quarta-feira, 19 de março de 2014

Essências Florais - “... de fato a essência floral não é um médico(a)mento mas sim um educo(a)mento.




... Os florais não deveriam ser instrumentos curativos empregados unicamente por médicos, mas principalmente por educadores ou curadores da alma.” (Almir Flores - educador e pesquisador floral, defendeu a terminologia para florais conceituando-os de EDUCAMENTO, em sua tese de mestrado em 1997, na Universidade  de Brasília.)

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História
As essências florais são utilizadas desde tempos longínquos. A antiga Índia é o berço de toda a civilização ariana e é nela que vamos encontrar os mais profundos ensinamentos de todos os tempos. De lá que procede praticamente todo o conhecimento que forneceu as bases de todas as medicinas, artes e práticas médicas do mundo antigo e atual. A própria medicina mesopotâmica e egípcia, tidas como as mais respeitáveis de todas as épocas, receberam quase todas as suas informações da medicina hindu, e eram muito limitadas comparada a esta. A civilização egípcia surgiu há cerca de 5.500 anos AC, quando as essências florais foram usadas pela primeira vez em profusão. Com o passar dos tempos as essências florais foram sendo utilizadas amplamente pelo mundo inteiro como China, Sicília, Grécia, Roma, Arábia, Fenícia, Tibete, Austrália, Hawaii, África... Consta que o Povo Essênio fazia remédios a base de flores. Na época de Cristo elas eram usadas para curas medicinais. De fato, muitos livros citam que as essências florais eram amplamente usadas nas antigas e tão conhecidas civilizações como a Lemúria e a Atlântida.

Outras culturas, entre elas os Egípcios, Malaios e Africanos, usavam flores para tratar seus desequilíbrios emocionais. No folclore Europeu há registros sobre as propriedades curativas das flores desde a Idade Média. No século XVI o grande curador e místico Paracelsus recolheu orvalho das flores para tratar os desequilíbrios emocionais de seus pacientes. Na verdade, em todos os tempos, sempre houve pessoas que se dedicaram a estudar, desenvolver e praticar técnicas de cura e harmonização com as essências florais.

Mas somente nos idos de 1930 que um médico inglês sensível, Dr. Edward Bach, decodificou e propulsionou as essências florais para a nossa civilização moderna. Seus efeitos foram reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde em 1976, e se constitui de grande ajuda nestes momentos de transição. Um interesse crescente por esta terapia a base de flores (ou terapia floral) surgiu nos anos de 1970 em diante e, hoje, existem essências florais em todo mundo com vários pesquisadores (sintonizadores) e cada um com o seu conjunto de essências florais (kit de essências). Uma coletânea contendo um grande número de estudos de casos tratados com florais e registrados no The Dr. Edward Bach Healing Centre foi publicada em 1971 (P.M.Chancellor, Manual Ilustrado dos Remédios Florais do Dr. Bach, 1971). Na verdade, temos mais de 220.000 espécies de plantas que florem (entre venenosas e não venenosas ao homem) e, praticamente onde há Sol, poderá haver uma planta que flore.


Estudos no Brasil
O Brasil sendo um país tropical, ou seja, tem Sol o ano todo, tem o privilégio da exuberância de sua natureza com as suas flores e onde as pessoas são mais alegres e sensíveis, é um dos grandes propulsores da terapia floral no mundo. Hoje, temos profissionais de todas as áreas da saúde interessados nas essências florais que são naturais, sem contra-indicação, sem efeitos colaterais e podem interagir com outros medicamentos alopáticos, homeopáticos e fitoterápicos.

