-mate pode funcionar na prevenção e tratamento do mal de Parkinson.

A pesquisa foi coordenada pela doutora Luciane Costa Campos, do PPGCA (Programa de Pós-graduação em Ciências Ambientais) e os primeiros testes foram realizados em camundongos. Chamado "O efeito da administração aguda do extrato de Ilex paraguariensis St. Hilaire (Aqüifoliacea) em modelos animais da doença de Parkinson", o trabalho já foi aceito numa das mais importantes publicações científicas na área de fitoterapia, a revista inglesa Phytotherapy Research.

"É um estudo ainda premilinar, mas comprova que a erva-mate pode ser utilizada na prevenção e como coadjuvante no tratamento do Parkinson", afirma Luciane, explicando que para os testes em animais sua equipe extraiu o extrato da erva. "Usamos a folha e retiramos os princípios ativos do mate".

A planta é largamente cultivada na América do Sul, apresentando várias propriedades medicinais. Segundo a pesquisadora, foi examinada a atividade antiparkinsoniana do extrato hidroalcoólico da erva-mate a partir da indução de lesão cerebral em camundongos por MPTP, a toxina neural que reproduz os sintomas motores do Parkinson.

O resultado foi animador, pois as cobaias reagiram e apresentaram atividade antiparkinsoniana e antioxidante, com características diferentes em relação aos medicamentos convencionalmente usados no tratamento da doença.

Luciane, que coordena uma equipe de 15 pessoas entre doutores, professores e mestrandos em Criciúma, a doença de Parkinson é bastante comum entre a população idosa. "Os tratamentos existentes apenas aliviam os sintomas induzindo ainda vários efeitos adversos, o que reduz a qualidade de vida dos pacientes", informa.

A pesquisadora ressalta que a população do sul do Brasil, além do Uruguai, Argentina e Paraguai faz uso diário desta espécie no tradicional chimarrão. "A erva-mate poderá ganhar um papel importante na prevenção da doença de Parkinson e até mesmo como um tratamento complementar para esta condição", destaca.

A pesquisa é comemorada por fãs de chimarrão. O corretor de imóveis Leonardo José Ferraz, 54 anos, natural de Cruz Alta (RS) e radicado desde 1986 em Florianópolis, garante estar livre da doença. "Não vivo sem meu chimarrão e chego a tomar umas seis garrafas térmicas ao dia", diz. "Acho que estou imune ao mal de Parkinson". (grifo nosso)

Mas a pesquisadora alerta que apesar de comprovados os efeitos da erva nos camundongos, alguns testes e novos estudos devem ser realizados. "É algo preliminar no qual iremos nos aprofundar", acrescenta Luciane.
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Não deixem de ler sobre estudos mais antigos na área vibracional, que trata das causas e não os efeitos, pesquisada por Gurudas sobre a Erva-Mate: Distúrbios neurológicos; doenças mentais, Mal de Alzheimer Epil... já tratava mais a fundo desses distúrbios.


Cuide bem de você... www.cuidebemdevoce.com

Por que cuidar bem de você?

“Nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia. Tudo passa, tudo sempre passará. A vida vem em ondas como mar a, a, a, no vai vem do infinito... Não adianta fugir, nem fingir pra si mesmo, agora há tanta vida lá fora, aqui dentro,mesmo, como uma onda no mar...” (Lulú Santos)

Nada mesmo, e felizmente através da assunção de  escolhas, ou seja, auto responsabilidade, o inevitável é ficar, verdadeiramente de fato melhor! 
Quando cuidamos bem de nós mesmos, não apenas damos a mais sagrada das prioridades e estendemos o auto amor àqueles que amamos, de maneira harmoniosa e equilibrada, sem emocionalismos, frutos de nossos desajustes internos.  Pois, sem dúvida alguma, “...cura total vem essencialmente de dentro de nós, da própria alma que por meio da bondade do Criador, erradia harmonia do começo ao fim da personalidade, quando se permite que assim seja.” Dr. Edward Bach

