quarta-feira, 7 de julho de 2010

241- Sobre a Castanha de Baru

Grande parte da área central do Brasil é coberta pelo Cerrado, um bioma com vegetação típica, incluindo árvores e arbustos que são especialmente resistentes ao clima seco. No Brasil o Cerrado forma um bioma similar às savanas da Austrália e África, com flora ainda mais diversa e expressiva.

O baruzeiro (Dipteryx alata Vog) é uma planta leguminosa arbórea nativa do Cerrado. Seus frutos amadurecem entre Setembro e Outubro, e contém uma castanha com um sabor delicado e agradável, conhecida como Castanha de Baru.

Grandes áreas do cerrado estão sendo transformadas em fazendas com a introdução da monocultura da soja e cereais. Além disso, como a madeira do baruzeiro é usada no setor de construções, sua sobrevivência está ameaçada devido à extração de madeira para comercialização. Por essas razões, o baru está em risco de extinção, mesmo existindo leis relacionadas à proteção e preservação do meio ambiente que protegem as espécies nativas do Cerrado.

A castanha de baru, quando torrada, tem sabor semelhante ao amendoim ou castanha de caju. Tem valor nutricional alto, e contém cerca de 26% de proteínas. Pode ser consumido inteiro ou para o preparo de receitas de doces típicos, como o pé-de-moleque e paçoquinha, ambos com rapadura, leite condensado e castanhas torradas.

O baru pode ser conservado facilmente em temperatura ambiente, porque se a fruta for estocada adequadamente, as propriedades físico-químicas da castanha permanecerão as mesmas por cerca de três anos. Não existe comercialização ou utilização da polpa da fruta do baru, apesar de suas propriedades organolépticas e nutricionais.

É possível extrair óleo de excelente qualidade da castanha de baru, para utilização como tempero ou como anti-reumático. Apesar de suas propriedades e qualidades, o óleo não é vendido intensivamente no mercado local.

O baruzeiro é também usado em projetos de reflorestamento, porque cresce rapidamente, com madeira muito resistente e de excelente qualidade.

Juntamente com outras frutas nativas do bioma cerrado, o baruzeiro é objeto de estudo, pesquisa e experimentos desenvolvidos pela EMBRAPA Cerrado (Empresa de Pesquisa Agropecuária do Ministério da Agricultura).

No Estado de Goiás, próximo à Brasília e ao Distrito Federal, algumas comunidades produzem e vendem castanha de baru, e em algumas cidades a castanha está sendo usada na merenda escolar. Em Pirenópolis a castanha é consumida principalmente pela população rural, especialmente crianças, que se abrigam nas sombras das árvores.

A área de Pirenópolis foi pioneira na exploração comercial do baru e tem ligação histórica com a espécie. Nos últimos dez anos alguns projetos foram ativados no município, para a proteção e promoção do baru. O trabalho que começou com a ação isolada de algumas pessoas na região, hoje já é o carro chefe de duas associações do município: a Associação de Desenvolvimento Comunitário do Caxambu – ADCC e o Centro de Estudos e Exploração Sustentável do Cerrado – CENESC.
Ações da Fortaleza
A Fortaleza da Castanha de Baru está sendo desenvolvida no Estado de Goiás, em particular na área em torno de Pirenópolis, em colaboração com duas associações: a ADCC (Associação de Desenvolvimento Comunitário do Caxambu) e o CENESC (Centro de Estudos e Exploração Sustentável do Cerrado). O primeiro projeto, na região de Caxambu, envolve cinco famílias na coleta, processamento e venda da castanha. O segundo reúne agricultores, pesquisadores e ambientalistas interessados em introduzir técnicas sustentáveis para gerir os recursos do Cerrado. Em 1988, foi publicado um livro de receitas em Pirenópolis, que explica como fazer pratos típicos usando a castanha de Baru e outras frutas do Cerrado.

O projeto mais importante nessa área envolveu 150 famílias em sete povoados, num programa que envolve a coleta sustentável de castanhas de baru. Graças à Fortaleza, que objetiva reforçar as infra-estruturas necessárias para o processamento da castanha de baru e sua promoção local e internacional, a castanha tem sido comercializada por alguns agricultores de pequena escala.
Área de Produção
Pirenópolis, Goiás, Centro-Oeste
Referentes da Fortaleza
Associação de Desenvolvimento Comunitário de Caxambu
Promessa de Futuro - Projeto de Agricultura Agroecológica
promessadefuturo@hotmail.com
Lena Rodriguez
 

Um comentário:

  1. Tenho uma fazendinha e tenho que vendê-la que pena lá tem muitos pés de barú.(62)99317139.

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