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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Plantas e flores na recuperação de cirurgias


Investigadores norte-americanos confirmaram os efeitos benéficos das plantas e flores para os pacientes que se recuperaram de uma cirurgia.

Os investigadores Seong-Hyun Park e Richard H. Mattson, da Universidade Estatal do Kansas, disseram que existem fortes evidências de que o contato com plantas é diretamente benéfico para a saúde do paciente hospitalizado. Os investigadores estudaram 90 pacientes que se recuperavam de uma apendicectomia, ou seja, uma intervenção cirúrgica para extrair o apêndice.













Os pacientes foram aleatoriamente distribuídos por quartos de hospital com ou sem plantas, durante o período de recuperação pós-operatório, tendo sido recolhidos dados relativamente à duração da hospitalização, administração de remédios para o controle da dor pós-operatória, sinais vitais, pontuação da intensidade da dor, inquietação, fadiga, ansiedade e satisfação com o quarto.








O estudo, publicado na HortTechnology, descobriu que os pacientes que tinham plantas nos seus quartos, apresentaram significativamente menos ingestões de medicação para as dores; mais respostas fisiológicas positivas - pressão sanguínea e taxa cardíaca mais baixas; menos dores, ansiedade e fadiga; e maior satisfação com os seus quartos durante a recuperação, em comparação com o grupo de controle.

O estudo sugere que as plantas em vasos oferecem o maior benefício, em oposição às flores cortadas, devido à sua longevidade.

O pessoal de enfermagem relatou que, à medida que os pacientes se recuperavam, estes começavam a demonstrar interação com as plantas, incluindo regá-las, apará-las e movê-las para um lugar melhor ou mais iluminado.

As plantas de interior tornam o ar mais saudável e fornecem um ótimo ambiente ao aumentar a umidade e ao reduzir a quantidade de esporos de bolor e de germes no ar, acrescentaram os investigadores.


____________

"Pessoas são como as flores
Você pode cuidar de todas as tuas flores
Oferecendo sempre a mesma água todos os dias
Por que não é exatamente o que você faz
Que às deixará felizes
Mas o tempo que você se dedica a elas..."
                                                              Augusto Branco
Cuide bem de você...
www.cuidebemdevoce.com

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O “corpo de dor”


Por Eckhart Tolle  


No caso da maioria das pessoas, quase todos os pensamentos costumam ser involuntários, automáticos e repetitivos. Não são mais do que uma espécie de estática mental e não satisfazem nenhum propósito verdadeiro. Num sentido estrito, não pensamos o pensamento acontece em nós.

“Eu penso” é uma afirmação simplesmente tão falsa quanto “eu faço a digestão” ou “eu faço meu sangue circular”. A digestão acontece, a circulação acontece, o pensamento acontece.

A voz na nossa cabeça tem vida própria. A maioria de nós está à mercê dela; as pessoas vivem possuídas pelo pensamento, pela mente. E, uma vez que a mente é condicionada pelo passado, então somos forçados a reinterpretá-lo sem parar. O termo oriental para isso é carma.

O ego não é apenas a mente não observada, a voz na cabeça que finge ser nós, mas também as emoções não observadas que constituem as reações do corpo ao que essa voz diz.

A voz na cabeça conta ao corpo uma história em que ele acredita e à qual reage. Essas reações são as emoções.

A voz do ego perturba continuamente o estado natural de bem estar do ser. Quase todo corpo humano se encontra sob grande tensão e estresse, mas não porque esteja sendo ameaçado por algum fator externo  a ameaça vem da mente.

O que é uma emoção negativa? É aquela que é tóxica para o corpo e interfere no seu equilíbrio e funcionamento harmonioso.

Medo, ansiedade, raiva, ressentimento, tristeza, rancor ou desgosto intenso, ciúme, inveja  tudo isso perturba o fluxo da energia pelo corpo, afeta o coração, o sistema imunológico, a digestão, a produção de hormônios, e assim por diante. Até mesmo a medicina tradicional, que ainda sabe muito pouco sobre como o ego funciona, está começando a reconhecer a ligação entre os estados emocionais negativos e as doenças físicas. Uma emoção que prejudica nosso corpo também contamina as pessoas com quem temos contato e, indiretamente, por um processo de reação em cadeia, um incontável número de indivíduos com quem nunca nos encontramos. Existe um termo genérico para todas as emoções negativas: infelicidade.

Por causa da tendência humana de perpetuar emoções antigas, quase todo mundo carrega no seu campo energético um acúmulo de antigas dores emocionais, que chamamos de “corpo de dor”.

O “corpo de dor” não consegue digerir um pensamento feliz. Ele só tem capacidade para consumir os pensamentos negativos porque apenas esses são compatíveis com seu próprio campo de energia.
Não é que sejamos incapazes de deter o turbilhão de pensamentos negativos o mais provável é que nos falte vontade de interromper seu curso. Isso acontece porque, nesse ponto, o “corpo de dor” está vivendo por nosso intermédio, fingindo ser nós. E, para ele, a dor é prazer. Ele devora ansiosamente todos os pensamentos negativos.

Nos relacionamentos íntimos, os “corpos de dor” costumam ser espertos o bastante para permanecer discretos até que as duas pessoas comecem a viver juntas e, de preferência, assinem um contrato comprometendo-se a ficar unidas pelo resto da vida. Nós não nos casamos apenas com uma mulher ou com um homem, também nos casamos com o “corpo de dor” dessa pessoa.

Pode ser um verdadeiro choque quando  talvez não muito tempo depois de começarmos a viver sob o mesmo teto ou após a lua-de-mel – vemos que nosso parceiro ou nossa parceira está exibindo uma personalidade totalmente diferente. Sua voz se torna mais áspera ou aguda quando nos acusa, nos culpa ou grita conosco, em geral por uma questão de menor importância.

A essa altura, podemos nos perguntar se essa é a verdadeira face daquela pessoa – a que nunca tínhamos visto antes  e se cometemos um grande erro quando a escolhemos como companheira. Na realidade, essa não é sua face genuína, apenas o “corpo de dor” que assumiu temporariamente o controle.

É nossa presença consciente que rompe a identificação com o “corpo de dor”. Quando não nos identificamos mais com ele, o “corpo de dor” torna-se incapaz de controlar nossos pensamentos e, assim, não consegue se renovar, pois deixa de se alimentar deles. Na maioria dos casos, ele não se dissipa imediatamente. No entanto, assim que desfazemos sua ligação com nosso pensamento, ele começa a perder energia.

A energia que estava presa no “corpo de dor” muda sua freqüência vibracional e é convertida em “presença”.
Cuide bem de você...
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