Cuide bem de você!
Lena Rodriguez

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Alzheimer e Florais de Bach

I - O ser fragmentado: a falha – doença

“Nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia. Tudo passa, tudo sempre passará. A vida vem em ondas como mar a, a, a, no vai vem do infinito... Não adianta fugir, nem fingir pra si mesmo, agora há tanta vida lá fora, aqui dentro,mesmo, como uma onda no mar...” (Lulú Santos)

a)   A doença
Mal de Alzheimer

A doença de Alzheimer (D.A.) tem causas ainda desconhecidas. É definida como a presença de uma demência com déficits em mais de duas áreas cognitivas, como por exemplo, na memória e linguagem; com piora progressiva, iniciando-se entre 40 e 90 anos. É uma doença degenerativa e progressiva. No Alzheimer existe morte de neurônios (células do sistema nervoso) que se inicia numa região do cérebro ligada a memória. A morte celular vai se espalhando a outras regiões cerebrais à medida que a doença progride, determinando outros sintomas de dificuldades intelectuais e de comportamento.

FASES DA DOENÇA:

• Leve: dificuldade de nomear pessoas e objetos, ou encontrar palavra certa para o contexto do discurso, tendência a repetir idéias, perda de iniciativa e motivação.
• Moderado: não consegue tomar decisões, não consegue compreender o que lhe é dito, pode perde-se em lugares conhecidos, confuso quanto orientação temporal. Aparecimento de alucinações.
• Grave: comunicação muito comprometida, não reconhece rostos e nem objetos, não se alimenta sozinho.

O DIAGNÓSTICO:

Quando existem problemas de demência, após eliminar a possibilidade de outras doenças que causam os mesmos sintomas, incluindo problemas de tireóide, derrame e depressão, podemos suspeitar da doença de Alzheimer. A avaliação da doença normalmente inclui testes de memória, exames de sangue e imagens do cérebro (tomografia, ressonância magnética), etc.

SINTOMAS:

O paciente de Alzheimer confunde facilmente a realidade e, para ele, não é claro a diferença entre o presente do passado, assim como não é claro a diferença entre esse ou aquele filho ou parente. Também a personalidade da pessoa pode sofrer mudanças. As mudanças mais comuns são a depressão, a regressão, apatia, irritabilidade, desconfiança e impaciência. Também podem ocorrer alucinações (ver coisas que não existem) e ilusões (crenças irracionais), mais freqüentemente no inicio da noite.

TRATAMENTO:

São usados remédios como: Tacrina, Rivastigmina, associado a Fluoxetina (anti-depressivo), mas levam a perda de peso anorexia. Paroxetina, Reboxetina, Mirtazapina (estimulantes, além de anti - depressivos).

ASPECTOS PSICOSSOCIAIS:

O equilíbrio do idoso depende basicamente de uma capacidade de adaptação à sua existência presente e passado e das condições da realidade que as cercam. As características trazidas pelos indivíduos à vida (sua constituição) se tornarão mais exuberante com o envelhecimento e se o individuo viveu desadaptadamente durante fases mais prematuras de sua existência, certamente envelhecerá mais desadaptadamente ainda. As pulsões e paixões reprimidas ao longo da vida não encontram mais na velhice energia suficiente para mantê-las em repressão e eclode na consciência um triste e amargo culto ao passado, com suas frustrações, seus pecados, suas angustia e seus rancores.

b) Suposições da causa do Alzheimer
Viemos de um paradigma cartesiano onde a realidade é dividida em partes (ex: o cardiologista vê apenas o coração) e que pelo efeito, descobrimos a causa. Podemos afirmar, porém, que isso não é verdade, pois muitos efeitos não nos remetem a mesma causa (ex: podemos ter dor de barriga por diferentes causas). Acostumados a essa divisão contínua onde tudo é sempre do mesmo jeito, numa visão linear, fragmentamos o tempo em físico, biológico, psicológico, subjetivo, cultural, mas esquecemos que essas subdivisões são apenas diferentes conceitos de um mesmo tempo; fragmentamos o homem em criança, adolescente, jovem, adulto e ancião, mas esquecemos que são apenas estágios da vida de um mesmo homem; fragmentamos a pessoa nos diversos papéis que ela desempenha na família, na sociedade, na empresa e esquecemos que é a mesma pessoa que apenas desempenha papéis diferentes em ambientes diferentes.

