quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A "bruxa" do Colorado


por Carlos Morandi




Ela tinha em seus registros 30 mil casos de cura. E este foi o motivo que a fez morrer na prisão aos 71 anos de idade. 


Dra. Ruth, o tempo foi passando, e os séculos antigos começaram a mostrar aos séculos 20 e 21, o que eles guardavam em suas memórias. Com a mesma humildade de seus sábios, aqueles que quiseram beber do seu conhecimento.
Os séculos antigos aguardam novos alunos! E se novos aprendizes não vão até eles, eles se apresentam entre nós através de arqueólogos, místicos, cientistas, pesquisadores... A senhora, Dra. Ruth, sabe como isso funciona!
Assim aconteceu com a ciência que hoje tem o nome de Radiônica. Os antigos egípcios conheciam seus fundamentos e aplicações. Os romanos e gregos usaram seus princípios com objetivos terapêuticos. Depois, somente no século 15 alguns poucos se entregaram ao estudo da “técnica” da Cura à Distância. Creio que lembrar agora de Paracelso causa-lhe agradável contentamento!
Bem sabemos Dra. Ruth, que de Paracelso até o início do século 20 há um grande vazio de registros sobre o estudo e a aplicação da Radiônica. É lamentável. Contudo, a vinda do Dr. Albert Abrams – que lhe é tão saudoso – mudou todo o panorama de esquecimento a que esta arte-ciência foi relegada.
Sei que esta carta vai ser lida por muitas pessoas. Portanto, peço a sua permissão, Dra. Ruth, para lembrar aqui alguns dados sobre o Dr. Abrams, com a intenção de que essas pessoas o avaliem melhor, caso ainda não o conheçam:
Albert Abrams formou-se em Medicina em Berlim, estudou em Paris e Londres, e fez seu doutorado em Patologia na Universidade de Stanford, Estados Unidos. Seu gênio de pioneiro o fez interessar-se pela Radiônica, e logo estava diagnosticando e tratando enfermidades que em sua época eram incuráveis.
Em 1922, usou uma amostra de sangue de um paciente que se encontrava distante e obteve sucesso no seu diagnóstico. Ele narrou esse fato na revista “Physical Medicine Magazin”. Por esse motivo e por outros tantos mais chamou a si toda espécie de resistência ao seu trabalho, à sua integridade como ser humano, à sua competência como cientista pesquisador.
A senhora, Dra. Ruth, viu bem de perto o sentimento de humanismo que o saudoso Dr. Abrams possuía. A senhora sabe como poucas pessoas que ele não via fama e riqueza em seus próprios horizontes. Afinal, a senhora foi aluna dele!
Bem lembra à senhora que o Dr. Abrams chegou à conclusão de que o corpo humano era uma “caixa de ressonância”; e que as vibrações emitidas pelos órgãos do corpo tinham, cada uma delas, sua própria medida. A sífilis, por exemplo, tinha a equivalência de 55 Ohms; o câncer, 50 Ohms e assim por diante.
E ele descobriu que as doenças e os próprios agentes patogênicos poderiam ser identificados com o uso do aparelho que construiu o “Biometer”. À descoberta do Dr. Abrams, os pesquisadores de sua época chamaram de “Electronic Reaction of Abrams” (Reações Eletrônicas de Abrams).
Peço-lhe desculpas, Dra. Ruth, porque sei que essas lembranças vão envolvê-la em saudades e emoções. Porém, ao mesmo tempo, creio que vão alegrá-la ainda mais, nesses seus dias de repouso. Enquanto a senhora descansa por algum tempo do seu difícil e vitorioso trabalho, permito-me citar algumas de suas realizações, ao conhecimento das pessoas que também lerão essa carta. Creio que posso dizer algo assim:
Ruth Beyner Drown nasceu no Colorado, Estados Unidos, em 1892. Seu pai era fotógrafo profissional, o que, naturalmente, contribuiu para mais tarde ela se empregar em um laboratório fotográfico, onde veio a aprender fotografia e técnicas elétricas.
Formou-se em engenharia, e foi trabalhar na Companhia Edison da Califórnia como engenheira de antenas de rádio. E sem que percebesse, o destino a conduziu ao encontro da Radiônica, em um caminho no qual absorvia a cada trecho os conhecimentos da arte-ciência que era chamada até então, de “Radioterapia”.
Certa vez participou de uma palestra sobre a “Terapia de Rádio”. Não teve dúvidas: como sua formação era em engenharia, retornou à universidade e formou-se em ciências médicas na especialidade de Quiropatia. A seguir, tornou-se aluna do Dr. Albert Abrams e, após a morte do seu mestre, fundou o Centro de Pesquisas Drown – onde aprofundou seus estudos e começou a diagnosticar de acordo com a "nova terapia”.
Dra. Ruth B. Drown, movida por seu interesse em “radioterapia” reuniu seus conhecimentos em eletricidade e medicina para desenvolver aparelhos radiônicos. Criou o “Homo Vibra Ray Instrument” (Instrumento de Raios de Vibrações Homogêneas), que ficou sendo a base (instrumental) da Radiônica.
Com esse aparelho a Dra. Ruth Drown obteve a cura de muitas pessoas. O “Homo Vibra Ray” irradiava o mesmo tipo de energia que a doença irradiava, e sua cura se dava, em resumo, com esse mesmo nível vibratório. Está registrado que vários médicos o compraram, e esse aparelho ficou conhecido na América e na Europa.
Um dia a Dra. Ruth soube o quanto é árduo o caminho dos pioneiros: ela tinha quase 30 mil casos de cura com esse aparelho (e seguidores em alguns países), porém, o Departamento Federal de Remédios norte-americano, (no uso de suas atribuições) alegou que não havia embasamento racional na teoria médica para esse tipo de tratamento. E a Dra. Ruth Drown foi julgada, considerada culpada e presa – por curar pessoas com uma ciência não conhecida e não admitida nos círculos científicos de então.
Quando saiu da prisão, seu pioneirismo e sua alma de pesquisadora a levaram de volta às pesquisas, ao seu trabalho. E foi presa novamente, por não ter obedecido a ordem judicial anterior... E morreu na prisão aos 71 anos de idade.
Leis não são para serem discutidas, mas sim cumpridas. Assim, não nos cabe aqui qualquer discussão de sentenças, porque o respeito à soberania das leis das nações é um dever de todo ser humano.
A liberdade que nós temos como cidadãos do Século 21 permite, sem punições arbitrárias, irmos até os séculos antigos, depositários do conhecimento adquirido pelo ser humano ao longo de muitas e muitas eras. Ou permite que eles venham até nós para nos lembrar de que no Museu do Cairo há uma arca construída há cinco mil anos. Pesquisadores de várias nacionalidades a consideram um “Instrumento de Radiônica”.
Dra. Ruth. A senhora sabe o quanto ainda precisa ser feito para que as ciências antigas sejam integradas às ciências modernas, e vice-versa. Isto somente trará benefícios às pessoas desse início de Era Global, aos profissionais de várias áreas e, principalmente, aos seres humanos que estão padecendo de doenças graves, algumas até mesmo incuráveis. A não ser, talvez, pela Radiônica...
Pelo que lhe fizeram e pelo que não a deixaram realizar, permita-me pedir que nos perdoe a todos. Apesar de saber que sua a luz jamais deixou de nos perdoar.

© 2010 – Do livro “Águias Feridas”, de Carlos Morandi, publicação em 2011. 
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