No Brasil, outro conjunto de estudos de casos e depoimentos, envolvendo o uso dos Florais de Minas, foi também divulgado (Breno Marques e Ednamara Vasconcelos, As Essências Florais de Minas- casos clínicos e depoimentos- Vol.1,1995). Todavia, o trabalho sistemático e pioneiro de pesquisa em moldes acadêmicos iniciou-se na Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UNB), através do matemático e educador Almir Flores, com a dissertação de mestrado intitulada Rito-Communitas Pedagógicas. Neste trabalho, o pesquisador inseriu as essências florais numa ampla e revolucionária proposta metodológica e reiterou sua definição conceitual: de fato a essência floral não é um médico(a)mento mas sim um educo(a)mento. Os florais não deveriam ser instrumentos curativos empregados unicamente por médicos, mas principalmente por educadores ou curadores da alma. Concluiu o autor: "A utilização das essências florais em uma Rito-Communitas tem sua unidade de significado destacada na condução do sujeito, que delas se apropria, a exercer o papel filosófico-mítico-científico requerido do ser-no-mundo, gerando no ser individual/coletivo a construção do conhecimento de forma integrada. O facilitador dessa harmonização é a intencionalidade. Observar atentamente a descrição de um caso é perceber a ação integrada da essência floral no ser-que-é-sendo, no ser-que-conhece-conhecendo... expressando e dando forma às situações e emoções que são as características pessoais que dificultam o seu aprendizado maior no mundo...experienciando o fenômeno ...pesquisando, manipulando e formulando sobre o conhecimento adquirido...retornando à família, buscando também sua cura, é apropriar-se do que fora apreendido e atuar sobre o coletivo".(Almir Flores,Rito-Communitas Pedagógicas,1997).

Outro trabalho científico foi apresentado na Faculdade de Sociologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo(PUC-SP) pela socióloga Fátima Perurema, através da tese de doutorado intitulada O Amor Fazendo Gênero. A autora analisa o contexto sociocultural dos terapeutas florais e de seus clientes e o papel do gênero feminino na germinação e propagação da terapia floral no Brasil, em especial, no Rio Grande do Sul. A pesquisadora insere a terapia floral dentro de uma corrente dinâmica de mudanças paradigmáticas, silenciosas, revolucionárias e transgressoras, conduzidas pelo feminino. A força geratriz e propulsora deste movimento teria seu núcleo arquetípico central situado nas camadas mais profundas do inconsciente coletivo, onde estaria armazenada a constelação psicológica do AMOR, o modo feminino de gerar, nutrir, proteger, curar, consolar, sentir e viver (Fátima Perurena, O Amor Fazendo Gênero, 1999).
Monografias e Estudos de Casos nas Faculdades


Monografias e Estudos de Casos nas Univerdidades

Com o advento pioneiro do curso de especialização em terapia floral conduzido através de um convênio entre a Faculdade de Ciências da Saúde do Instituto Brasileiro de Estudos Homeopáticos (IBEHE; São Paulo) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), centenas de monografias, envolvendo o uso das essências florais em diversas áreas e com numerosas descrições de estudos de caso, foram publicadas, destacando-se dentre elas:

* As Essências Florais como Suporte Terapêutico – Gastrites em Eqüinos (Bárbara Goloubeff, médica veterinária, 2000);
* Terapia Floral no Tratamento da Gagueira (Maria Cristina Santos, fonoaudióloga, 2000);
* Rescue Remedy aplicado na terapêutica odontológica (Aino K. Rueger, cirurgia-dentista, 1997;
* Florais de Bach e seus efeitos em sistemas biológicos simples (Maria de Lourdes Wiendl, farmacêutica, 1997);
* Terapia Floral: um método holístico no tratamento das dores (Marlene V. Simões, médica, 1997);
* O Uso do Fitofloral Hormina na Terapia de Reposição Hormonal (Rosa Maria Peres, terapeuta floral, 1997;
* A Terapia Floral, com o uso dos Florais de Minas associada ao Atendimento Psicopedagógico (Héllen A. Carvalho, terapeuta floral e psicopedagoga, 2002),
* O Uso das Essências Florais no Ambiente Empresarial (Maria Magdalena T. Boog, psicóloga, 1997);
* A Atuação das Essências Florais no Tratamento do Estresse (Elisabete F.A. Aranha, terapeuta floral, 1997;
* O Uso da Arnica e Mimosa no Pré e Pós-Operatório na Blefaroplastia Estética (Maria Helena Santos, médica, 1997);
* A Terapia Floral no Orfanato (João Carlos Tyll, médico, 1997),
* As Essências Florais de Bach como um recurso auxiliar no Tratamento do Medo Odontológico (Wilma Arruda Marcondes, odontóloga, 1997);
* O Uso do Fitofloral de Minas – Ventilian – na rinite alérgica (Maria Cristina L. Souza, terapeuta floral, 1997;
* A Terapia Floral como Facilitadora no Processo de Aprendizagem (Márcia di Giovanni, pedagoga, 1997;
* Cristalizações Sensíveis de Essências Florais (Beatriz R. Assumpção, ambientalista, 1997);
* Avaliação Energética dos Fitoflorais – Victris-H e Victris-M em Seres Humanos através do Método Kirlian de Fotografia (Maria José Gonçalves, terapeuta floral, 1997).