A experiência humana não é linear, mas circular, porque ninguém é indiferente à realidade ao seu redor. A vida nos apresenta opostos que necessariamente necessitam se integrar: o material e o espiritual, o dia e a noite, o corpo e a mente, a vida e a morte, as alegrias e tristezas, a presença e a ausência, as vitórias e as derrotas. Todos esses opostos, integram o todo da pessoa humana, mas por diversas circunstâncias, muitas vezes trilhamos um caminho linear e acabamos caindo na falha e a doença se instaura porque negamos:

a) a alteridade: não aceitamos o diferente de nós que nos completa, o outro diferente de nós que se achega, um fato que discordamos, um serviço que nos é imposto, uma separação, uma crítica;
b) a temporalidade: não vivemos bem o presente, porque não integramos o passado e nos preocupamos com o futuro;
c) os estágios: tudo cresce não de uma vez, mas por estágios e etapas. Podemos nos fixar neste momento que nos é tão bom que quando somos convidados a ir para frente, assumir novos horizontes, temos medo do novo que não conhecemos e nos estabilizamos, ou pela previsão das dificuldades que vamos encontrar, tememos o fracasso e a solidão.
Neste momento, já com a doença instaurada é possível supor algumas virtudes que nos faltem:

• O diálogo: capacidade de nos ouvir;
• A humildade: dificuldade de encarar a nossa própria verdade;
• A indulgência: nos falta a capacidade de ter um comportamento gentil, sem severidades;
• A generosidade: mantemos um coração fechado para as pessoas;
• O amor: temos tolerância zero.

Quando nos encontramos neste momento de nossas vidas, estamos doentes, mas não percebemos e nem assumimos isto. Podemos até assumir que sentimos um certo desconforto, um cansaço, uma irritabilidade; mas já não estamos mais com uma qualidade de vida otimal. Tudo nos custa, nos é difícil, nos irrita. Aquilo que antes nos dá prazer, agora nos é indiferente. Comumente, se procurarmos um médico, ele nos dirá que estamos estressados ou então depressivos, nos darão um relaxante muscular ou um tranqüilizante leve e convencidos disso, começaremos a tratar os sintomas do nosso desconforto, sem procurar a verdadeira causa e quando muitas vezes nos desapertamos para a realidade (se é que despertamos) ou aqueles que convivem conosco se despertam, alguns sinais mais agravantes são logo detectados.

c) Contribuição científica: Mente e doença

Renato M.E. Sabbatini é doutor em neurofisiologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto. Realizou pesquisas como cientista convidado e para o seu pós-doutorado no Instituto Max Planck de Neurobiologia em Munique, Alemanha. Atualmente é coordenador de Informática Médica e professor adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP.

Mente e doença

“Estados psíquicos adversos, como estresse, depressão, ansiedade, raiva, favorecem o desenvolvimento de doenças orgânicas. Um pesquisador norte-americano, Walter Cannon, ao estudar os fenômenos fisiológicos que acompanham as emoções em seres humanos e animais, observou que ao enfrentar uma situação de perigo o nosso organismo passa por uma profunda alteração interna. No caso de uma situação crônica de distúrbio emocional ou psicológico, essa reação se perpetua, causando numerosas disfunções e até danos orgânicos permanentes. O médico canadense Hans Selye batizou essa reação de ESTRESSE. Ele descobriu que existe uma enorme ativação do eixo hipófise-adrenal. Estas glândulas secretam hormônios, importantes, que controlam muitas de nossas funções metabólicas e psicológicas internas que vão desde o ciclo menstrual e a produção de espermatozóides, até a reação à inflamação e a agentes bacterianos externos. O estado de saúde dos tecidos, do sistema neurológico é profundamente alterado por alguns desses hormônios, como os corticoesteróides. As emoções negativas e o estresse crônico têm a capacidade de afetar nossa resistência às doenças e que pessoas sujeitas a eles podem ficar doente, surgindo as enfermidades psicossomáticas.

