terça-feira, 8 de maio de 2012

Erva-mate pode prevenir Parkinson, diz estudo...



Fabrício Escandiuzzi
Direto de Florianópolis
Santa Catarina

Uma boa notícia para os adeptos do chimarrão. Um estudo realizado por pesquisadores da Unesc (Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina), localizada em Criciúma, mostra que a utilização da erva-mate pode funcionar na prevenção e tratamento do mal de Parkinson.

A pesquisa foi coordenada pela doutora Luciane Costa Campos, do PPGCA (Programa de Pós-graduação em Ciências Ambientais) e os primeiros testes foram realizados em camundongos. Chamado "O efeito da administração aguda do extrato de Ilex paraguariensis St. Hilaire (Aqüifoliacea) em modelos animais da doença de Parkinson", o trabalho já foi aceito numa das mais importantes publicações científicas na área de fitoterapia, a revista inglesa Phytotherapy Research.

"É um estudo ainda premilinar, mas comprova que a erva-mate pode ser utilizada na prevenção e como coadjuvante no tratamento do Parkinson", afirma Luciane, explicando que para os testes em animais sua equipe extraiu o extrato da erva. "Usamos a folha e retiramos os princípios ativos do mate".

A planta é largamente cultivada na América do Sul, apresentando várias propriedades medicinais. Segundo a pesquisadora, foi examinada a atividade antiparkinsoniana do extrato hidroalcoólico da erva-mate a partir da indução de lesão cerebral em camundongos por MPTP, a toxina neural que reproduz os sintomas motores do Parkinson.

O resultado foi animador, pois as cobaias reagiram e apresentaram atividade antiparkinsoniana e antioxidante, com características diferentes em relação aos medicamentos convencionalmente usados no tratamento da doença.

Luciane, que coordena uma equipe de 15 pessoas entre doutores, professores e mestrandos em Criciúma, a doença de Parkinson é bastante comum entre a população idosa. "Os tratamentos existentes apenas aliviam os sintomas induzindo ainda vários efeitos adversos, o que reduz a qualidade de vida dos pacientes", informa.

A pesquisadora ressalta que a população do sul do Brasil, além do Uruguai, Argentina e Paraguai faz uso diário desta espécie no tradicional chimarrão. "A erva-mate poderá ganhar um papel importante na prevenção da doença de Parkinson e até mesmo como um tratamento complementar para esta condição", destaca.

A pesquisa é comemorada por fãs de chimarrão. O corretor de imóveis Leonardo José Ferraz, 54 anos, natural de Cruz Alta (RS) e radicado desde 1986 em Florianópolis, garante estar livre da doença. "Não vivo sem meu chimarrão e chego a tomar umas seis garrafas térmicas ao dia", diz. "Acho que estou imune ao mal de Parkinson". (grifo nosso)

Mas a pesquisadora alerta que apesar de comprovados os efeitos da erva nos camundongos, alguns testes e novos estudos devem ser realizados. "É algo preliminar no qual iremos nos aprofundar", acrescenta Luciane.
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Não deixem de ler sobre estudos mais antigos na área vibracional, que trata das causas e não os efeitos, pesquisada por Gurudas sobre a Erva-Mate: Distúrbios neurológicos; doenças mentais, Mal de Alzheimer Epil... já tratava mais a fundo desses distúrbios.


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