Pesquisadores do Institut fur Umweltmendizin und Krankenhushygiene Universitatsklinikum (Freiburg, Alemanha, 2001) estudaram a eficácia de uma combinação de essências florais de Bach no tratamento de pessoas portadoras de ansiedade mediante uma investigação randomizada, controlada por placebo, usando-se duplo cego, cruzamento de dados e grupos paralelos. A ansiedade foi monitorada empregando-se um questionário padronizado e validado para testes de ansiedade (uma versão germânica do TAI: Test Anxiety Inventory. Cinqüenta e cinco pessoas completaram o período de estudo e seus dados foram analisados e considerados válidos. Não houve diferenças significativas entre os grupos, porém observou-se um decréscimo marcante nos escores dos testes de ansiedade em todos os grupos. Os autores concluíram que embora diferenças estatisticamente significativas não tenham sido relatadas em comparação com o placebo, a mistura de essências florais mostrou-se marcadamente eficaz na redução da ansiedade, mesmo sem apresentar efeitos específicos (Walach et al., Journal of Anxiety Disorders, 2001).

Um estudo comparativo entre o sistema floral de Bach e a homeopatia clássica, explorando suas semelhanças e dissimilitudes, foi publicado por um pesquisador do The Royal London Homeopathic Hospital (Inglaterra, 1999). O autor concluiu que embora ambos os sistemas sejam claramente diferentes, alguns fundamentos comuns existem, e que ambos poder ter um papel complementar o qual talvez ainda não tenha sido reconhecido (van Haselen RA., British Homeopathy Journal, 1999).

Em um trabalho de observação minuciosa de pacientes perioperatórios, J. Howard (Bach Centre, Oxon, Inglaterra, 1998) descreveu detalhadamente os perfis psicológicos e emocionais de pacientes internados, relembrando as observações e relatos do Dr. Bach (Howard J., Complement Ther. Nurs. Midwifery, 1998).

Neste mesmo sentido, F. Mantle observou que a administração em doses homeopáticas das essências florais, a ausência de efeitos colaterais e a não interferência sobre qualquer outra medicação fazem desta terapia (no caso, sob a forma manipulada sem conservante alcoólico) um auxiliar importante nos cuidados da enfermagem (Mantle F., Complem. Ther. Nurs. Midwifery, 1997).

Em março de 2003, a médica pediatra e professora do Departamento de Medicina Social e Preventiva da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC), Zilda Ribeiro, apresentou uma dissertação de mestrado com os resultados de uma pesquisa científica sobre a terapia floral, desenvolvida na Universidade Federal de Santa Catarina. A pesquisa avaliou a possível contribuição da terapia floral, como prática complementar de saúde, na promoção de uma melhor qualidade de vida em pacientes com doenças crônicas. Tratou-se de um estudo de caso retrospectivo de abordagem qualitativa, baseado em registros de prontuários médicos. Os sujeitos da pesquisa foram crianças portadoras de asma brônquica, atendidas num programa que incorporou a terapia floral como prática complementar, durante um período de 3 anos. As essências florais empregadas no estudo foram obtidas dos Florais de Bach, de Minas, da Califórnia e da Austrália. Os resultados demonstraram a ocorrência de mudanças significativas no sentido de uma melhor qualidade de vida em saúde, de acordo com parâmetros qualitativos situados nos domínios: físico, psicológico e grau de dependência de medicamentos (Zilda Ribeiro, Qualidade de Vida em Saúde: Estudo de Caso com Uso da Terapia Floral para Crianças Portadoras de Doenças Crônicas Atendidas numa Unidade Básica de Saúde, 2003).

Fonte 1.: Adaptação do texto contido na Bula dos Fitoflorais produzidos pelos Florais de Minas
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