Não se conhecem exatamente quais são os mecanismos envolvidos na alteração patológica do sistema imune pelo cérebro, mas já se tem alguma idéia. Uma parte do nosso cérebro estreitamente ligado ao comportamento emocional, que se chama hipotálamo, secreta vários hormônios liberadores que atuam sobre a hipófise, ativando-a ou inibindo-a. Esta por sua fez, faz o mesmo com diversas glândulas alvo. Também existem fortes evidencia de que o mecanismo genético das células é alterado pela secreção aumentada do cortisol. A função dos genes é alterada, podendo levar à morte dos neurônios, se eles forem estimulados em excesso (excitotoxicidade).

Tudo isso nos mostra que existe uma relação estreita entre a mente e a doença. O corolário é que quanto mais saudáveis formos do ponto de vista emocional e psíquico, melhor será nossa saúde orgânica. A competição, o autoritarismo no emprego, a agressividade entre as pessoas, o medo ser assaltado ou assassinado ou de perder o emprego está afetando enormemente a saúde das pessoas. A relação mente-corpo também explica muitos efeitos terapêuticos da mediana convencional e o aparente sucesso das medicinas alternativas.

Se a pessoa acredita que vai se curar por alguma coisa, como Florais de Bach, ela realmente pode-se auto-curar, através da modulação do sistema imunológico pela mente.”

d) Contribuição de Maria Duques, Terapeuta Floral e escritora ( + Nov/2001)

“Um novo modelo de saúde está surgindo como resultado de uma busca humana que tem levado de volta ao conhecimento antigo, agora apoiado ou justificado pelos novos conceitos da física quântica e einsteineana. Esse novo modelo considera o ser humano em todos os níveis, inclusive o mais esquecido no nosso mundo cientificista: o espiritual. Além disso, esse novo modelo exige que o paciente assuma responsabilidade pela sua cura, que compreenda que as pressões, estados emocionais e estresses do passado o conduziram à doença. Em conseqüência, mudanças no estilo de vida e das atitudes são exigidas como necessárias à cura.

O princípio básico dos Florais é a fixação da essência da vida, da energia vital das flores, num veículo – a água. Aparentemente simples, o processo da Terapia Floral lida com aspectos mais sutis da energética humana. A trajetória do Floral passa pelas seguintes fases:

• A assimilação é feita no sistema circulatório;
• A essência fica entre os sistemas circulatório e nervoso e se geram correntes eletromagnéticas entre eles;
• A essência se move para os meridianos e daí para os corpos sutis e para o nível celular, no corpo físico. De acordo com a sabedoria antiga, a força vital trabalha através do sangue e a consciência atua através do cérebro e dos nervos.

Tanto o sistema nervoso como circulatório tem propriedades semelhantes à do quartzo e no sistema nervoso situam correntes eletromagnéticas que são usadas pela alma para estimular o corpo. A sabedoria antiga também ensina que os portais de entrada da força vital no corpo são: o corpo etérico e o fluído etérico, os chakras e a pele. É, portanto, por esses portais que a vitalidade das plantas passa e trabalha no sentido de harmonizar e equilibrar o ser humano. Os Florais focam mais intensamente os estados emocionais e mentais, mas é obvio que quando atuam nos padrões emocionais e mentais, há cura no físico e crescimento espiritual.

