segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Harvard faz estudo sem precedentes sobre a felicidade

"No final tudo acaba bem! Se não está bem é porque não acabou".
(pai do escritor Fernando Sabino)

Tentar entender porque determinadas pessoas olham mais os aspectos positivos da vida (enquanto outras olham mais os negativos) e porque determinadas pessoas se dizem mais felizes que outras sempre foi uma questão que interessou psicólogos, filósofos, sociólogos, donas de casa, donos de casa... enfim, a todo mundo!

Uma equipe da Universidade de Harvard (Estados Unidos) tentou responder estas questões com uma pesquisa sem precedentes: a vida de mais de 800 homens e mulheres nascidos no início do século XX foi acompanhada por 80 anos para tentar entender qual o papel da hereditariedade, dos acontecimentos vividos durante a infância e do ambiente.

Durante este longo período os pesquisadores procuraram conhecer a história familiar, os estudos, serviço militar, a vida profissional, casamentos, nascimentos, os momentos de glória numa carreira, mas também os divórcios, as depressões e os problemas de saude.

Após reunirem os dados, os mais de 50 pesquisadores que participaram da pesquisa ao longo destes 80 anos, constataram que os primeiros resultados pareciam indicar claramente que o sucesso e a boa saúde estavam programados desde o nascimento das pessoas... As pessoas que nasceram em uma família de maior poder aquisitivo viveram, em média, 10 anos mais do que as pessoas nascidas em ambientes menos favorecidos. E a sua renda média era três vezes maior! Os jovens que vieram de classes sociais menos favorecidas tinham três vezes mais chances de terem problemas de obesidade e duas vezes mais probabilidade de terem problemas de alcolismo e tabagismo.

No entanto, quando os pesquisadores começaram a analisar cada trajetória individualmente, identificaram numerosas exceções que permitiram conclusões bem mais ricas e interessantes. E a principal delas é que o desenvolvimento de uma pessoa não pode ser medido adequadamente pelas "médias". Pessoas que tinham tudo para serem deprimidas e com problemas de saude, demonstravam serenidade e alegria de viver. Por quê???

A conclusão do estudo pode abrir novas pistas para compreender quem somos. A maioria das pessoas considera a vida como uma curva única, primeiro ascendente, e depois de uma certa idade, descendente. Após a infância e a adolescência vem a maturidade e logo após o declínio inexorável. O estudo de Harvard aponta em outra direção. Ele sugere uma outra metáfora: a da pedra atirada num lado. A pedra faz surgir ondas concêntricas. Não mais uma curva que sobre e desce, mas diferentes ondas. Um movimento constante e não mais ascensão e declínio.

A ideia é que temos vários desafios a cumprir ao longo da vida. Uma das primeiras missões que temos é deixar nossa casa, nossos pais (física e emocionalmente) para construir nossa própria personalidade.  Uma outra é construir uma vida profissional que corresponda às nossas capacidades e traga, se possível, reconhecimento e satisfação. Outra missão é sermos capazes de construir relações mais íntimas e prazerosas com outras pessoas.

A superação ou enfrentamento de cada um destes desafios nos torna mais (ou menos) capazes de lidar com os outros. A nossa percepção de como estamos nos saindo diante destes desafios é que vai trazer a cada um a sensação de felicidade.

E aí os resultados são inpressionantes. As pessoas com mais saúde (menos problemas com alcool, cigarro, obesidade, etc) e mais longevas são, efetivamente, as que levam a vida pelo seu lado mais positivo! Independente de classe social e renda. O estudo ajuda a desmistificar a ideia de que o homem que perde o trabalho, a mulher, etc, começa a beber e a vida descarrilha. O estudo demonstra exatamente o contrário! Primeiro vem o alcool (por uma série de fatores), e depois estes problemas mais visíveis e evidentes.


O estudo foi publicado pela revista francesa GEO SAVOIR (novembro-dezembro 2011).
No final da reportagem, o reporter faz as duas últimas perguntas ao coordenador (atual) do estudo, prof. George Vaillant:

GEOSAVOIR;  Como o senhor resumiria os principais resultados do estudo?

Prof Vaillant: "Os seres humanos são capazes do pior, mas sobretudo, do melhor. E, frequentemente, este melhor chega no fim. Para uns, o amor aos outros se impõe como uma evidência; para outros, ao contrário, ele se torna incompreensível".

GEOSAVOIR: Por que?

Prof. Vaillant: "Meu caro, depois de mais de 40 anos de pesquisa esta continua sendo a minha grande questão..."

Fonte

Cuide bem de você...
www.cuidebemdevoce.com

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