quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Energia Emocional


Quando pensamos em energia emocional logo nos vem à idéia alguma coisa imaterial, não mensurável ou quantificável. Algo que os nossos olhos físicos não vêem, mas que o nosso coração sente.

Mas afinal, porque ela é sentida às vezes como algo gratificante e impulsionador e outras como algo arrasador?

Bom, para falarmos em energia emocional temos que nos remeter primeiramente ao conceito de EMOÇÃO. A emoção pode ser entendida como um estado de ânimo, uma reação intensa e breve de nosso organismo frente às situações, que provoca desordens neurovegetativas e reações psicofisiológicas.

Este estado afetivo pode ter uma conotação agradável (positiva) ou penosa (negativa).

Existem três tipos de emoções básicas que experienciamos desde o nosso nascimento: o medo, a raiva e o prazer. Daí se originam as demais.

Por não termos o controle consciente da energia emocional, ela acaba nos levando a uma desorganização passageira, culminando com um desequilíbrio, uma perturbação de nossa organização intelectual e cognitiva.

Quando, porém, esta emoção se prolonga começamos a tentar nos organizar. Utilizamos nossos recursos mais profundos, nossa cognição, nossa capacidade de reflexão e aí atribuímos um SIGNIFICADO à mesma. Neste momento, o que era EMOÇÃO passa a ser um SENTIMENTO. Ou seja, um estado afetivo mais tranqüilo, duradouro e estável que será experimentado mais em termos de vivência interna. Aqui nossa reação corporal será mais tênue e discreta.

Sendo assim, ao nos referimos à energia emocional temos que ter em mente, que as nossas emoções sempre serão acompanhadas por um componente subjetivo, um sentimento que é fruto de nossa compreensão e avaliação das nossas sensações. Ou seja, de nossa percepção da realidade, a qual sempre será regida por nosso sistema interno de crenças.

Pessoas que tendem a ver a vida de forma negativa, desrespeitando os seus limites, esquecendo-se de seus desejos e necessidades, que se distanciam de sua verdadeira essência para cumprir o papel que a sociedade lhe atribui e que são inflexíveis em seus pontos de vista, tendem a experenciar seus estados afetivos de forma negativa.

Daí advém aquilo que muitos denominam de "queda de energia", os estados de desânimo, o cansaço físico e mental e as desordens fisiológicas e psíquicas advindas dos mesmos. Isto porque ao passar pela cognição, os significados atribuídos à emoção tenderão a gerar outros sentimentos negativos como o medo, a raiva, a sensação de impotência ou incapacidade, a frustração, o que impede que nos reorganizemos.

Dentro da visão das terapias vibracionais (Homeopatia, Terapia Floral, Acupuntura, Reiki, etc.) costumamos dizer que vivenciamos, neste momento, uma situação semelhante à de um encanamento entupido. Ao impedirmos a vazão de nossos sentimentos, depositamos em nosso campo bioenergético vários resíduos de energia emocional estagnada, que vão entupindo nossos canais energéticos (meridianos de Acupuntura) impedindo o livre fluxo de nossa energia vital e culminando com desordens físicas e psíquicas.

Freud, o pai da Psicanálise, em seus estudos sobre a Histeria, também descrevia os sintomas da doença como manifestação da energia emocional que não era descarregada, mas sim associada a traumas psíquicos que repousavam em nosso inconsciente.

Mas, como manter este reservatório de energia, como canalizá-la para os aspectos positivos recarregando nossas baterias?
Sempre digo, que todos os estados afetivos tendem a apresentar as duas polaridades: o positivo e o negativo.

Se por um lado, por exemplo, a raiva excessiva tende a consumir nossas energias físicas e psíquicas gerando bloqueios em nosso corpo emocional e perda de nossa vitalidade, por outro a manifestação desta na sua forma positiva poderia culminar com uma descarga benéfica de energia emocional acumulada, evitando o nosso adoecer.

O que ocorre hoje em dia, infelizmente, é que com o advento da globalização, as pessoas vêm perdendo a noção de individualidade, de limites psíquicos e energéticos. Correm, correm e não chegam a lugar nenhum. Reclamam da vida, do destino, acumulam sentimentos de tristeza, raiva, inconformismo, preocupam-se, mas não fazem nada em prol de si próprios. Empurram a vida com a barriga, não entram em contato com seus sentimentos e necessidades mais profundas. Ou seja, colocam toda a culpa no externo: no governo, em Deus, nas outras pessoas. Gastam suas reservas de energia inutilmente, esquecem-se de suas potencialidades, não param para refletir, procuram TER e não SER.

Ou seja, desgastam-se física, psíquica, emocional e energeticamente, esquecendo-se do principal: das suas necessidades, de seus desejos, do seu EU.

Desafios, obstáculos fazem parte de nossa caminhada, porém, o nosso destino depende de nossas escolhas atuais, de nossa flexibilização, da mudança contínua de nossos sistemas arraigados de crenças e isto, só pode ocorrer quando nos dermos o verdadeiro valor e importância, em meio a tudo que ocorre no mundo. Quando reservarmos um tempo conosco mesmos e refletir quem somos, o que queremos e o que estamos fazendo neste sentido. Agindo assim, você com certeza não gastará todo seu potencial energético e criativo a serviço do nada.

Por outro lado, posso também adiantar que não existem fórmulas mágicas que nos ensinem como enfrentar a vida, não nos desgastar, mas sim caminhos a serem descobertos e trilhados por nós, através da transformação de nossos sentimentos em uma energia de positividade, cura e prosperidade. E este caminho só pode ser alcançado através de um comprometimento profundo e leal com a nossa Essência (o que somos verdadeiramente sem as nossas máscaras sociais) e que pode ser descoberto através da introspecção.

Sempre digo que só a nós cabe preencher o nosso vazio interno, o nosso reservatório de energia, pois ele está intrinsecamente ligado a quanto nos amamos e nos respeitamos. O Reiki e a Terapia Floral podem ser instrumentos de grande valia neste processo de equilíbrio e harmonia interior. Porém, vale ressaltar que o trabalho final dependerá principalmente de nossa capacidade de interiorização e flexibilização frente àquelas crenças que nos impedem de crescer.

A vida nos reserva momentos de felicidade, de sensações e sentimentos de alegria e positivismo, de equilíbrio emocional e espiritual, porém viver somente esta faceta da vida, equivale a viver na utopia. Isto porque são as oscilações da nossa energia emocional que nos impulsionam para atingirmos nossas metas e objetivos.

Aqui, costumo comparar a vida a um eletrocardiograma. Quando as ondas estão oscilando para cima e para baixo, estamos vivos, aprendendo e crescendo. Quando elas se estagnam num sinal de linearidade, morremos para o mundo.

Fonte


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