O Dr. Bach foi o descobridor dos florais. Outros seguiram sua trilha e estudos de plantas são desenvolvidos no mundo inteiro. Desconhecidas por muitos, ridicularizadas por alguns, as essências florais ganham, silenciosamente terreno. Estão sendo mais e mais utilizadas no mundo com resultados surpreendentes. Representam aquilo que é a arma da mais silenciosa revolução que acontece: a revolução nos processos de cura e a instalação de um novo modelo de saúde onde a pessoa é considerada em sua totalidade. Um modelo que permite que, de modo suave, a consciência se amplie e se faça enfim, a religação com o Espírito que nos criou e sustenta a todos e que seja possível à manifestação de saúde, bem –estar e harmonia.”

II - A integração: Virtudes - saúde

“Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer. Devia ter arriscado mais, até errado mais, ter feito o que eu queria fazer. Queria ter aceitado as pessoas como elas são. Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração. Devia ter complicado menos, trabalhado menos, ter visto o sol se pôr. Devia ter me importado menos, com problemas pequenos, ter morrido de amor. Queria ter aceitado a vida como ela é. A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier”. (Titãs)

A frase “envelhece-se como se vive”, nos coloca diante de uma realidade inquestionável: ninguém deixa de ser o que era ou passa a ser o que nunca foi. Aqui vários questionamentos me surgem: por que o Alzheimer se manifesta numa idade mais avançada? Por que é uma doença onde se destrói os neurônios? É para esquecer o quê? Para se redimir do quê? Qual será o motivo de seu alarmante crescimento?

Enquanto jovens, adultos jovens, somos capazes de mascarar a nossa fragmentação interna ainda que uma vez ou outra há quem perceba que estamos mais rígidos do que o normal, menos risonhos, mais isolados... Mantemos as aparências seja pelo papel que desempenhamos, seja pela função que tenhamos na família, na sociedade, no trabalho, mas com o passar dos anos, não suportamos tamanha desestruturação e nos fixamos no estágio, no tempo, revivendo a memória de nossas fragmentações. Não podemos ver o Alzheimer de forma linear (causa e efeito), porque a experiência no trato dia-a-dia com portadores de Alzheimer, nos revelam que a evolução da demência em cada paciente é singular, muitas vezes contradizendo até mesmo o que a literatura revela sobre o assunto. Mas podemos apontar algumas considerações observadas:

• Na evolução do Alzheimer, a falha se torna bastante acentuada;
• A mudança de humor, a dificuldade diante do novo, as crises de depressão são cada vez mais presentes;
• Urge a necessidade de rotina;
• O ambiente sadio, com pessoas que gostem do que fazem, que demonstrem amor e carinho para com o paciente, um clima acolhedor, que transmita segurança e aconchego, é de suma importância para que aja melhoria do quadro de Alzheimer;
• A agressividade de alguns fica a flor da pele;
• Quanto mais a família se faz presente com demonstrações de carinho e incentivo, maior probabilidade de pequenos ganhos de melhora ou retardo do quadro da evolução;
• A falta de estímulo aumenta a passividade.
• Alguns pacientes não se abatem fisicamente, não apresentam perda da polidez e nem da mansidão, e são capazes de se passarem por pessoas lúcidas e sadias.

Diante desse quadro, nos arriscamos supor que a provável causa do Mal de Alzheimer está alicerçada no orgulho, na instabilidade, na ambição, no ódio, no medo, na inveja e na passividade que a pessoa vivenciou no seu interior ao longo da trajetória de sua existência. Na conjuntura atual, o tratamento dado ao portador de Alzheimer, percebe os pacientes como verdadeiras cobaias humanas. Como não se sabe a causa e não se supõe a cura, trata-se a conseqüência e não a pessoa. É comum ver as pessoas impregnadas com a medicação que por um lado ajudam a conter a irritabilidade, a agressividade, o delírio, mas impedem que a pessoa esteja alerta à realidade ao seu redor; ajudam a retardar a perda da lucidez, mas acelera a perda de peso, provoca diarréias ou prisão de ventre.

Não haverá possibilidade de cura, se não se levar em consideração o todo da pessoa, porque o físico sofre, mas o espírito também. Como afirmar que a demência impede a pessoa de sentir a presença de um filho que há muito tempo não via e reconhecê-lo, mesmo quando não sabe nem mesmo onde é o banheiro? Como explicar a sensibilidade que se percebe no dia das Mães, do Natal, mesmo quando a pessoa não fala ou não anda? Se houvesse a possibilidade de experiências do uso dos Florais de Bach para ajudar a resgatar a força vital dentro dessas pessoas, o corpo não reagiria de forma diferente? Como gerar alívio do sofrimento apenas através de drogas se há uma cisão interna na pessoa? Como dizia Dr. Edward Bach: cura total vem essencialmente de dentro de nós, da própria alma que por meio da bondade do Criador, erradia harmonia do começo ao fim da personalidade, quando se permite que assim seja.

Não podemos afirmar a cura, mas a prevenção da demência, resgatando a virtude necessária bem antes que a doença se instaure, bem como evitar que haja uma evolução da fase leve para a grave. A partir da realidade observada, sugerimos algumas flores que auxiliem nesse estágio de prevenção, mas um questionamento permanece: como ajudar os pacientes dos casos mais severos de Alzheimer? O trabalho diário com estes pacientes nos aponta para um caminho eficaz: a espiritualidade.O que nos falta é o que a ciência pede: “provas concretas”.
Para trabalhar as falhas já apontadas, sugerimos:

1-Beech - Tolerância: Para as pessoas críticas, intolerantes e arrogantes. Julgam e acusam os outros, mas não tem capacidade de se colocarem na posição da outra pessoa. Irritam-se com os hábitos, gestos e manias dos outros. Possuem tensão no maxilar, costumam apertar ou ranger os dentes. Frases freqüentes: O que há de errado com vocês? Não suporto gente que fala sem pensar? Se posso fazer isso, não entendo porque os outros também não podem? Dizem que eu só vejo o lado mau das coisas, as fraquezas dos outros, no entanto sei que tenho razão. O floral traz tolerância, aceitação das diferenças nos outros e desejo de ajudar.

2-Chestnut Bud – Aprendizado: Para aqueles que repetem sempre os mesmos erros por não aprenderem com a experiência. Para problemas de aprendizagem. Para auxiliar na memória. São pessoas pouco observadoras, pouco reflexivas e superficiais.Frases freqüentes: Sei que não agi bem, mas faria tudo outra vez. Eu já devia saber! O floral traz paciência, calma e capacidade de aprender e utilizar as experiências passadas.

3-Cherry Plum – Autocontrole: É a essência para o medo de perder o controle.Medo de enlouquecer, de fazer coisas terríveis. Medo muito grande de insanidade mental. Frases freqüentes: Quando me zango, salve-se quem puder! Sinto como se eu fosse uma tampa de panela de pressão. O floral traz consigo coragem, calma, tranqüilidade, torna a pessoa capaz de manter a sanidade, apesar das torturas físicas ou mentais.

4-Chicory – Desapego: Personalidades egoístas, possessivas, controladoras e ciumentas. Controlam o parceiro, amam de forma possessiva e egocêntrica. São exigentes e apegados a idéias, sentimentos, objetos e pessoas. Frases freqüentes: Você é o que é graças a mim, Um dia você irá perceber o quanto eu fiz por você. Sempre dou um jeito de conseguir o que quero. O floral traz altruísmo, amor incondicional e reconhecimento do direito dos outros à independência.

5-Holly – Amor: Esse floral é para o caso de inveja, desconfiança, ira, ódio e ciúmes em relação a outras pessoas. Pessoas de tipo Holly podem sentir tanta raiva que chegam a se descontrolar, mas há também aqueles que ficam com todo esse ódio contido, possuindo então uma enorme tensão reprimida. Frases freqüentes: Você me paga por isso! Dizem que eu não tenho coração. Não sei por quê, mas estou sentindo que me isolam quando estou em grupo. O floral Holly é um verdadeiro antídoto para o ódio. Traz relaxamento, compreensão, generosidade, tolerância, amor e perdão.

6-Honeysuckle – Compreensão: Este é o floral para as pessoas que vivem no passado, saudosas, cheias de lembranças, que tem dificuldade de aceitar o presente, chegando a perder o interesse pelas circunstâncias atuais. Frases freqüentes: Aqueles é que eram bons tempos. Na minha época era diferente. Estou vivendo numa casa maravilhosa e minha família é linda, mas não consigo me desligar da casa dos meus pais e daquela época em que eu vivia com eles, isso atrapalha a minha felicidade. O floral traz aceitação e compreensão do passado, perseverança e contentamento.

7-Red Chestnut – Solicitude: Pessoas com preocupações exageradas em relação a seus entes queridos. Essas pessoas temem o pior e vivem num estado de ansiedade em relação aos que amam. Costumam ser superprotetoras e cheias de medos, atrapalhando a vida de seus familiares. Frases freqüentes: Tenho tanto medo por eles. Sempre que meu filho sai a noite, eu fico morrendo de medo, achando que vai acontecer alguma coisa com ele. O floral traz consigo confiança nos outros, calma em qualquer emergência e capacidade para cuidar dos outros sem ansiedade e enviar pensamentos de coragem e proteção para os mesmos.

8-Rock Water – Flexibilidade: Pessoas rígidas, de idéias inflexíveis, fixas e radicais. Possuem conceitos morais extremamente perfeccionistas. Buscam ser exemplo para os outros. Devido a sua rígida disciplina interior, deixam de curtir e desfrutar os prazeres da vida. Se auto-sacrificam, se reprimem, se martirizam e não permitem que nada interfira em seus objetivos. Sua rigidez se apresenta no nível muscular como nas juntas e articulações, refletindo sua rigidez mental. Frases freqüentes: Dizem que sou muito duro comigo mesmo. Não vou a festas porque não posso dormir fora do meu horário habitual. O floral traz relaxamento, idealismo com flexibilidade, vontade e capacidade de desfrutar a vida em cooperação com os outros.

9-Scleranthus – Decisão: Pessoas que não conseguem decidir. São hesitantes, sofrem muito quando têm que decidir entre duas coisas. Até o estado de humor é instável, estão superalegres e de repente se tornam tristes, podem estar muito dispostas e caírem na apatia, do riso vão para as lágrimas, o que mostra um desequilíbrio. Frases freqüentes: Ó dúvida cruel! Não consigo me decidir. Até um minuto atrás eu queria ir nesta festa, mas pensando bem, acho que não quero mais.O floral traz determinação, segurança para tomar decisões, espontaneidade e atitudes equilibradas.

Concluímos, expressando o que Dr. Edward Bach nos legou: os FLORAIS com o objetivo de trazer:

• Compreensão para as pessoas que tem medo,
• Satisfação consigo mesmas para as que sentem solidão,
• Sensibilidade estável para os que estão susceptíveis a influência e idéias alheias,
• Fé e esperança para os que têm desânimo ou desespero,
• Autoconfiança para as pessoas com indecisão,
• Vitalidade e consciência clara para as pessoas que possuem falta de interesse nas circunstâncias atuais,
• Consideração com os outros para os que possuem excessivas preocupações com o bem-estar dos demais.

IV – A Casa de Repouso Divina Providência: Tratamento de portadores de Mal de Alzheimer e demais Síndromes Demencias

Fonte


As Essências Florais atuam complementando a medicina tradicional e todo e qualquer tratamento no corpo físico, pois atende aos aspectos da consciência, em seu desequilíbrio energético, causadores das doenças. O ideal é o indivíduo recorrer a um Terapeuta ou Profissional qualificado, já que o auto diagnóstico não é o mais indicado na maioria dos casos.

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